Os hipers poderão abrir ao domingo. Até que enfim, cada comerciante tem liberdade para estabelecer o seu horário semanal. O PSD de Cavaco não teve coragem, o PS de Guterres também não e até perdeu Daniel Bessa por causa disso, creio que o PSD de Durão/Santana nem tocou no assunto. O PS de Sócrates do primeiro mandato ignorou-o igualmente. O que se terá passado? Cá para mim foi a necessidade urgente de criar empregos.
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Vai criar empregos à brava no pequeno comércio, lá isso é verdade.
ResponderEliminarNa verdade é preciso coragem para arruinar um pouco mais o pequeno comércio e mandar mais uma dezenas para o desemprego. Em troca de quê? Da protecção despudorada das grandes superfícies, dos grandes interesses comerciais.
ResponderEliminarUma grande superfície cria unstantos postos de trabalho mas causa o despedimento do triplo.
Épá, e agora quando é que eu vou assistir à Santa Missa? Assim não dá!
ResponderEliminarDuarte Calvão, o que se passa é que este governo jacobino quer tirar as pessoas da Igreja. Valha-nos o Alberto João Jardim, para salvar a nossa Civilização Cristã. Lá não há nada destas ousadias, como abrir supermercados no Dia Santo e retirar cruxifixos das escolas.
ResponderEliminarAchar que as pessoas não compram no comércio tradicional só porque os hipers ficam abertos ao domingo ou que deixam de ir à missa para fazer compras, mostra bem que os argumentos contra a abertura são fracos. A discussão deve ter uns vinte anos e o pequeno comércio evoluiu e sobreviveu, ou não, por outras causas. A explicação é outra e data do tempo de Guterres, mostrando bem uma maneira de governar que, infelizmente, não é só dele. Todos os estudos de opinião mostravam que os consumidores eram a favor da abertura, mas as associações de pequenos comerciantes (que diziam representar mais de meio milhão de votos...) eram contra. Entre uma vaga "opinião pública" e interesses organizados, Guterres favorecia sempre as segundos.
ResponderEliminarJá era sem tempo de se reverter a asneira que foi o fecho dos hipers ao domingo, que acabou por legitimar a criação de muitos mais hipers e a propagação dos grandes supers " que prejudicaram muito mais o pequeno comércio do que o fariam os hipers ...
ResponderEliminarA justificação do emprego é a besta redonda para amedrontar a discussão do assunto. "Quem ousa insurgir-se contra a criação de postos de trabalho?!"
A eliminação de postos e de sustentos terceiros não se discutirá.
Acredito que em bruto, haverá mais postos de trabalho à custa de maior precariedade e de maior consumismo. O dinheiro que os consumidores gastarem ao domingo é o dinheiro que não se gastará com outras coisas noutros dias.
Mas é certo, a enchente das compras será ainda mais "o domingo".
A Deco congratula-se, e eu também. Ganha o consumidor, e o mercado. O pequeno comercio e a qualidade do emprego devem ser apoiadas sem proteccionismos!.
Ainda assim ressalvam-se as autarquias que poderá interditar este alargamento em casos específicos (que infelizmente saber-se-á ficar condicionado ao lobby)...
Bem, a verdade é que o regime existente até agora era completamente idiota.
ResponderEliminarOu os hipers estavam abertos todo o dia ou fechados.
Lojas houve que reduziram a área para poderem estar abertas ao Domingo.
Uma pessoa desprevenida nem consegue entender porque umas estão abertas e outras não, exactamente por a razão ser uma questão de área.
Quanto a mim, achava melhor o regime que (tanto quanto me aprecebo) vigora em Espanha: estão fechados ao domingo, salvo em fins-de-semana festivos.
Que haja umas tantas lojas de conveniência, para uma compra indispensável, parece-me uma boa solução.
E talvez isso contribua para as ruas e praças estarem em todas as cidades cheias de gente, passeando, conversando, convivendo.
E, salvo aqueles trabalhadores que fazem serviço público (hospitais, transportes, polícia, etc), parece-me que trabalhar ao domingo só para ganhar mais uns dinheiritos, com sacrifício próprio e familiar, não deve ser encorajado.
Passou agora mesmo no telejornal um representante da Igreja a manifestar-se contra.
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ResponderEliminarAPERCEBO
ResponderEliminar"A discussão deve ter uns vinte anos e o pequeno comércio evoluiu e sobreviveu".
Tem a certeza? É uma perfeitab cegueira não ver o malefício que as grandes superfícies causaram e causam ao pequeno comércio. O pequeno comércio nos centros urbanos, outrora pujante está agora aginizante. Por cada emprego criado nas grandes superfícies são três que se perdem no pequeno comércio.
Será que nunca ouviu falar disto, sr. Duarte Galvão.
Mais do que a história a ignorancia é que se torna desgraçadamente repetitiva.
ResponderEliminarComparar um armazém, o Grandela com centenas de grandes superfícies espalhadas pelo país não faz qualquer sentido.
Vivo numa zona de Lisboa onde não há supermercados por perto, quanto mais hipers, e dou sempre preferência ao comércio tradicional, sobretudo nos produtos frescos. Vou aos supermercados comprar produtos de limpeza e produtos na sua maioria oriundos da indústria alimentar. Frutas, legumes, alguns queijos e charcutaria artesanal, pão, deixo tudo para as óptimas mercearias da zona (uma das quais fica aberta ao domingo) e para o mercado de produtos biológicos dos sábados de manhã. O peixe é na praça. Tenho a certeza de que todas as "minhas" lojas vão sobreviver à abertura ao domingo dos hipers e não precisam proibir a concorrência. Porquê? Porque são boas, têm melhores produtos frescos e sabem atender as pessoas (fora uma antipática, que me atendia como se fizesse um favor, onde deixei de ir). Queixas de incompetentes e de quem não soube evoluir já eu oiço há 20 anos.
ResponderEliminarCriar empregos? Eu acho que é mais precaridade e exploração laboral. Não é, sr. Sonae?...
ResponderEliminarÉ isso, criar empregos de longa duração, estáveis, justamente bem remunerados, horas extra efectivamente pagas, bom ambiente e alegria no trabalho.
ResponderEliminarDeve ser por isso que a Espanha está numa crise profunda, os hipers não abrem aos domingos e as pessoas vão passear em vez de estarem a gerar impostos. Uma chatice.
E o plural de líder também é lídrs?
ResponderEliminarCumpts.
ResponderEliminarDuarte Calvão, já é não perceber nada do que se passa à sua volta. Perto de minha casa há uma pequena mercearia que tem fruta óptima, que eu compro. pêras e maçãs fantásticas. Pois bem: as pessoas, mesmo seus vizinhos, preferem ir aos hipers comprar aquela fruta redondinha troda igual, que não sabe a nada. Conclusão: que me diga, como os liberais, que as pessoas compram onde querem e ninguém tem nada a ver com isso, que o mercado é assim e tal, tudo bem. Mas que ache que as pequenas mercearias de bairro vão sobreviver graças a uma multidão de clientes gourmet como o Duarte, enfim...
Fomentar o "consumo interno", fomenta a produção nacional, fomenta empregos no comércio, e nas actividades produtivas, na indústria e na agro-pecuária, e nos serviços... etc.
ResponderEliminar**Agora só falta baixar os impostos dos consumidores, e das actividades produtívas, para que o País se desenvolva económicamente.**
Seria a bola de neve da economia nacional a arrancar. Consumo> produção> emprego> consumo> produção> emprego...
Isto é o abc em política económica.
Será que o homem acordou?
PS. Não tem nada a ver com Hipers ou missas ou mesmo a loja da esquina, que aliás tem o seu nicho de mercado (e que também compra nos Hipers).
Muy buena medida para fomentar nuestras exportaciones.
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