sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um postal do sudoeste

 



Do relativismo consentido com que perspectivamos o Mundo visto dumas férias na praia, soam ecos dos incêndios que grassam e destroem o país real, tanto quanto a caricatura da Justiça a que estamos entregues. São notícias relidas em papel de jornal com areia que competem as de medalhas lusas no campeonato de atletismo em Barcelona, e de emotivos jogos de futebol a feijões ou o prenúncio de glória que constituem as auspiciosas contratações leoninas. Nessa escala, uma Imperial bem tirada, bem loirinha e cintilante com milhares de bolhinhas em sinuosa e apressada ascensão, ganha uma importância incomensurável. Bendito o inventor daqueles mágicos 200 ml de refrescante prazer dourado. Melhor do que uma imperial bem gelada só duas imperiais bem geladas, com uma bela travessa de amêijoas à Bulhão Pato e umas fatias de pão alentejano. Em boa companhia, claro.

4 comentários:

  1. Oh João, assim não vale — heheehe

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  2. As auspiciosas quê?30 de julho de 2010 às 20:55

    Um nem voltou da Dinamarca, foi directamente para Génova.

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  3. Pior, aquelas enormes canecas que os alemães (e outros turistas) pedem, e bebem quentes e sem bolhas...

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  4. É, com os incêndios por toda a parte, bem que marchava uma cuca agora.

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