"No meio de um povo de incoerentes, de verbosos, de maledicentes por impotência e espirituosos por falta de assunto intelectual, o lente de Coimbra (Santo Deus!, de Coimbra!) marcou como se tivesse caído de uma Inglaterra astral. Depois dos Afonsos Costas, dos Cunhas Leais, de toda a eloquência parlamentar sem ontem nem amanhã na inteligência nem na vontade, a sua simplicidade dura e fria pareceu qualquer coisa de brônzeo e de fundamental."
Fernando Pessoa lapidar recordado por Jaime Nogueira Pinto neste brilhante artigo do jornal i
Agora, só falta dizerem que Portugal era um país democrático no tempo de Salazar.
ResponderEliminarEsse de Coimbra é alguma indirecta, se calhar até tem razão tamanho asno nunca deveria ter sequer estudado na mais antiga e prestigiada Universidade do país, seria mais digno da republicana FDL.
ResponderEliminarSalazar foi um Homem que ficou na História.
ResponderEliminarQuer queiram, quer não, ficou.
Os grandes homens do passado fizeram grandes coisas e fizerma algumas coisas menores.
Os pequenos homens do presente não se distinguem, em nada, da sua total pequenêz.
- São, física e mentalmente, anões.
Anões? Não! Inexistentes!
ResponderEliminarSalazar foi sem dúvida um grande e inteligente homem. Coimbra albergou-o, preparou-o no saber, assim como albergou outros que debitam ad nauseam a sua infeliz doutrina. São os que andam sempre com o credo de Deus na boca.
Asno? Salazar? E quem lho chama?
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/salazar-estado-novo-ouro-investidor-investimentos-mercados/1179579-1730.html
ResponderEliminarTão cegos de revanchismo e medo que estamos hoje de olhar a nossa história com olhos de ver, como o país não esteve nos áureos tempos de propagandas e coerção.
É triste que a história das 1.ªs republicas sejam melhor percebidas, contadas e ouvidas por gentes de fora, e outro de fora como a bloomberg apresentem melhor juízo.
Os grandes FdP ficam na História.
ResponderEliminarAté o Jack , o Estripador .
Esse tal de »Jack Estripador« governou aonde?
ResponderEliminarAqui falávamos de Políticos e de políticos.
Não se falava de assassinos em série...
- De Psicopatas.
Eu não.
ResponderEliminarUma coisa é apanhar de ouvido e ir na corrente.
ResponderEliminarOutra coisa bem mais séria é estudar e conhecer a nossa História.
Mta gente não sabe nada de História Universal e nem sequer de Portugal.
Não se pode fazer nada.
Muito bem, MCM.
ResponderEliminarPoder até que se pode fazer. Todavia, é preciso empenho por parte dos decisores deste País, não lhes interessando, certamente, que se saiba muita coisa. A História é matéria que devia realmente ser ensinada a sério, e isso não se verifica em Portugal...aliado a essa ensino, um outro se torna crucial - o da educação cívica, onde o patriotismo, a união, deveriam ser itens obrigatórios.
ResponderEliminarSalazar conseguiu restabelecer a ordem num país que vivia em desordem quase continua, conseguiu relançar a economia e recuperar as finanças publicas, conseguiu que a autoridade fosse novamente respeitada e devolveu à classe politica, uma respeitabilidade que ela tinha perdido aos olhos da nação. Salazar foi um ditador, sim foi, mas olhando para os democratas que estão a afundar o país, mentido olhos nos olhos aos portugueses, dou por mim a pensar que se hoje existisse um Salazar, não sei se me oporia a ele.
ResponderEliminarCaro Velho.
ResponderEliminarO problema de muita gente é que se esquece o que havia antes de Salazar e as alternativas que surgiram enquanto foi presidente do concelho de ministros.
As pessoas esquecem-se que quando estourou a guerra civil espanhola, o conflito não alastrou para este lado porque Salazar não permitiu que o braço vermelho da Rússia passasse a fronteira; não perdemos as colónias para os Ingleses e os Alemães porque o Salazar jogou com eles todos, não fomos anexados pela Espanha Franquista porque Salazar sacou à força o acordo com Inglaterra de proteger as fronteiras a troco das bases marítimas e mantendo o dinheiro dos depósitos do estado que lá tínhamos, depois da Inglaterra acabar com o valor ouro da moeda; Salazar barrou os comunistas do MUD e os aventureiros como o Norton de Matos; Salazar teve a proeza de manter relações diplomáticas com os aliados e com o eixo durante a II guerra; o problema de Salazar e do Salazarismo foi o pós-guerra, a "europeização" da Europa; o ultramontanismo e a falta de confiança na maturidade política dos portugueses não permitiu que Salazar "europeizasse" Portugal, na realidade não se enganou muito; quando se deu o golpe sindical de Abril de 74, Portugal implodiu; Soares ainda segurou mais ou menos o barco mas a carruagem da Europa só no final dos anos de 80 é que chegou, apenas para a perdermos outra vez com o "guterrismo".
Já é tempo de amadurecer a história e tirar do armário os esqueletos e falar das coisas como elas são.
Salazar foi a solução possível num tempo impossível e o erro de Salazar foi não acreditar na maturidade dos Portugueses para abraçar a democracia.
A balburdia em que nos encontramos só lhe vem dar razão...
Sem mais.
ResponderEliminarSalazar era um psicopata que se escondia por detrás do exercito, das polícias e da igreja.
ResponderEliminarNo tempo de Salazar havia liberdade, eleições livres, desenvolvimento, o analfabetismo baixou imenso, licenciados eram em massa, a taxa de mortalidade infantil era residual, os portugueses tinham todos banheira, não havia polícia política, nem bufos, nem legião, nem censura.
ResponderEliminarPortugal era todos os dias acarinhado e elogiado por todas as organizações internacionais.
E mais uma quantidade de coisas que não vale agora a pena mencionar.
Humberto Delgado suicidou-se.
ResponderEliminarEu. Eu chamo. Agora posso chamar-lhe o que me apetece.
ResponderEliminarSenhor Nuno Couto, não posso estar mais de acordo com o que escreveu, muito bem.
ResponderEliminar40 anos depois, o tenebroso continua um estadista.
ResponderEliminarNão se vangloreia das cousas boas das décadas de 30, 40 e 50. Assume a culpa de 4 décadas de abusos dele e dos d'ele sem barafustas.
A de '60, a primeira e última onde a estrangeirada pressionava com imprensa envenenada que resultou no aperto da censura e da PIDE, a década onde tudo crescia, incluindo o despotismo e a parvoíçe de uns e outros, é a que fica para a memória de uma pessoa que geria mas já não controlava, anuia mas já não dominava.
Delgado foi a prova.
Marcelo foi a tentativa.
O que sobrou foi... insuficientemente descarnado.
Sr. Paulo Dias, V. toca na frida; Salazar é um desconhecido para este povo português, é pela década de 60 que o lembram onde efectivamente se venceu o seu prazo.
ResponderEliminarA história contada por clichés tem esse problema, o mundo é dividido em dois, preto e branco e quem gosta realmente de conhecer a verdade das coisas tem de andar a vasculhar no meio da propaganda.
Já é mais que tempo de contar a história, vivemos em social democracia, regime que nos anos 30 estava falido e comido pelo clientelismo e corrupção; naquele tempo, a ideia nova eram o comunismo bolchevique e o fascismo, Salazar baseou-se no catolicismo neotomista à procura do seu modelo de Deus, Pátria e Família.
Aos dias de hoje poderá parecer ridícula e fundamentalista a política de governar à luz das encíclicas de Roma, tudo era porco, pornográfico, libertino, anarquista, animalesco; a virtude do homem era o trabalho, a virtude da mulher era o lar; mas obrigatoriamente temos que analisar a sociedade à luz dos anos 30, os valores estavam em decadência e as alternativas pregavam o ódio, o ódio da luta de classes e anticlerical comunista e o ódio racial e materialista fascista, o privilégio das democracias destinava-se às sociedades avançadas como Inglaterra e França, imunes à propaganda intoxicante dos movimentos totalitaristas expansionistas.
Salazar impôs o modelo totalitarista do Vaticano como orientador espiritual, colocou o estado ao serviço do homem e o homem ao serviço de Deus, compreender isso é fundamental para situar o Portugal dos anos 30, graças a essa estratégia Portugal manteve-se neutral por uma década terrível com a grande depressão, a guerra civíl de Espanha e a segunda guerra mundial.
O problema foi o excesso de crença que Salazar tinha no modelo que implantou, que não lhe permitiu ver para além fronteiras onde a Europa se desenvolvia e modernizava.
Digamos que Salazar governou aí uns 20 anos a mais do que devia ter governado.
Acredito que lhe chame asno. Porque não reconhece um homem inteligente.
ResponderEliminarPelo menos nessa altura tinhamos um Portugal totalmente nativo - branco, hoje em dia Portugal desaparece num caos multicultural e vai ficar num novo brasil, abriram as portas a tudo o que é gente - africanos, brasileiros, com taxas de natalidade muio superiores ás nossas...
ResponderEliminarVer: Portugal quando o orgulho falava mais alto
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=Gcl_b6-kXiA (http://www.youtube.com/watch?v=Gcl_b6-kXiA)
Mais do que conhecer a história de Portugal , é preciso compreender a história dos anos 30 e 40 da Europa. É preciso ir à Alemanha, conhecer as realidades dos povos que viveram a guerra, saber o que foi o sofrimento verdadeiro de milhares e milhares e milhares de pessoas, sofrimento verdadeiro, palpável e marcante para o resto das suas vidas! Não foram só os judeus, foram todos! Todos sem excepção, que tiveram a infelicidade de existir num desses países , num desses anos.
ResponderEliminarAcredito que muitos dos que criticam a rigidez do regime da segunda república se envergonhariam ao confrontar-se com a realidade desse sofrimento, e talvez então entendessem de uma vez por todas porque razão estavamos tão distantes da europa nos anos 60.