domingo, 11 de julho de 2010

Nós portugueses

 


A sobrevivência de qualquer comunidade, da mais circunscrita como a família, à mais alargada como o caso duma Nação depende, de entre outros factores, de uma cultura de serviço e altruísmo, ou noutra palavra, de “amor”. É sobre esta perspectiva que eu descreio profundamente na viabilidade duma Pátria sustentada em contas de mercearia, na disputa de interesses individuais ou corporativos, assente numa cultura de conflito permanente com a sua História, na desconstrução sistemática dos seus símbolos e tradições. Atingida a Idade do sacrossanto indivíduo, democratizado o hedonismo, o grande desafio da democracia, para a sua própria sobrevivência, é a restauração da mística desse “amor”, cimento último de qualquer tribo. Reduzidos por estes dias à figura de Consumidores, com existência circunscrita às estatísticas e sondagens, para toda a sorte de duvidosos interesses, tal metamorfose só será possível através duma inspiradora metapolítica que nos resgate uma causa comum, para voltarmos de novo a ser um Povo.

3 comentários:

  1. Os Pearl Jam disseram adeus por uns tempos num concerto emocional e os LCD Soundsystem fizeram o mesmo num espectáculo eficaz. Foi o adeus do festival OptimusAlive!, ontem, que contou com 112 mil espectadores em três dias.

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  2. A barulheira vinda do local ouvia-se a quilómetros de distância, incluíndo obviamente a margem Sul do Tejo, até depois das 4 horas da manhã, ao abrigo de uma tal "licença especial de ruído".

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  3. Nós portugueses somos pequenos. Estamos em vias de extinção. Não nos reproduzimos e há quem esteja a comer-nos vivos. Com a autorização de outros abutres que de tão cegos que estão, nem conseguem ver que já lhes rilharam a carne toda.

     

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