quarta-feira, 28 de julho de 2010

Manuel Alegre desertor

 


Este artigo publicado hoje no jornal i trata dum não assunto, um não caso. Se Manuel Alegre terá sido um dia um militar menos empenhado ou um desertor, se traiu a sua amada platónica pátria, se fez contra-informação ou contra propaganda através da Rádio Argel ao lado do inimigo, suspeito que sejam factos pouco relevantes tendo em conta o seu eleitorado. A esquerda radical representada pelo Bloco e a ala jacobina socialista é por natureza contra poder, internacionalista, anti-nacionalista, anti-militarista, com simpatias anarquistas e pseudo-pacifista. Ao nicho eleitoral do candidato Alegre o boato da sua pretensa traição no antigo ultramar até cai como sopa no mel. De resto, mantenho a convicção de que as eleições presidenciais, com resultados por demais previsíveis, são totalmente irrelevantes e inúteis para a redenção nacional do atoleiro em que se encontra: pura perda de tempo, um inconsequente e caprichoso dispêndio de recursos e energias.

26 comentários:

  1. Pertença? Mas cal pertença?

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  2. Olhe que nem por isso28 de julho de 2010 às 14:20

    Se em Dezembro de 1963 a Região Militar de Angola "ordena o seu regresso a Lisboa na situação de disponibilidade", depois de ter sido preso pela PIDE, que depois lhe fixa residência em Coimbra, de certeza que não é por ter desempenhado com galhardia todas as missões que lhe foram confiadas.

    E o Alegre tem supostamente adeptos na chamada direita, ou não andasse ele sempre com a palavra pátria na boca.

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  3. Um Távora a falar de traição... Ao que isto chegou.

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  4. Cando é que é isso de eleições presidências?

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  5. Eleições boas mesmo eram para um Rei, que nos redimia logo do atoleiro. Era que nem ginjas.

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  6.  A excelsa PIDE disse que o Manuel Alegre era um malandro e portanto ele está condenado ao inferno.
    Não foi um militar empenhado naquela guerra suja a cujos objectivos se opunha mas também não foi um desertor: os sacanas que queriam fazer a guerra sem objecções e sem responder a perguntas puseram-no na rua mas nem sequer tiveram coragem de o condenar a nada porque não queriam que alguém reparasse.

     

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  7. Realmente Manuel Alegre não foi um desertor, pela sua participação na rádio Argel foi muito pior que isso, pois essa atitude tem um nome e esse nome é traição, mas isso não é obstaculo à função, pois no passado recente já outros traidores ocuparam o cadeirão presidencial. Porém para mim há uma outra vertente, que é fundamental para qualquer candidato credível ao cargo de presidente e que é a experiencia governativa, que em Alegre é basicamente inexistente, pois no seu próprio site de candidatura, está referido que Manuel Alegre colaborou esporadicamente no VI governo, dai para frente nem uma única aparição em qualquer elenco governativo, convenhamos que nem sequer ser ministro, num governo onde o titular da educação era o caricato Sottomayor Cardia, é sinónimo de grande incompetência

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  8. Como já tenho comentado...28 de julho de 2010 às 18:25

    O inconsequente do pateta Alegre é contra a o que chama a partidocracia e a favor de candidaturas independentes à AR.

    Que fez o cromo em Lisboa, ONDE NEM SEQUER MORA NEM VOTA?

    Pois fez com que a sua amiga Helena Roseta, que era de uma lista independente (coisa que é possível nas eleições autárquicas), concorresse à CML na lista do Costa.

    De um idiota destes, que se pode esperar? Com vossa licença, apenas merda.

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  9. De acordo, o 25 de Abril transformou as mais improváveis figuras em presidente da república, e então de traidores, Spínola e Costa Gomes foram o maior exemplo, traidores e cobardes.

    Quando saiu cá para fora a "magnifica obra prima" Portugal e o futuro, onde um dos comandantes em chefe das colónias, dava a guerra como perdida, ainda lutavam lá os filhos da pátria e o outro empurrava o primeiro na esperança de lhe suceder; o Marcello Caetano desafiou esses dois personagens a fazerem um golpe de estado, onde cinicamente (mais o Costa Gomes, o Spínola era digamos mais lunático ) os dois generais refutaram o presidente do concelho prometendo-lhe todo o seu apoio !

    DUAS VEZES, repito, DUAS VEZES pediu Marcello Caetano a demissão, foi-lhe sempre recusada a troco da defesa da integridade da pátria, foi preciso a insurreição dos capitães para essas duas criaturas aparecerem como salvadores da pátria, nem sabiam o que fazer com a pátria esses dois...

    No fim é como escreveu George Orwell, é o "triunfo dos porcos", os que surrateiramente conspiraram na penumbra aparecem agora armados ao pingarelho como salvadores da pátria...

    O General Eanes deve ter sido o único militar de Abril que com dignidade exerceu funções de estado, ele e o Palma Carlos mas ao Palma Carlos rapidamente a corja dos Vascos e dos Otelos lhe tirou o tapete...

    Que terra a minha !

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  10. mais tarde ou mais cedo, a historia ajusta as contas.

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  11. Até parece que os Távoras traíram?! O Sr. Marquês como todos os bons tiranos, que deram umas cambalhotas nas cortes estrangeiras, é que se enquadravam perfeitamente na inveja camoniana.


     

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  12. Signore Couto,

    Con permesso,

    De certeza que não tem outro nome?





     

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  13. Na verdade, se eu fosse uma Távora...tinha que estar sempre a contar até um milhão...sempre que visse um Sebstião Melo à frente....

     

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  14. És mesmo grunho, pá28 de julho de 2010 às 23:58


    Escolheste munta bem o teu nome, man. És mesmo grunho. Quanto às guerras sujas, diz-me lá ó dotor grunho o nome de uma guerra limpa.
    MAs prontos num chores mais pois já vi que é grunho com agenda política. Bó butar em ti, pá!

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  15. Por quem é Educadinha, non c'e bisogno di chiedere per permesso !

    Não tenho outro nome, é mesmo assim que me chamo, por quê, choco assim tanto ?

    Já quando comentava no 31 da Armada, de onde viemos muitos só me chamava Nuno, mas como apareciam por lá uns poucos, assim não há que enganar !

    Saluto a lei !

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  16. Cara mia, V. é tremenda !

    Então o Sr. Marquês, que embora sendo tirano como diz, que tanto fez por modernizar esta terra que nem se governa nem se deixa governar, por ter espalhado os Távoras (às peças) pela cidade de Lisboa agora dá cambalhotas ?

    Então não foram esses degenerados que tentaram matar o D José ?

    Mal de nós quando a mui beata e louca D Maria de lá correu com o Marquês, Sobraram-nos os padres jesuítas e os penduras da corte e no fim ainda nos deixaram entregues à nossa sorte às mãos do Junot e do seu querido Loison maneta...

    E para mais, para quê correr com o marquês se depois veio o Pina Manique ?

    Não me diga que foi por ele ser da maçonaria ?

    Viva o Marquês.

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  17. Chocar? Naturalmente que não. Mas ...olhe que eu tenho dez sentidos, em vez de seis...

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  18. Sempre foi um traídor e graças a ele vários portugueses brancos hoje já não estão entre nós.

     

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  19. Educadinha.

    Só agora vi e por isso repondo.

    Estamos de acordo os dois e a sua pequena "paródia" do tempo de DJosé, D Maria e D João VI está engraçada.

    Sim, o Sr. Sebastião de Melo aprendeu a adorar o arquitecto em Inglaterra e trouxe a modinha cá para Portugal; Sim, matar é feio, e é pecado, não vou tanto nessa da inocência dos Távoras e já agora dos jesuitas mas também é certo que não vi nada, que lhe posso eu dizer, não há também quem diga que foi a CIA que mandou as torres de N Yorque abaixo, e que o homem não foi à lua ?

    O D João VI, ai o D João VI, sabe, eu uma vez criei um blogue para me entreter e enchi umas páginasitas a falar desse tema, depois nunca lá mais pus os pés por falta de tempo, nem sequer concluí o "ensaio" que já ia em alguns posts.

    Eu já o tive mais na conta de imbecil e cobarde do que tenho agora, li um livro muito giro, chama-se 1808 e é escrito por um Brasileiro, Lurentino Gomes; é baratinho e muito isento e completo, o sub-título engana, vale a pena comprar, no fim a opinião desvaneceu-se um pouco embora o tenha como um rei pobresinho.

    Cumprimentos para si.

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  20. Só uma coisa cara mia.

    Naquele tempo, João VI não era Rei, era regente, raínha era a mãe, a louca !

    Salutti .

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  21. Cara mia.

    Um bom livro para si :

    Vasco Pulido Valente : Marcello Caetano - As desventuras da razão.

    Foi lá que bebi a inspiração, aliás, sou um fã confesso, tenho alguns livros dele.

    Salutti.

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  22. Obrigada. Lê-lo-ei com todo o gosto. Quando tiver tempo. Como vê, a esta hora encontro-me a pé...a descascar...num banco...e já não posso com o acordo de Basileia II...é o problema de se ter enveredado por Direito...emburrece-se....

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  23. Signore Couto,

    Eu sei...pois esquece que nesta altura sou aluna do nono ano de escolaridade...? Então?

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  24. Essa foi à monty python...

    Novas oportunidades ?

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  25. Já vi que por aqui é tudo advogado.

    Com amigos assim, não se vai parar à prisão, já dizia o outro...

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