sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ossos do meu ofício

 


Um colégio infantil é um tão estranho quanto fascinante microcosmos. Aquele de que vos falo, foi por onde passaram todos as nossas crianças desde há dezanove anos para cá, quando abriu lá em S. João, e é hoje coabitado em harmonia pelas criancinhas do berçário à quarta classe, e por uma tropa fandanga de mulherio que, com apreciável competência, preenche quase em exclusivo todos os quadros profissionais da escola - auxiliares, administrativas, educadoras, professoras, psicólogas (as únicas com direito a titulo de "doutoras") e a directora.


Só num mundo caricato assim se justifica a convocação dos encarregados de educação hoje para às 15,00hs, não para verem o jogo Portugal vs. Brasil, mas para a festa que a classe finalista do primeiro ciclo (de que a minha filhota pequena faz parte) vem preparando com esmero. Enfim, imagine-se a dificuldade que irão ter os pais diligentes a justificarem no emprego a dispensa à hora da bola, por uma festa no colégio do seu petiz. Eu lá estarei conformado naquelas cadeiras baixinhas, com os ouvidos... divididos.

18 comentários:

  1. Faz parte da penitência por feito um certo convite.

    Vocês sabem do que é que eu estou a falar...

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  2. Se são esses os sacrifícios do João para alcançar o Céu, está com muita sorte!!!!
    Eu não tenho filhos, mas tudo o que se faz por eles, para quem os tem, é pouco!!!!....
    Que saudades que tenho dos meus PAIS por terem sido um exemplo, em tudo ( na ética,  no respeito pelo próximo,etc., etc.,....) e nunca lhes ter ouvido uma queixa...talvez venham daí as nossas divergências...
    Como eu escrevia quando era criança...." a vida quando bem vivida, é um caminho contínuo para Deus".
    Um beijo
    Inês Frade Correia de Castro


    Nota: Faz-me muita confusão a sua linguagem..."uma tropa fandanga de melhorio"....porque não muda de colégio e de quem trata dos seus Filhos!!!

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  3. Benedita Vasconcelos26 de junho de 2010 às 09:45

    Eu continuo a ter o maior dos prazeres em assistir ás festas da minha neta, tal como o tive na época dos meus filhos, sejam elas a que horas forem e impeçam seja que outro programa eu tivesse. É inimaginável o trabalho que todo um colégio desenvolve para essas festinhas, e a alegria e o brilho dos olhinhos da minha neta e dos seuis amiguinhos compensam tudo. Mas os tempos mudaram, as mentalidades também, pelo que talvez um Portugal-Brasil tenha, hoje em dia, maior peso que o entusiasmo sorridente dos nossos pequeninos.
    Benedita Vasconcelos

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  4. Onde está melhorio , leia-se mulherio...
    IFC

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  5. oh senhora! Interpretar a ironia implica algum exercício de inteligência!

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  6. :-) Quem tem filhos...

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  7. Tia Inês:
    Jamais me passaria pela cabeça faltar à "festa de finalistas" da Carolina sem ser por uma razão muito forte: lá estive, firme e com um sorriso, às vezes comovido, apesar de ter demorado mais de duas horas. Também reconheço explicitamente no texto a competência do colégio frequentado por todos os nossos miúdos - só ironizei a desastrada coincidência que só poderia surgir de alguém que não liga ao futebol.
    De resto, acabo de chegar de uma audição de guitarra da Carolina, da festa de final de ano lectivo da escola de música. Como eu indico no titulo do post, ser pai é algo muito sério que assumo com muito amor.


    Beijinho

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  8. O(a) anónimo(a)s têm todas as qualidades de um ser humano, sobretudo porque dão a cara!...são sempre pessoas simpáticas, irónicas, educadinhas,

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  9. Benedita Vasconcelos26 de junho de 2010 às 22:04

    Tem toda a razão, a questão é saber fazer ironia. Quando não se sabe fazê-la...não há interpretação  que lhe valha, nem lata nem estricta.

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  10. Exmª. Senhora

    Inês FCC,

    Hoje passei por aqui...regra geral, exerço um pouco a adrenalina, porque me dá «jeitaço« tremendo quando preciso de escrever a sério. Já reparei que muitos leitores  lêem o que escrevo, ou simpatizam ou detestam...cada um é como cada qual. Reparei no seu comentário, e sabe, até concordo ele; porém, logo abaixo, reparei ou verifiquei que sublinhou «educadinha». Eu por vezes assino «educadinha», ou ponho um «boneco».
    Há uns tempos atrás fui conotada com comentários inadequados, pela linguagem que enformavam. Dirigi, até, um email ao anfitrião João Távora. Não era eu que o s fazia e bem sabia quem os escrevia e se arvorava em senhor laico dos idos tempos da História...
    Gostaria que não me incluísse ou associasse a qualquer comentário que foi feito ao seu neste espaço. Sabe porquê? Porque nada tenho que ver com isso. Não acuse sem ter certezas, isso é preconceito e sobretudo precipitação. Portanto, quando se dirige assim ao comentário do anfitrião João Távora, está a caír na mesma petição de princípio.

    Pelo que em vez de educadinha, ironia, simpatia e outras coisas mais, devia ter pensado. Não lhe chamo bruxa, porque não é. Absolutamente! Errou ao tentar adivinhar o nome do anónimo que se dirigiu a si.

    Qualquer coisa, cara leitora, é só dizer....
    ( sublinhado), para ter a certeza que vê...

    Se me acham simpática, pois que posso fazer? Até que sou....e sobretudo adoro palavras! Há quem goste de roupas! Eu também, mas as palavras....

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  11. Já agora Caro João Távora,

    Uma vez que tem acesso à origem dos emails que lhe chegam, explique à Senhora Sua Tia, que o comentário que foi feito ao escrito dela, não foi subscrito por mim.
    Aproveito, ainda, para manifestar como é hipocrisia falar-se de Deus, de Céu e de tudo o mais, julgando-se, porém, do mesmo passo outros sem os conhecerem e sem terem a certeza se foram eles que praticaram os actos.

    Se o espaço permite que venhamos aqui sob o anonimato, ninguém tem nada que ver com a opção que cada um toma!
    Uma opção válida, legítima, porque permitida pelos donos da casa!

    Educadinha
     

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  12. Exmo Senhor Anónimo
    Não lhe posso responder como gostaria...pois é-me difícil "falar" com pessoas que não conheço (até posso conhecer e parece-me ser o caso...).
    Gosto de roupas (até já gostei mais...), mas também gosto de muitas outras coisas...materiais e espirituais. Não sou na realidade bruxa, mas um ser humano normal...
    Inês Frade Correia de Castro

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  13. Em.ª. Senhora
    Inês FCC

    Não conhece, não! Nem fisicamente nem como pessoa. Esperava ouvir de si um «desculpe, mencionei o seu nick e afinal nada tem que ver com o comentário a que reagi», mas não o fez. Esteve errada. Julgou e apontou-me, sem razão. Mas falou de Céu e outras realidades afins, quando se dirigiu ao escrito do Sr. João Távora.

    Também me dispenso de comentar a minha impressão. Valeria a pena? Diga-me.

    Sabe, quanto a roupas, também já gostei mais, mas materialismo e espiritualismo são coisas tão opostas e creia-me, ficaria surpreendida com algum - parco mas sentido e vivido-, conhecimento que tenho na segunda área.

    Com os melhores cumprimentos,

    Educadinha 

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  14. ...João, passado este tempo, só agora tive resultados dos exames que fiz:

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  15. Devia procurar outro alergologista.

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  16. Pois é. Grandes constatações.  Que pensará Deus da soberba e da arrogância?

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  17. Duvido. Cuidado com os lobisomens.

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