As sondagens da Universidade Católica hoje divulgadas constituem uma angustiante "não notícia": apesar do partido socialista em queda elas ostentam ainda uma galhofeira maioria de esquerda, com a abstenção de mais de metade inquiridos, factor que as tornam manifestamente inconclusivas.
Enquanto o poder é tratado como uma batata quente que ninguém quer disputar, tragicamente o que nos sobra para os próximos meses, além do desemprego, do estio e da paria, é uma dramatização da discussão em torno das eleições presidenciais, uma espécie de silly season política, um fogo fátuo para alimentar intrigas e parangonas nos jornais, manter entretidos os gabinetes e suas clientelas, enquanto o país se afunda na pobreza e na desmotivação generalizada.
Chamemos os bois pelos seus nomes: é comprovadamente irrelevante para o sucesso do nosso desgraçado país o nome do próximo inquilino de Belém.
E o pior é que o partido do Paulo Portas desceu de 10 para 6%!
ResponderEliminarO Fisco vai passar a saber quanto é que cada cidadão recebe por ano em juros de poupanças. O acesso a esta informação vai dar-se através das instituições financeiras que, a partir deste ano, estão obrigados a enviar às Finanças uma lista com o nome de cada cliente e os respectivos rendimentos que receberam.
ResponderEliminarA medida consta do decreto-lei de execução orçamental, através de uma alteração ao artigo 119º do Código do IRS, e obriga os bancos a executarem-na retroactivamente, já em relação os rendimentos de 2009. Em causa estão aquelas poupanças que são actualmente sujeitas a taxa liberatória de IRS, como os depósitos bancários, certificados de aforro, fundos de investimento ou seguros de vida: se renderem juros, o Fisco vai saber quanto e quem os recebeu.
Eu diria, para aquilo que nos interessa que o partido do Portas é tão irrelevante como o próximo inquilino de Belém.
ResponderEliminarAh, mas se o próximo inquilino de Belém fosse SAR D. Duarte Pio, isto mudava tudo, oh se mudava.
ResponderEliminarJoão, às vezes, os inquilinos de Belém ficam um pouco mais agitados e até interventivos nos segundos mandatos... ;-D
ResponderEliminarE isso serve exactamente para quê, caríssima Luísa?
ResponderEliminarNão sei ao certo, João. Falei por falar... ;-)))
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ResponderEliminarEntão, então, estamos distraídos?
O 2º mandato, se bem se lembram, serve para fazer presidências abertas para comprometer governos legitimamente eleitos, sublinhar as coisas más (que quando se é socialista não é derrotismo), fazer conferências sobre Portugal sem visão nenhuma do futuro, achar que há vida para além do défice quando o défice já anuncia que nos matará, chamar trapalhadas a tudo o que um governo de outra cor fizer, em geral agradar a quem nos detestou no primeiro mandato, e particularmente preparar os alicerces de alguma fundação com que nos forneceremos pesos senatoriais e ilusões de imortalidade.
Exmo. Sr. João Távora,
ResponderEliminarO meu comentário não serve tanto, para falar sobre o tema que coloca aos leitores, mas para o informar que em relação ao que tenho visto na blogosfera envolvendo pessoas, o mesmo se enquadra nos regimes legais previstos. Bastando-lhe, para isso, accionar os meios competentes.
mais informo que é a SICIT - Secção de Investigação de Criminalidade Informática e de Telecomunicações da PJ, que tem competência para efectuar, no terreno, devidamente enquadrada pelo Código Penal, as diligências respectivas.
Cabe-nos a nós, cidadãos, dar os passos necessários para acabar com o crime informático. Seja ele de que natureza for.
(O SICIT subdivide-de em departamentos específicos, apropriados à natureza e gravidade das situações.)
Faço desde já um apelo para a denúncia de casos graves, nomedamente extorsões, ameaças, pedofilia.
O crime informático tem vindo a aumentar de forma assustadora. Não nos devemos intimidar com o facto, uma vez que dispomos de legislação e organizações cada vez mais preparadas para lutar contra eles.
Obrigada pela sua atenção e dos seus leitores,
Maria Irene Fonseca
Exma Senhora D. Maria Irene Fonseca, muito agradecemos o seu alerta e esclarecimento.
ResponderEliminarOu seja, caro José: o que necessitamos é dum governo que nos governe. (e um parlamento competente, já agora).
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