sábado, 29 de maio de 2010

Sobre palhaçadas e um triste destino

 


Essa entidade “direita católica conservadora” é um equívoco que jamais terá expressão política e daqui a um mês já ninguém se vai lembrar desta delirante congeminação sobre um candidato de “bons costumes”. É conversa fiada para alimentar uma certa imprensa e comentadores ávidos por sangue e intrigalhada. Cavaco sabe bem que quando a campanha chegar, a sua triste figura da semana passada terá caído no esquecimento. Agora só tem que andar calado, pois até um estúpido que seja tímido se confunde com pessoa séria e enigmática: tudo junto com uma gravata vistosa é meio caminho para recuperar uma boa pose institucional. E convençam-se que o caso da promulgação caiu muito mal não só para os católicos, que isso de homossexuais de grinalda e alianças faz muita confusão ao Sr. António marceneiro homem de uma só palavra que nunca pôs os pés numa missa nem se o viu falar com um padre.


Quanto a Santana Lopes, ele até terá as suas contas para saldar com o presidente da república, mas confesso que me soa demasiado forçado vê-lo fazer campanha entre a Isilda Pegado e o César das Neves. De resto o caldo há muito que foi entornado e isto de eleições presidenciais é folclore que não inspira a Nação nem enche a barriga a ninguém.

9 comentários:

  1. Eu que julgava que isto era um blogue de direita, mas pelos vistos não é! É assim (com este pensamento político) que se distinguem da esquerdalha imoral que tem governado o país? Pois o autor do post já deveria saber que o relativismo nunca fez obra, nem deu heróis à história.


    Quanto à Isilda Pegado e ao César das Neves, estas personagens têm pelo menos uma grande vantagem face à tese defendida por si: não têm que andar calados (dizem o mesmo sempre há uma série de anos) e não precisam de usar gravatas vistosas.

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  2. Onde é que o Sr. Júlio Abrantes leu neste texto alguma palavra minha a elogiar o relativismo ou criticar Isilda Pegado ou César das Neves?!?
    Por favor leia o texto devagar, devagarinho.
    Obrigado

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  3. Andarem os Anacletos e Cia., mas os grupelhos de gays que tanto papel e tempo fazem gastar aos media, durante umas semanas, histéricos e esganiçados com o veto do Presidente, e, passadas essas semanas, haver nova festa como a da entrada do Paulo Pedroso, acompanhada de casais gays aos beijos na boca nas escadarias da AR quando a lei voltasse a ser aprovada, era uma coisa porreira, pá.
    Ao menos, durante essas semanas o défice, a dívida, o PEC, as agências de rating, essas chatices todas, ninguém delas falava.

    Porreiro, não. Porreiríssimo, pá.

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  4. Para a maioria da direita e sobretudo para o "partido" cavaquista não há dúvidas de ter sido a melhor decisão, promulgar com ressalva do que vetar fortalecendo esquerdistas..

    Mas também é facto que ele agiu contra as suas convicções e contra as convicções da maioria que o apoia.

    Distinguir entre o que foi sacrifício político ou cobardia, é algo que as futuras acções e o tempo o dirá.
    Até lá, as leis poderão ser revogadas...

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  5. Nisto tudo, depois de resolvido bem ou mal a questão do casamento homossexual, o desaparecido Manuel Alegre deve estar muito feliz. 

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  6. Quem escreveu o comentário a que responde não é do «partido cavaquista».

    Apenas não é cego.
    .

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  7. Para quê, perdermos mais tempo? No dia da eleição, fiquemos todos em casa. Eu  N Ã O  irei, quero lá saber dos interesses do prof. cavaco Silva!

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  8. Ninguém perguntou, insinuou ou discriminou a preferência política de quem escreveu. ;)
    A perspicácia não tem partido.

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  9. Uma coisa e o seu contrário...31 de maio de 2010 às 20:24


    Mas os interesses de Cavaco, segundo o Cardeal Patriarca himself, não eram defendidos se ele tem vetado a lei?



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