Tendo em conta a grave conjuntura que atravessa o país e o aparente esgotamento da solução socialista, a eleição de Pedro Passos Coelho como novo líder do PSD não pode ser indiferente a ninguém: são fortes as probabilidades dele vir a substituir José Sócrates ao bastante emperrado leme deste País. Não sendo plausível nos dias d'hoje que a simples força dum homem consiga per si endireitar a nossa Nau, o facto é que também ainda não se tornou clara da parte do novo líder a definição dum rumo minimamente distinto daquele que tem vindo a ser vogado nas últimas décadas. Na minha opinião, a matriz de continuidade exibida por Passos Coelho surge como um decisivo apelo à mobilização e reorganização dum espaço claro de ruptura à direita: uma bipolarização que no mínimo abre um decisivo espaço à direita, sinal que eu espero o CDS saiba interpretar. Há um país cansado da propaganda e da pouca vergonha das clientelas que constituem a havida plutocracia reinante. Uma vez mais, a simples mudança de estilo não significa o tão propalado virar de página, o “fim do regime”.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Passos Coelho: o reforço do centrão
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Também torço por isso, João. Que as coisas fiquem bem definidas, e possamos ter uma verdadeira alternativa: de um lado a carne e do outro peixe, se assim me posso exprimir: todos estes anos a gramar uma salada russa contaminada que resultou na terrível intoxicação que estamos a viver.
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