Aos Sábados a coluna semanal de Marta Crawford preenche a quota de “revista Maria” do jornal I, um inalienável direito que os seus diligentes leitores já não prescindem. A cada semana, o bom conselho da sexóloga revela-se uma irresistível e atrevida lição de cidadania sexual, para bem e felicidade do povo ignoto.
Na sua mais recente crónica a psicóloga desvenda-nos a sua última descoberta, pura ciência descortinada no seu consultório, pelo testemunho dos seus doentes: afinal o “macho homem” não é o grunho egoísta que todos conhecemos, antes pelo contrário até por vezes se preocupa com o prazer da sua parceira: ele tem muitas erecções ao longo do dia sem que tenha necessidade imediata de sexo, ou fique "doente" se não puder ejacular, afinal sabe muito bem gerir a sua excitação e, imagine-se, “quer” amar a sua parceira e que no fundo lhe desgosta o sexo ou o amor “vividos unilateralmente”. As coisas que se aprendem num consultório...
Enfim, eu que como é bom de ver sou uma besta, confesso que pensava serem os homens saudáveis uns predadores insaciáveis, que só não ejaculam várias vezes por dia por limitações práticas ou morais. Eu que pensava que um homem sadio, sendo capaz de praticar uns abnegados carinhozinhos, jamais desperdiça umas fogosas cambalhotas se a coisa der. Espantoso é verificar como afinal nós os homens de tanto amar acabamos tão incompreendidos. Certamente para a semana Marta Crawford vai esclarecer-nos sobre o que é Amor, e pode ser que me surpreenda.
Excelente texto, caro João. Já aqui há tempos escrevi sobre um dos artigos da séxologa, em que esta considerava que a educação sexual nas escolas deveria ser obrigatória, sem liberdade de escolha por parte dos pais. E de resto, trata-se apenas de épater le bourgeouis. Progressismos, parece-me.
ResponderEliminarUm abraço
Mas que é isto? O João Villalobos voltou?
ResponderEliminarPois, resta apenas saber quantas vezes a dita senhora "viu o padeiro" nos últimos, digamos... seis meses?
ResponderEliminarPara que servem as mãos. O título da próxima coluna.
ResponderEliminarSexóloga é realmente uma profissão?
O Sr. Lobos jamais escreveria "fogosas cambalhotas"...
ResponderEliminarEste anónimo conhece-me bem :)
ResponderEliminarJoão, bem sei que as Amoreiras por altura do Natal são tramadas mas, como direi, surpreendeste-me...
Não é nada de novo, o artigo da Marta Crawford, mas pode ser que mexa com umas cabecinhas que pensam pelos guias sentimentais e opiniões de especialistas.
ResponderEliminarVeja-se a coincidência, este Sábado a Inês Pedrosa, no Expresso, presenteia-nos (homens) com iluminada conclusão: é perfeitamente normal que as meninas (e, depreendo, mulheres feitas também) suspirem pelo rapaz da saga Twilight. Porquê? Porque ele espera...porque não apressa, porque não pressiona, porque respeita a sua amada.
Já posso um dia contar aos meus eventuais netos rapazes que um dia o avô acordou e o feminismo estava por cima, passe a expressão. Habituem-se!
João, até parece...
ResponderEliminarSe leres bem, inclusive nas entrelinhas, reparas não saio um mm da minha linha.
Isso não faço ideia, Nuno. Tanto tempo?
ResponderEliminarAbraço
Tretas, João Gante, tretas. O "amor" é apressado, ansioso, totalitário.
ResponderEliminarNope. Isso é a paixão. O amor é democrático e abrangente :)
ResponderEliminarO amor é como as cambalhotas. E como as sexólogas. Daí a Marta C. escrever o que escreveu. O que seria das cambalhotas sem sexologia e esta sem amor. Que confusão!
ResponderEliminarO Corta devia arranjar uma avença com o sr. Villa para postar as minina das sextas-feiras.
ResponderEliminarA mim assusta-me mais a necessidade furiosa de definir estes termos (quando é a sério, e não com o devido humor ou "margem" de diferença). Para nem falar na delineação de "estratégias" e "reacções".
ResponderEliminarUm tipo quase que se assusta quando não consegue os pontos todos no questionário de certos sexólogos - tenho de referir o meu maior respeito por Júlio Machado Vaz, neste campo.
Gostei da secção "Revista Maria"! Bem visto! Deixe lá, um dia destes calhamos, nós espécimes femininos tão frustradinhos tadinhos, na rifa.
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