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domingo, 21 de julho de 2019

Até se me revira o estômago...

Reconheço que cheguei atrasado a esta crónica, mas isso é um sinal da minha salubridade. Mas esta aventesma (para ser simpático com o adjectivo) consegue surpreender-me: o que mais me custa é perceber que esta conversa irresponsável (a alta perigosidade das drogas mencionadas é cientificamente e estatisticamente comprovada) seja veiculada e patrocinada em meios "de referência" - mesmo que em processo de falência. Quando souber da próxima pessoa a dar entrada num internamento ou morrer com uma overdose - o meio é-me relativamente próximo - vou lembrar-me da Fernanda Câncio mais à sua boémia.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A parte interessada

 


Cancio.jpg


"Quem é que quereria investir centenas de milhares de euros, endividando-se, para apostar num negócio sem segurança jurídica, e no qual o mais certo é ter chatices e perder dinheiro?"


 


Pode parecer estranho, mas esta transcrição é de uma crónica da Fernanda Câncio publicada ontem no Diário de Notícias que eu assinaria por baixo. Infelizmente a racionalidade e lucidez que presidiram à sua redacção explicam-se, não pela capacidade analítica da jornalista, mas pelo facto assumido de “ser parte interessada” no assunto em equação.  
Serve este exemplo para aferir que só um bom jornalista consegue ter uma análise isenta dos factos, sendo ou não sendo “parte interessada”…  ou o seu contrário. Nunca percebi porque no “seu” jornal encarregaram tantas vezes a Fernanda Câncio de reportagens ou artigos sobre a Igreja Católica que ela assumidamente execra, a não ser que isso se torne numa motivação para a rapariga fazer malabarismos retóricos e dessa forma satisfazer um público anticlerical que precisa de ver confirmados os seus preconceitos num jornal do regime. Da mesma forma com motivações de sinal inverso, a perspicaz "jornalista" (chamemos-lhe assim), foi absolutamente incapaz de detectar na forma de vida do aldrabão do seu ex-namorado, à época 1º Ministro, qualquer indício das desonestidades que praticava. Uma vez mais isso justifica-se pelo facto de Fernanda Câncio ser então “parte Interessada”, como mais recentemente tornou-se “parte interessada” em descartar-se do capítulo da biografia de José Sócrates em que foi activamente figurante.
Ser “parte interessada” é legítimo a qualquer pessoa, até ao mais insuspeito jornalista – nada contra os “interesses” que a todos movem. Certo é que ele se distinguirá da mediania na medida em que, pela leitura dos seus trabalhos, nos seja difícil ou impossível detectar quais os seus “interesses” ou “causas” e deles nos mantenha distantes. Mas o que acho mais grave é como a mediocridade de quem só consegue fazer uma análise jornalística através dos seus mesquinhos (no sentido de particulares) preconceitos – a maior parte das vezes reveladores de um provincianismo e ignorância confrangedores – tenha alcançado o estatuto de vedeta num jornal centenário como o Diário de Notícias... a lutar pela sobrevivência.


 


Foto: Jornal de Negócios

sexta-feira, 6 de julho de 2018

O atrevimento da... má fé

Se o fito de Fernanda Câncio for esclarecer a opinião pública, então deve parar um pouco para se informar melhor. Mas se a sua intenção for flagelar Portugal, torná-lo responsável por muito do que de mau existiu na história, fazê-lo campeão das iniquidades, se o seu propósito for culpabilizar os actuais portugueses, fazendo-os crer que os seus antepassados eram invulgarmente nocivos e cruéis, então não precisa de se informar, é só continuar na mesma senda.


 


A ler aqui na integra o artigo do Historiador João Pedro Marques 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Farinho do mesmo saco

Agora que fede exposta e putrefacta toda aldrabice, desfaçatez e depravação, que imperava na sinistra entourage de José Sócrates, gostava que a Fernanda Câncio nos explicasse na sua coluna do Diário de Notícias como foi essa experiência de privar pessoalmente o tal Miguel Abrantes que não era Miguel Abrantes. Ou será que o avençado António Mega Peixoto embarrilou-a como tentou fazer comigo?

O genocídio

  Antes do escrito: Ana Sá Lopes tem hoje uma crónica delirante (o contrário é que seria de estranhar) no Público em que faz uma coisa habit...