Imaginemos que sou um banqueiro.
Imaginemos que na minha actividade de banqueiro, tenho de remodelar uma agência bancária.
Imaginemos que essa agência bancária tem um cofre com sistemas de segurança que dependem do fornecimento de energia eléctrica.
Imaginemos que na remodelação da agência, o cofre vai ficar na mesma, portanto não está no caderno de encargos da obra e é deixado exactamente como está, incluindo os valores que lá estão dentro.
Imaginemos que, para fazer a obra, o empreiteiro desliga o fornecimento de energia eléctrica.
Imaginemos que alguém, sabendo de tudo o que está acima, abre o cofre e desaparece com o seu conteúdo.
Como pensam que os accionistas me tratariam depois de saber dessa perda?
Passemos agora à realidade dos factos (tanto quanto um parágrafo do jornal Público pode ser entendido como tradução da realidade dos factos, bem entendido).
"Acresce ainda o roubo de 30 km de catenária (cabo de alta tensão sobre a via-férrea) que terá de ser reposta. A modernização não incluiu a substituição da catenária, pelo que foi simplesmente deixada ficar, sem tensão eléctrica, ao longo da linha e sem vigilância para evitar o roubo do precioso cobre."
Olha, a história é exactamente igual à que contei, com a diferença de não ser um banco, mas uma infraestrutura ferroviária e com a diferença de eu não ser o banqueiro, nem o presidente das Infra-estruturas de Portugal.
E ser mais fácil saber qual será a conversa dos contribuintes que vão pagar 30 km de um grosso fio de cobre com os responsáveis pelo seu desaparecimento: nenhuma, ninguém sabe (quem lê um parágrafo obscuro numa notícia obscura de um jornal de circulação limitada?), ninguém acha extraordinário e ninguém é responsável.
Bem vindos ao meu país e ao estado a que o Estado ocupado pelo PS o tem levado, com o apoio dos jornais e dos eleitores.
ResponderEliminarSim. Tal como quem se esquece de trancar a porta merece ser roubado e não tem que se queixar.
Já os ladrões, limitaram-se a aproveitar a oportunidade. ´Mercado livre.
(sim, acho que se devem apurar responsabilidades. Não, não acho que seja notícia de jornal)
ResponderEliminarninguém sabe (quem lê um parágrafo obscuro numa notícia obscura de um jornal de circulação limitada?)
Foi notícia ontem no telejornal da noite na RTP 2, e provavelmente tê-lo-á sido noutras televisões também.
ResponderEliminarComo é que os ladrões tomaram conhecimento de que a catenária estava sem eletricidade e, portanto, disponível para ser roubada?
A eletricidade não se vê e a catenária está lá no alto. Terá sido através de um teste ao campo eletromagnético? Ou - alguém os terá informado?
Presumo que o cobre estava em rolos.
ResponderEliminarSe já estava em catenária 30Km ainda mais complicado ser roubado.
Só pode ser gente ligada a esse material. Há exemplos de que nestes casos há pessoas dentro das próprias empresas com vícios fortes.
Surreal. Todos sacodem a água do capote.
pode muito bem ter sido um "inside job", o que não é raro em situações como esta
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ResponderEliminarHá exemplos de que nestes casos há pessoas dentro das próprias empresas com vícios fortes.
Essa também é a minha suspeita. Os ladrões tiveram que tomar conhecimento de que a eletricidade tinha sido desligada da catenária. Provavelmente foi alguém dentro da própria empresa Infraestruturas de Portugal quem informou os ladrões de que a eletricidade estava desligada. Se calhar, essa pessoa da Infraestruturas de Portugal desligou a eletricidade de propósito para poder ir lá depois roubar a catenária.
Ou seja, o ladrão será alguém da Infraestruturas de Portugal ou, pelo menos, estará estreitamente ligado a alguém dessa empresa.
ResponderEliminarNum país em que
1) as suspeitas do Ministério Público sobre um caso que está em segredo de justiça aparecem nos jornais,
e
2) aquilo que foi discutido no Conselho de Estado aparece nos jornais,
não nos podemos espantar deque alguém informe ladrões de que a eletricidade foi desligada de uma catenária para que eles a possam ir lá roubar.
Neste país (quase) ninguém é sério e (quase) todos se vendem.
ResponderEliminarNão fiquei escandalizado com a notícia, sequer admirado.
Há uns anos, havia por aí um que parece que andou a 'mudar de sítio' os carris de uma linha férrea desactivada, lá para Trá-os-Montes.
Não tenho notícia que lhe tenha acontecido nada por causa disso.
A CP, ou lá como se chama aquilo, dá sustento a muita gente …
Mas fez muito bem em trazer aqui o assunto aqui.
trabalho 7 meses para os 'júlios' do poder, principalmente para o pm como órgão de soberania
ResponderEliminardirigente da CIP « impostos de rico num país pobre».
sadomasoquismo dos eleitores do ps
Esse foi um grão de areia no deserto.
ResponderEliminarMontanhas de cobre é roubada todos os dias. Antigamente, até cortavam os cabos de fibra ótica para verem se era cobre ou não.
Destas noticias vejo eu aos pontapés faz anos.
O que me surpreende é só agora falarem delas.
O anónimo tem toda a razão, a bem da Nação estas minudências não devem ser notícia de jornal.
ResponderEliminarPor falar em actual situação
ResponderEliminarhttps://imagenssem.blogs.sapo.pt/noticias-do-pais-real-continuacao-3-0-60889
ResponderEliminarhttps://sol.sapo.pt/2023/09/18/socialismo-mentiras-e-realidade/
A bem do quê?
ResponderEliminarA propósito de fugas de informação... vi ontem a notícia de que a Lagarde mandou confiscar todos os telemóveis no início da reunião para garantir que não havia fugas de informação antes do anúncio oficial.
ResponderEliminarTraduzindo: a presidente do BCE não confia nos membros do conselho de governadores.
Devem ter roubado 30km de cobre como desapareceram as armas de Tancos. Isto parece mais desculpa para justificar os atrasos. A linha da beira alta tem sido fustigada por estes roubos.
ResponderEliminarHmmm... Mas para que haja uma fuga de informação não é necessário apresentar uma gravação ou filmagem. As fugas de informação que há cá em Portugal, como por exemplo as do Conselho de Estado, não são feitas utilizando gravações nem filmagens.
ResponderEliminarO PS segue o manual dos flibusteiros, dos trapaceiros, dos bufões de meia-tigela: com a mesma cara de desfaçatez podem afirmar e negar -- dizer, desdizer-se e contradizer-se -- fazer e desfazer --- pode mentir e aldrabar e rir-se das próprias patranhas que nos enfiam de que os pacóvios e os papalvos nada topam -- pode achincalhar, pode insultar, usar linguagem reles, de que marcam pontos, pois o tom chocarreiro, a grosseria e a "vulgaridade" são bastante apreciadas (e aplaudidos) entre a "sua" gente. Podem tudo, a impunidade é absoluta!
ResponderEliminarÉ isso tudo e já agora com juros que a eles só lhes doi quando lhes cortam a mama.
ResponderEliminarEu sei que não. Mas isso não invalida o que escrevi acima: a Lagarde não confia nos membros do conselho de governadores.
ResponderEliminarConsiderando que é a confiança que faz mover e funcionar a nossa sociedade, eu penso que isto é um péssimo sinal.
ResponderEliminara Lagarde não confia nos membros do conselho de governadores
Considerando que muitos desses governadores provêm de países periféricos e não necessariamente muito fiáveis, e que foram colocados como governadores de forma talvez questionável, sendo bastante sensíveis às idiossincracias dos respetivos países, é razoável que ela não confie.
Se em Portugal não se pode confiar que um membro do Conselho de Estado, ou um magistrado do Ministério Público, não fale do que não deve, como se poderá confiar no governador do Banco Central?
(Já agora, a própria Lagarde, que é originalmente uma advogada e política, segundo a wikipedia, está onde está "de forma talvez questionável".)
Exacto, a Lagarde, ao contrário dos seus antecessores, não é uma antiga governadora de um banco central e sim uma ex-política.
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