domingo, 16 de abril de 2023

A falência intelectual da esquerda

Susana Peralta é do melhor que tem esta esquerda inorgânica que reciclou o marxismo de tal maneira que onde estava o combate à miséria passou a estar o combate à desigualdade e onde estava a criação de uma economia nas mãos dos pobres e oprimidos passou a estar a defesa de uma economia nas mãos do Estado (em rigor, os mais sofisticados, limitam-se a defender que a essência da política deve estar nas mãos da autoridade tributária, que deve usar os impostos para corrigir assimetrias que a sociedade não corrige).


Essencialmente, onde Marx queria destruir o Estado por ser um instrumento de repressão nas mãos das classes dominantes, esta esquerda quer fortalecer o Estado por ser o garante do bem comum.


Esta base ideológica, aparentemente, não é prejudicada pelo exercício quotidiano de crítica ao Estado que existe, opaco, pouco democrático, permeável à corrupção, tomado por grupos sociais que o usam ilegitimamente, porque no que toca às propostas políticas, o Estado nunca é o Estado real e concreto que criticam do alto da sua superioridade moral, mas o Estado ideal que seria perfeito, se estivesse nas mãos certas (isto é, nas dos nossos).


Ainda assim, mesmo sendo do melhor que esta esquerda tem para oferecer, quando questionada pela Visão para identificar uma medida, e uma só, visionária, para fazer agora e melhorar Portugal, Susana Peralta propõe um imposto.


Não é um imposto neutro, por exemplo, sendo um imposto sobre heranças e doações, poderia ser positivo a partir de um limite de riqueza, neutro numa banda de riqueza intermédia e negativo abaixo de um determinado nível de riqueza, sem ficar nada para o Estado, seria uma transferência imediata dos mais ricos para os mais pobres, mas não é disto que fala Susana Peralta, é mesmo de um imposto em que, no fim da vida, os herdeiros recebem uma parte e o Estado recebe outra.


O argumento é o de que é preciso diminuir a desigualdade - lá está, a preocupação não é com os pobres e deserdados, a preocupação é com a diferença entre os mais pobres e mais ricos, o que se pretende resolver tirando aos ricos para entregar ao Estado - e não há mérito nenhum dos herdeiros na acumulação da riqueza pela pessoa que morreu.


Sem discutir se há ou não contribuição dos herdeiros para a riqueza acumulada por quem morre, o que não se percebe é qual é o mérito que esta esquerda reconhece ao Estado, que taxou a acumulação dessa riqueza durante todo o tempo em que ela se foi formando, para se apresentar como um grande herdeiro universal.


Até aqui, estas são ideias que podem ser discutidas com relativa facilidade.


A minha grande perplexidade é o que esta proposta representa de desistência por parte dos intelectuais de esquerda.


A proposta só é moralmente defensável se se partir do princípio de que a riqueza recebida no princípio da vida é a riqueza detida no fim da vida, por cada um de nós, ou seja, de que quem nasce pobre, não tem qualquer possibilidade de morrer rico.


O que isto significa é que a intelectualidade de esquerda deixou de querer ter um ensino que não seja dual (diferente para ricos e pobres) de modo a diminuir o peso das condições de partida no resultado final, deixou de acreditar num sistema de saúde que não seja dual, em que as necessidades sejam satisfeitas sem consideração das condições sócio-económicas, deixou de acreditar na possibilidade de ter um mercado de trabalho que permita às pessoas libertarem-se da sua pobreza de partida, deixou de acreditar num sistema económico aberto à inovação e criador de oportunidades para quem não nasceu rico, deixou de achar possível um sistema de apoios sociais capaz de mudar a vida das pessoas, em vez de alimentar a dependência, etc., etc., etc..


E como a generalidade das pessoas, em especial a esmagadora maioria dos pobres e deserdados, está muito menos interessada em discutir a desigualdade que em encontrar meios para se libertar da sua condição de pobre e deserdado, a esquerda, com este tipo de propostas de engordar um Estado de que as pessoas desconfiam - e com razão, porque de maneira geral lhes foi faltando ao longo da vida - para castigar a criação de riqueza, perde a ligação que diz que a liga umbilicalmente aos pobres e deserdados, e dá por si a vociferar contra os partidos populistas que estão a fazer um coisa básica: falar para os debaixo, que os partidos políticos mainstream, de esquerda e direita, deixaram sem representação política.

43 comentários:


  1. Deixemos a Sra. perorar a seu gosto. Comentadora de TV, ela e outros(as) que tais, estão a dois passos de ser ou Primeira Ministro ou ser Presidente desta República. Há precedentes, cá no bairro. Constatamos que da TV até esses cargos é um tirinho. Será esse o mobil da comentadora?

    ...

    Em tempos o poder político conquistava-se pelas armas e transmitia-se de pais para filhos. Com a evolução cultural, a Civilização, o poder político passou a ser obtido por grupos de carentes (de poder) denominados partidos políticos. Estes, de forma mais ou menos clara, actualmente obtêm o poder político convencendo os seus concidadãos a, via a Lei, periodicamente, escrever uma cruzinha inócua num papelinho. Para os fiéis essa Lei, tal como os 10 Mandamentos, é intocável e de origem claramente divina.

    O simples acto de perorar em público com correcta lógica formal conferirá, potencialmente, aquele poder a qualquer cidadão. Curiosamente o conteúdo e a fiabilidade de esse discursar é completamente secundário.

    ResponderEliminar
  2. « A Inglaterra está em guerra e é governada por um falso rei! O ambicioso príncipe João e a sua serpente lambe - botas Hiss, andam a sobrecarregar com impostos os habitantes de Nottingham. Mas o brincalhão Robin dos Bosques, juntamente com o seu leal companheiro João Pequeno e o seu devoto e divertido bando, tramam aventuras atrás de aventuras para enganar o príncipe» e roubar os ricos para dar aos pobrezinhos

    ResponderEliminar
  3. Já a direita faliu intelectualmente em 1789. Agora chegam ao ponto de ser feudalistas, pois opõem-se a uma invenção liberal, o imposto sobre heranças. Escumalha!

    ResponderEliminar
  4. Basilio El Xuxalhote16 de abril de 2023 às 13:37

    O super camafeu Peralta é residente na pseudo direita rádio e pasquim Observador , um pasquim e rádio esquerdalha xuxa bem camuflada que papa otários direitolas tugas de merda aos molhos. O ti Zé Manel foi quem a convidou para lá,Ti Zé Manel,Lenita Matos,Peralta etc...aquilo é tudo treta xuxa kamuflada. Quanto é que aquela rádio e pasquim recebem de apoios do estado xuxa,alguêm sabe e pode revelar aqui? A história de vida do camafeu está lá em podcast em entrevista de uma coleguinha,eles entrevistam-se uns aos outros frequentemente,a prata da casa...,ouçam,é incrivelmente aparvalhante!
    Basilio El Xuxalhote

    ResponderEliminar
  5. Parece-me que já devíamos estar vacinados contra estes arroubos de ideologias batidas e rafadas ! Espanta-me que alguém se dê ao incómodo de ouvir esta gente!
    A S.Peralta, porque lhe dão palco, pode repetir "coisas" _ aparentemente refrescadas com uma roupagem nova_ mas aquelas inanidades de esquerda, tão indigentes, tão datadas, mantêm-se inalteravelmente as mesmas _ só mudam as moscas. E apesar de apresentarem estas mesmices, as mesmas propostas, as mesmas receitas e cometerem sempre os mesmos erros, esperam... (de cada vez) resultados diferentes. Parece-me isto grande insanidade!  

    ResponderEliminar
  6. Quem é a Susana Peralta e qual a sua credibilidade enquanto economista? Ser académico vale pevide (há bons e maus), tem trabalho publicado... algum dele teve aplicação prática?
    Só cromos na caderneta. 
    Impostos e mais impostos.
    Para reduzir a desigualdade... o tanas, para sustentar o Estado, e quanto muito promover o assistencialismo.
    É caso para dizer que até depois de morto um gajo paga impostos.

    ResponderEliminar
  7. Lá vem o tolinho da "escumalha". Não deve ter aprendido mais nada na escola coitado! 

    ResponderEliminar




  8. Não percebo esta ideia. Então era um imposto em que nada ficava para o Estado, como? Se eu fosse muito rico e herdasse algo era-me cobrado um imposto - que revertia para quem? E se eu fosse muito pobre e herdasse algo era-me aplicado um imposto negativo, quer dizer que alguém (quem?) me dava ainda mais do que aquilo que eu herdava?

    ResponderEliminar

  9. Todo este discurso do Henrique esquece que o imposto sucessório já atualmente existe, desde que o sucessor não seja filho ou esposo do falecido. Se, por exemplo, um irmão nosso falecer e esse irmão não tiver filhos ou esposo que herdem, então somos nós que herdamos e aplica-se um imposto de 10%.


    Questiono-me por que razão o imposto sucessório há de ser inadmissível de pair para filhos, mas admissível entre irmãos ou de tios para sobrinhos.

    ResponderEliminar

  10. A definição definitiva está no título deste post. Não tem ponto de interrogação, pois não?
    Cumps

    ResponderEliminar
  11. A Susana Peralta é que faz uma proposta e eu é que esqueço o que existe?

    ResponderEliminar

  12. O Henrique Pereira dos Santos é que critica o imposto sucessório. Deve em meu entender explicar se também critica o imposto que já existe (e que se aplica a sucessões que não sejam entre familiares diretos, nomeadamente de pais para filhos), ou se somente critica a proposta de Susana Peralta de estender esse imposto para sucessões entre familiares diretos.
    (Eu já tive que pagar imposto sucessório, aquando da morte da minha irmã, e portanto não tenho quaisquer dúvidas de que ele existe e que está perfeitamente operacionalizado, quer gostemos dele quer não. Pretender que ele não existe, como Susana Peralta faz e o Henrique Pereira dos Santos parece corroborar, não é correto.)

    ResponderEliminar
  13. O que tu achas que eu deveria escrever é contigo.
    O que eu escrevi é que uma esquerda que tem como medida visionária para o país mais um imposto, que é sobre heranças, com o argumento de que é preciso corrigir desigualdades, é uma esquerda que perdeu completamente o Norte.

    ResponderEliminar
  14. Os 10% que pagou foi de imposto de selo (de que estão isentos os legitimários) e não de imposto de sucessões que acabou em 2004

    ResponderEliminar
  15. Este assunto foi também abordado aqui:


    https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/comunismo-fiscal-15507217 

    ResponderEliminar

  16. O Marx estava contra o Estado?!


    A Esquerda sempre foi isto e pior. Não percebo que raio há de diferente. Sempre foi onde há dinheiro vai-se buscar se necessário à força. 
    E não é só a esquerda-esquerda, basta ir as Câmaras Municipais do PSD para se perceber.

    ResponderEliminar
  17. Mas a "esquerda" apresenta mais que aumentar salários e criar impostos?

    ResponderEliminar

  18. Sim, tecnicamente chama-se imposto de selo, na prática é um imposto sucessório.
    O que interessa é discutir por que razão os "legitimários" (isto é, os filhos) estão isentos desse imposto. Em minha opinião, ou todos deveriam pagar, ou todos deveriam não pagar. Não há qualquer razão para isentar os filhos e não isentar os irmãos ou os primos.

    ResponderEliminar
  19. Não vejo falência intelectual nenhuma. Evitar ou corrigir desigualdades é um objetivo político legítimo e, para muitas pessoas, correto. E, de facto, diversos estudos dizem que a desigualdade tem diversas desvantagens, tanto económicas como sociais como psicológicas. O Henrique tem todo o direito de não querer corrigir as desigualdades, ou de não conceder primazia a tal objetivo, mas outras pessoas têm igual direito de ter opiniões políticas distintas das do Henrique.

    ResponderEliminar
  20. Olha o triste sabe dizer algo mais para além de escumalha, quem diria!?

    ResponderEliminar
  21. Compreendo que não vejas falência intelectual nenhuma em ter, como grande medida para combater desigualdades, a criação de um imposto, isto é, a transferência de fundos das pessoas para o Estado.
    E compreendo que escolher para isso taxar heranças, para combater as desigualdades no momento do nascimento, no pressuposto de que transferindo a riqueza acumulada pelas pessoas para o Estado se diminuem as desigualdades, e que isso é mais eficiente que sistemas de educação com igualdade de oportunidades, sistemas de saúde com igualdade de acesso, sistemas de acesso aos meios de produção mais igualitários, sistemas de justiça igualitários, etc., seja perfeitamente razoável para ti.
    O que não compreendo é para que raio torces os meus argumentos, ou me atribuis argumentos que não usei (em algum lado eu disse que era ilegítimo apresentar medidas ineficientes com base em argumentos estúpidos?), para fazer comentários.

    ResponderEliminar
  22. De facto é preciso corrigir desigualdades, mas não da forma  que a Susana Peralta propõe. Mas, claro, a solução nunca é fácil, nem os resultados são visíveis a nível imediato, de modo a serem exibidos no curto prazo, com o alarido de propaganda que a esquerda tanto aprecia.
     Logo, está fora de questão o caminho difícil: a esquerda nunca escolhe percursos longos, e exigentes  pois privilegia sempre a via do facilitismo, do amadorismo e da falta de zelo. Está na sua natureza, como tem ficado bem visível nestes últimos tempos. Obviamente não estou a afirmar que a S.Peralta (que não conheço) é assim, mas é a esquerda em geral.

    ResponderEliminar
  23. O desaparecimento progressivo do Estado até à sua abolição definitiva como "fim último" como preconiza certa esquerda, dará lugar a uma sociedade em auto-gestão, anárquica, que terá tendência, logicamente, a desenvolver mecanismos que a tornarão mais "policiada", mais vigiada, portanto, mais repressiva e mais punitiva. Logo, também mais sujeita ao império da arbitrariedade. Contudo, é preciso lembrar que na "quinta" todos os animais são iguais, mas há uns que são mais iguais que outros...

    ResponderEliminar

  24. Naturalmente que bons sistemas de educação, justiça, saúde, etc são formas importantes de combater as desigualdades.
    Mas elas permanecem. Se um indivíduo não herda dos pais nada de relevante, enquanto que outro herda, digamos, meia dúzia de apartamentos passíveis de arrendar, então é claro que o segundo indivíduo nem precisa de trabalhar para ganhar a vida, enquanto que o primeiro tem que se sujeitar a tudo.
    E é claro que, se o segundo indivíduo tiver que pagar imposto sucessório, que o force (digamos) a vender um dos apartamentos que herdou, então a desigualdade diminui: o primeiro indivíduo não fica mais rico, mas o segundo fica mais pobre.
    Quanto àquilo que o Estado fará com o imposto recebido, isso é outra questão: há Estados que gastam bem o dinheiro que recebem, outros que o gastam mal.
    Repare-se que nisto tudo não estou a dizer que um imposto sucessório seja uma solução desejável, estou somente a dizer que discutir tal solução é perfeitamente adequado, e que nada tem de mal Susana Peralta ser a favor de tal solução.
    De resto, a solução adotada pelo governo de Passos Coelho - abolir o imposto sucessório para os filhos, mas mantê-lo para outros parentes - não tem lógica nenhuma. (O que é normal, a lógica é coisa que não abunda na política.) Ou se abole o imposto de todo, ou se mantém o imposto para todos os herdeiros por igual.

    ResponderEliminar
  25. Todas as Susanas Peraltas consideram que a criação de riqueza é fruto de exploração e possivelmente de roubo, portanto tudo é obtido de forma ilícita ou imoral, através de abuso e/ou da exploração da boa-fé dos outros. O confisco e o esbulho dos bens é a única forma de corrigir/punir essa imoralidade através da restituição "justa" e a solução para corrigir a desigualdade, como afirmam_  distribuindo os bens para os "repor" de forma efectiva, mas simultaneamente simbólica,  nas mãos dos explorados. E eu estou totalmente de acordo: no fim  todos seremos igualmente pobres. Eis o indisfarçável fundo marxista que subjaz à ideologia da Susana Peralta: castigar os exploradores e libertar os oprimidos.

    ResponderEliminar

  26. É preciso reduzir a desigualdade de rendimento, não de riqueza. Essa ideia de que igualdade se obtém empobrecendo os mais ricos isso sim é comunismo puro e duro.
    Se alguém herda 10 apartamentos, ou uma conta bancária de 10 milhões, que direito tem o Estado de ir buscar uma parte? Essa riqueza JÁ foi devidamente tributada, apenas por passar de uma mão para outra dar azo a outra tributação é uma ideia digna do xerife de nottingham, simplesmente sacar onde há.
    Mas nada de novo, as Peraltas têm zero ideias de como criar riqueza, apenas sabem ir buscar onde ela existe. Algum académico que estude, vai-se a ver a Peralta não passa de uma neo-colonialista, não consegue construir o que seja, o negócio dela é ir buscar parte, ou tudo, do rendimento dos outros.

    ResponderEliminar
  27. Passando ao lado das medidas da Susana Peralta, apenas quero comentar acerca da "falência moral da esquerda" e destaco, a título de exemplo, a forma como contam a sua "visão " da nossa  História passada,  recente e contemporânea. Se dúvidas houvesse de que manipulam os factos e apresentam versões distorcidas dos factos, bastaria ouvir a distorção dos acontecimentos relativos à invasão da Ucrânia pela Rússia. Desonestidade e falência moral maior não pode haver

    ResponderEliminar
  28. Sobre a falência da esquerda e o seu "relativismo moral", se me permite, aconselho-o a não perder este texto de Luís Rosa:

    ResponderEliminar

  29. É preciso reduzir a desigualdade de rendimento, não de riqueza.


    Pelo contrário, a desigualdade que é socialmente mais prejudicial (se é que alguma o é) é a de riqueza, não a de rendimento. Ninguém fica ressentido por o vizinho ganhar a lotaria (desigualdade de rendimento), mas muita gente fica ressentida por ver o vizinho rico (desigualdade de riqueza) sem que haja motivo explicável para isso.


    que direito tem o Estado de ir buscar uma parte?


    O Estado não tem direito nenhum de ir buscar a lado nenhum. Vai, pura e simplesmente, buscar aos sítios mais convenientes e que dêem menos nas vistas.

    ResponderEliminar

  30. apenas por passar de uma mão para outra dar azo a outra tributação é uma ideia digna do xerife de nottingham


    Não tem nada de especial: quando se vende uma casa, há tributação (chama-se IMT). Impostos sobre transações são uma coisa que sempre houve. É, de facto, um dos sítios mais simples onde o Estado pode arrecadar imposto.


    O IMI (o imposto sobre a propriedade) é a mesma coisa: paga-se imposto por ter algo. É, de facto, a forma de imposto menos disruptiva da atividade económica. As pessoas podem não gostar do IMI (ninguém gosta), mas o facto é que o imposto sobre a propriedade é aquele que menos distorce a atividade económica.

    ResponderEliminar




  31. Realmente, difícil argumentar contra o facto de ganhar a lotaria ser um rendimento...
    E ninguém fica ressentido por alguem ganhar a lotaria, mas já se fica ressentido (n~´ao sabia que justiça social se baseava em ressentimentos) quando esse alguém é rico. Linda lógica. E receber doação ou herança está longe de ser um motivo inexplicável para enriquecer-

    ResponderEliminar
  32. Isso é simplesmente desconstrução do poder para o tomar enfraquecido a que se adiciona charlatanice. 
    Nunca uma ideologia tão prescritiva como o Marxismo pode viver sem Estado  Totalitário ou Religião. 

    ResponderEliminar
  33. A falência só existe se se  assumir que aquilo que a Esquerda quer é que as pessoas vivam melhor. 

    ResponderEliminar
  34. Também sei pôr acentos nas palavras.

    ResponderEliminar

  35. "Mas a "esquerda" apresenta mais que aumentar salários"
    Um aumento de 2% ou 3% quando a inflação é de 10% é um corte salarial. O PS está a fazer tudo menos aumentar salários.

    ResponderEliminar
  36. "LOL" é capaz de ser a expressão que melhor caracteriza quer este blog, quer o Delito de Opinião.

    ResponderEliminar
  37. E no entanto, cá estais...

    ResponderEliminar
  38. Tem que haver posições contrárias à ideologia dominante dos blogs de direita, cujos escritores e comentadores parecem todos viver numa bolha. Depois admiram-se quando o "estúpido do povo" vota PS.

    ResponderEliminar
  39. O que é que a direita quer?

    ResponderEliminar

Os reaccionários e o risco

"exige-se a um executivo que a execute bem, sem falhas e sem que ela seja geradoras de injustiça", escreve uma editorialista de um...