Carmo Afonso ministra a sua habitual dose de alienação na última página do Público, descrevendo uma realidade privada, sem qualquer ligação com a realidade real.
Isso é o normal, o que já não é normal é que perante um artigo completamente absurdo (embora seja o que é de esperar de Carmo Afonso), o Público faça uma chamada de primeira página para um artigo de opinião indigente e, de caminho, subscreva a tese, delirante, de que o Qatar é um país liberal e um modelo de liberalismo sobre o qual a Iniciativa Liberal se deveria pronunciar, isso é muito mais divertido.
Nos índices de liberdade económica o Qatar está no primeiro terço, é verdade, mas abaixo de Portugal (em 160 países, Portugal anda pelos trinta e poucos e o Qatar pelo quarenta e qualquer coisa), no grupo dos países moderadamente livres.
Esta posição decorre do facto de haver factores em que o Qatar apresenta posições mais positivas (do ponto de vista de quem faz estes índices, claro) do lado da fiscalidade (que há quem confunda com liberalismo, basta ter a noção de que os países escandinavos, tipicamente com elevadas cargas fiscais, estão sempre nos lugares à volta do dez para se perceber como essa percepção é errada), mas bastante menos positivos em coisas essenciais para os liberais, como a liberdade de comércio, a liberdade do trabalho e, muito mais sensível para um liberal, o respeito pela lei e a independência do sistema judicial (não há grande originalidade nesta errada percepção de liberalismo, Fukuyama, se bem percebi a citação que um dia destes dele fez Pedro Bingre do Amaral, também cita a Somália como exemplo de aplicação do liberalismo, esquecendo o princípio central do respeito por uma lei igual para todos, como pedra basilar de sociedades e comunidades liberais).
Resumindo, que Carmo Afonso escreva disparates constantemente, é normal e é com ela, é para isso que foi contratada com certeza, mas que quem fechou a primeira página do Público resolva destacar, concordando, com o monumental disparate de considerar que existe um "triunfo do liberalismo no mundial da vergonha" é caso para se ficar envergonhado com a qualidade do jornal que se compra.
'se a merda valesse dinheiro ...' os jornalistas eram ricos e não mendigos
ResponderEliminarSendo o HPS uma pessoa de evidente bom senso, fico surpreso que leia - e mais, ainda, que comente - o que escreve a Sr,ª Carmo Afonso. Para lá da vida ser demasiado curta para gastarmos tempo a ler toda a porcaria que se escreve (só para cumprirmos o nosso papel de sermos pessoas abertas e pluralistas, pois não venho outra razão), parece-me que, tendo a senhora sido angariada pelo Público para aumentar o número de comentários, na edição online, e de cartas ao director, na edição em papel, ao reiteradamente comentar os textos da dita cuja, o HPS está a contribuir para essa triste técnica de vendas.
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ResponderEliminarOh...
Ha pouco ouvi um "debate" entre um Mayan e um deputado do PC, acerca da greve estudantil-climática.
O do PC, para além de loas à intervenção (aqueles países que ele adora levam isso da liberdade de expressão e direito à indignação muito a sério) dos jovens, julga a crise climática como culpa do liberalismo e da exploração do lucro. E é isto.
Repetindo-me : puro masoquismo ler o folheto e, no folheto, a indigente mental...
ResponderEliminarJSP
O post não é sobre o que escreve Carmo Afonso, mas sobre o facto de quem fecha a primeira página do Público, alguém do topo editorial do Público, achar que o Qatar é um modelo de liberalismo.
ResponderEliminarCreio que a chamada de capa para o artigo da Sr.ª Carmo Afonso é mera técnica de vendas (escreva o que ela escrever). E foi o "topo editorial do Público" que lhe deu o destaque da última página (pensar que, durante anos, começava o meu dia a ler essa página). Mal, a meu ver, está o João Miguel Tavares, que não se rala de ser equiparado pelo "topo editorial do Público" às aberrações com que partilha esse espaço - ou seja, de fazer a figura de "aberração liberal".
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ResponderEliminarPara a esquerda, a única coisa que importa na Iniciativa Liberal é que ela é liberal na economia. Não lhes interessa reparar no facto de que também é liberal na sociedade e na política.
Para a direita, é o contrário- fica furiosa por a Iniciativa Liberal ser liberal na política e na sociedade, gostaria que ela fosse liberal somente na economia.
Em comum, a direita e a esquerda têm em comum o não serem liberais.
Já sabido estar a vera democracia habitando na Coreia do Norte,Rússia de Putin,China de XIJIPIN,Irão das fatwas e corte de mãos,Síria do dentista.
ResponderEliminarO resto é a vasta criação pela cia,fbi,interpol,amnistia internacional,onu e guterres,grande finança,redes socio-ocidentais,literaturas e artes,escravistas,machistas e todos quantos são marionetes daqueles.
Quase tudo.
Ora a mim parece,seguindo as últimas novidades,ser um problema de descarbonificação.É a raiz de todos os males.É a juventude e o bloco na vanguarda da luta.
É preciso avisar as redações e redatores(as,os,es,lgbttii++++).de por onde começar e Que Fazer.
Sem isso nada feito.
(amigos tenho que já descarbonaram quase tudo na vida diária.Estão mesmo em contacto com os melhores bioquímicos,garantem-me e tenho fé,para lhes substituirem o Carbono por outro elemento compatível.Então sim será a revolução total.Espero crendo).
O publicuzinho nem para limpar o dito serve.
ResponderEliminarQuem compra o público? Qual o público alvo?
ResponderEliminarGente semi-letrada, "mentecastos" como lhes chamou o autor do Dragoscópio, num daqueles neologismos sarcásticos que a audiência já não dispensa.
ResponderEliminarHPS, valha-nos, ao menos, que desta vez não aconteceram coisas terríveis aos passarinhos silvestres, nem às florzinhas campestres! Mas a Carmo Afonso é, custa-me dizê-lo, bastante simplista. Ela apenas quer demonstrar, com os "recursos" de que dispõe, esta coisa simples:
ResponderEliminar1- O Qatar, esse país horroroso, é liberal
2- A IL é liberal
3- Logo, a IL é horrorosa
Portanto, levante-se o réu! Subentende-se que a C.A., quando iguala a IL ao vilão Qatar, pretendia fazer passar uma daquelas suas ideias pueris, quase básicas: _«Vejam, senhores, quem são e onde os "bons e os justos"? _ Obviamente que esses merecedores de elogio no seu quadrante político, como não podia deixar de ser.
E aqui está o tipo de discurso mais "complexo" que o raciocínio abstruso da C.A. é capaz de produzir.
A rapariga tem futuro! E que não lhe falte, no Público, um alfobre de "assessores" para... a assessorar com muita consultadoria!