Há coisa de uma semana, a propósito da ruptura dos circuitos mundiais de comércio de cereais, dizia a nossa Ministra da Agricultura: "Portugal produz atualmente 18% dos cereais que consome. Há uma estratégia para aumentar até 38%".
A declaração foi amplamente replicada na "rádio, tv, disco e na cassette pirata" e uma semana depois não se encontra, ou pelo menos eu não encontrei, seguimento dessas declarações amplamente difundidas, concluindo eu que toda a gente ficou descansada com a declaração tranquilizante da Senhora Ministra.
E é verdade que Portugal tem essa estratégia, desde Janeiro de 2018, para ser aplicada em cinco anos (ou seja, estamos nos últimos seis meses da sua aplicação, ou coisa do género).
É uma estratégia muito bem organizada em vinte medidas que, quase no fim do tempo para a sua aplicação, estão com certeza aplicadas, como se pode demonstrar logo pela primeira medida: "Redução dos custos da energia".
Quem por acaso tenha ouvido de raspão a Senhora Ministra, no actual contexto, terá pensado que face às dificuldades de exportação de grãos da Ucrânia, trigo e milho, sobretudo, Portugal estava bem apetrechado, com uma estratégia, para substituir essas importações, independentemente da tal estratégia pretender aumentar a produção de arroz em 80%, 50% o milho e 20% os cereais praganosos.
Ou seja, uma modernização da velha ideia do "se não têm pão, comam brioche", agora sugerindo o bolo de arroz.
Com o jornalismo e o escrutínio que existe, a revolução é impossível e, quaisquer mudanças de regime, ainda que "em suaves prestações mensais", são igualmente improváveis.
À senhora Ministra basta acenar com uma estratégia nunca aplicada para nos tranquilizar a todos e garantir o voto dos que acham que "p'ra pior já basta assim".
a 'menistra' era presidente da cãibra de Abrantes, uma cidadezinha a cair de podre com uma etar 'onde entra água e sai merda ' para um regato ainda chamado Tejo.
ResponderEliminar' tudo como dant
ResponderEliminaraumentar a produção de arroz em 80%, 50% o milho
Sendo que o arroz e o milho são cereais especialmente dependentes do regadio, e sendo as secas cada vez mais frequentes, parecem-me dois objetivos completamente irrealistas.
ResponderEliminarNa IT, indústria informática, existe o Hard-ware, o Soft-ware e o Vapor-ware.
Diz que "
ResponderEliminarA estratégia do Governo parece ser atirar grandes percentagens sobre vários temas nos seus discursos para que os media os repitam e discutam como factos. Pura propaganda.
ResponderEliminarNão foi esta visionária privilegiada que detectou no COVID uma oportunidade para as exportações agrícolas cá do terrunho?
ResponderEliminarA mais que prostituída comunicação "sucial" da paróquia não tem interesse em relembrar estes "fait divers"?...E outros, e outros...
JSP
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ResponderEliminarUm dos sinais do tempo novo: não contestar "estratégias" mirabolantes (e nunca executadas) como esta e tantas outras... Não fazer perguntas. Sobretudo não fazer perguntas! Nunca piar faz parte e ceder a todas as exigências é... uma exigência. Porque há uma "lei" não escrita, a da impunidade: não se escrutina este governo embriagado de poder. Quem se atreve a perguntar ao Costa (a começar pela CS) o que faz aos 41,8 % dos impostos que arrecada do nosso trabalho? Suas senhorias _que de senhores e senhoras pouco têm_ podem lá ser ser maçadas com estas questiúnculas sem importância! Apenas temos de lhes entregar a bolsa e o bolsão (quem o tiver, bem entendido...). Antigamente parece que havia o costume (muito feio, diga-se) de se recomendar aos pedintes: "Veja lá como vai usá-lo! Não o gaste todo em vinho!". Nesta altura do campeonato provavelmente baila na cabeça de todos os portugueses a vontade de sugerir o mesmo a este governo.
ResponderEliminarFui ler:
ResponderEliminarNão é prostituida. Se fosse ainda era o menos.
ResponderEliminarOs jornalismo atrae as pessoas que querem moralisar - candidatos a Padres - como quem contrata é de esquerda, só os de esquerda entram e obviamente censuram os factos que são contra a esquerda.
A peneira até se faz logo antes, nas "escolas de jornalismo".
Foi elucidativo tentar encontrar no Publico referência à fome no Sri Lanka porque o governo proibiu fertlizantes não biológicos e tal implicou uma queda enorme da produção agrícola.
Estragava a narrativa ambientalista beata do Publico dar a entender que se passa fome sem fertilizantes manufacturados.
Qualquer um pode dar uma argolada: em Abrantes não há bacalhau (portanto nem que baste) e o Médio Tejo é aquele regato que ainda passa por aquelas bandas e serve para enviar os dejectos locais mais pró Sul. Sorte dos castelhanos.
ResponderEliminarÉ mais chique produzir estratégias que pô-las em prática.
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ResponderEliminarComo diria aquele personagem icónico, i have a cunning plan.
Portugal é isto, atiram-se uns números, e põe-se tudo a discutir, desde o frequentador da taberna ao intelectual com posto na tv.
O que ninguém pergunta é de onde vieram os números... não fosse alguém descobrir que não passam de fantasias criadas pelas mentes das agências de comunicação.
Faz lembrar aquelas auto-estradas entre lugar algum e sítio nenhum, construídas sobre um estudo que indicava que teriam um tráfego anual de 2 milhões de automóveis
ResponderEliminarPor um lado queixam-se das secas, dos solos cada vez menos fertéis, da desertificação do Portugal rural, da agricultura tecnologicamente atrasada, da ausência de mão-de-obra, por outro há um plano a 5 anos para transformar isto num celeiro gigante. Siga.
ResponderEliminar"Portugal produz atualmente 18% dos cereais que consome. Há uma estratégia para aumentar até 38%"
Fácil. Basta consumir menos.
Ontem o sr Rio ainda falou(ou ouvi mal?)agora o outro sr que agora é chefe do partido...talvez tenha estado na loja e não tivesse tempo para falar nos mérdia.
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