Esta discussão sobre a gestão de trânsito em Lisboa, em que me meti voluntariamente apenas na óptica da participação pública, e fui metido involuntariamente por causa do programa da rádio Observador em que passei a participar, acabou por me levar a um ponto interessante do conteúdo do plano.
No regulamento previsto, pode ser mudado porque ainda haverá uma discussão pública em Março, os taxis podem circular na área de exclusão, mas os Uber só podem se forem eléctricos.
Algures fiz um comentário a dizer que não entendia a lógica desta distinção, excepto na óptica da gestão política da execução do que se pretende: o que os promotores do plano gostariam seria tirar todos os carros do centro de Lisboa (eu também gostaria, num mundo ideal), não podendo, preferem restringir aos carros eléctricos, mas comprar uma guerra com os taxistas era um suicídio político e portanto aceita-se que entrem na zona de exclusão.
Um amigo contrapõe a esta minha visão cínica do assunto (já agora, os processos de participação pública, começando desde o início da discussão do problema, visam exactamente limitar interpretações como a minha, eventualmente resultante de má ou nenhuma informação, o que me impede de ver a racionalidade de tratar os Uber de forma diferente dos táxis) esquece que para ser taxista há todo um procedimento e custos que faz com que ninguém queira ser taxista só para poder levar o carro para o centro de Lisboa, mas é bem possível que muitos condutores se registassem como Uber para contornar a limitação de entrada na Baixa.
É possível que haja alguma racionalidade neste argumento (embora seja fácil contornar isto definindo outro tipo de critérios para o acesso, nomeadamente em articulação com as plataformas que registam todos os pedidos de serviços) mas o que esta discussão me mostrou foi que na verdade os taxistas têm todas as razões para apoiar fortemente este plano da Câmara: passam a garantir a quase exclusividade do mercado na zona de maior concentração da procura de serviços de transporte, apenas tendo de concorrer com autocarros, metro e as pernas dos seus utlizadores.
As discussões públicas abertas, desde estados iniciais, são excelentes para identificar ganhadores e perdedores em decisões públicas e, neste caso, os taxistas estão, de longe, entre os maiores ganhadores.
Nada contra (excepto os efeitos negativos que as reservas de mercado sempre acarretam para os consumidores e contribuintes), o que acho é que este tipo de coisas devem ser bem claras.
é bem possível que muitos condutores se registassem como Uber para contornar a limitação de entrada na Baixa
ResponderEliminarEste argumento parece-me claro e definitivo e irrefutável, e justifica plenamente a exclusão dos Ubers.
Tem ideia dos custos de se registar (e manter) como Uber e das exigências administrativas?
ResponderEliminarEm qualquer caso nem percebi por que razão isso não pode ser resolvido com as respectivas plataformas que recebem o registo dos serviços
ResponderEliminarCreio que ninguém lhe disse para entrar no Obervá Côr.
Abraço
ResponderEliminarEstimado Pereira dos Santos,
o dinheiro sempre se levanta mais alto nesta me****.
Os carros fazem como ponto fulcral de venda a emissão de CO2.
O Senhor sabe que o CO2 é essencial para a vida e para muitas 'cadeias alimentares'.
O Senhor sabe que a percentagem de CO2 na atmosfera não varia há cinco milhares da anos.
Vamo-nos deixar de capuchinhos vermelhos e cinderelas?
Abraço
ao
ResponderEliminarO Alm***ina vai criar um parque jurássico para turistas, comissários da nomenKlatura socialista, esquerdóides caviar, LGBT com pedigree, PAN's com heráldica verde.
Tudo "regado" a avilezes chiadenses, sendo o reconhecimento facial e trazeiro, uma mais valia para o sossego dos novos patricios.
Esta sociedade cor de rosa governada por o Ente do qual não podemos escrever, dada a sua eterna santidade que vela pelo bem estar desse parque.
A outra sociedade de "humanoides" e escumalha vive ao redor desse "paraíso rosa" no mundo da realidade real do dia dia
A.Vieira