quinta-feira, 31 de outubro de 2019

O absurdo como normalidade

A quantidade de pessoas que acreditam piamente que mais de metade dos 751 deputados do Parlamento Europeu se recusam a salvar gente da morte no Mediterrâneo, sem qualquer dúvida sobre se Marisa Matias e companhia não estarão a contar mal a história, é verdadeiramente inquietante.


Quando boa parte da sociedade, e em grande medida, uma parte informada e ilustrada, admite como normal um absurdo destes, é verdadeiramente inquietante perceber que todas estas pessoas tomam decisões todos os dias, raciocionam sobre a realidade todos os dias, educam os filhos todos os dias, pensando que é possível e normal que mais de metade dos deputados de um parlamento democrático ser constituído por pessoas sem qualquer problema em lidar com a morte dos outros de forma desumana.

3 comentários:


  1. A presente moção apresentada  ao insignificante, politicamente, Parlamento Europeu, ou outras moções piedosamente a aprovar, só aumentaria a garantia de que ali, no limita das águas territoriais, está alguém (oficialmente) à nossa espera, o causaria um ainda maior incremento da invasão descontrolada para uns, controloda por outros. Controlada por outros, impunemente, sabemos quem e porquê. Porquê o P. Europeu não vai directamente à raiz do problema?. Cobardia?



    São vários os poderes em causa envolvidos nestas migrações: Governos nos Países de origem, promotores a todos níveis (alguns insuspeitos mas de facto os financiadores e mandantes), angariadores e fornecedores do serviço, bem intecionadas ONGs, populações locais nos centros de recepção dos migrantes, populações locais para onde esses migrantes são transferidos ... por fim as multiplas entidades políticas Europeias e sobretudo as suas, respectivas, preocupações eleitorais.
    As impotentes libelinhas no Parlamento Europeu estão a ladrar à arvore errada.

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  2. Dado que o Observa Da Cor tem censura,
    venho aqui para o informar que o seu artigo lá publicado é excelente.
    Abraço

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