Bruno de Carvalho não devia menosprezar os comentários de gente insuspeita que se têm publicado na comunicação social a propósito da malfadada entrevista que se autoconcedeu na semana passada ao canal do clube durante quase duas horas e meia. Nesta altura do mandato já duvido que servisse para alguma coisa, mas talvez fosse pedagógico obrigar o presidente a ver integralmente a gravação da sua entrevista. Eu não fui capaz, tive de mudar de canal, muito envergonhado, como se fora eu a fazer aquela figura. Este é um assunto que me incomoda verdadeiramente, que mina o meu orgulho no meu Sporting.
Depois, já sob um prisma mais acima de educação e subtileza, pergunto o que autoriza um presidente que manda construir uma estátua junto ao novo pavilhão, a gravar na pedra uma citação de si próprio se não um egocentrismo desmesurado? Terá Bruno Carvalho receio que os seus sucessores não lhe reconheçam a obra? Não teria sido mais honroso que outros o citassem um dia gratos?
Se é inegável que a gestão de Bruno Carvalho tem alcançado entusiasmantes conquistas para o nosso clube, desde logo a valorização dos activos, a competitividade da equipa principal e a consequente mobilização dos adeptos, tal não deveria autorizar a incontinência verbal do presidente que aparenta laivos patológicos, que muito o fragiliza e desacredita, e espero não chegue ao balneário – principalmente aí era importante que se preservasse a autoridade do seu cargo. Para mais, suspeito que com tanto despautério e fanfarronice, a tolerância dos adeptos em face um hipotético fracasso seja zero. Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?
Publicado originalmente aqui
Tive oportunidade de ver a transmissão da inauguração do Pavilhão João Rocha e fiquei espantado, não só com a citação referida, que prima pela vulgaridade intelectual, mas mais ainda com o comportamento para com o Presidente da Câmara, na qualidade de convidado de honra. Sempre a caminhar na frente, dando beijos e abraços, assinando autógrafos como se se tratasse de uma estrela do áudio-visual, deixando-o mais que uma vez especado à espera, para logo de seguida o deixar de novo para trás, para mais uma sessão de vaidade.Uma vergonha ! Que falta de educação pessoal e cívica. Tem feito muito e deste algum bom trabalho, mas revela traços de intolerância e oportunismo pessoal, que não se podem admitir. Eu não o admito e por isso, em tempo próprio, agirei em conformidade.
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