(...) A função do estandarte nacional é unir os cidadãos em volta de um símbolo imediato e inspirador. Com todo o respeito (dado que a lei pune o desrespeito), a única coisa a que o estandarte local nos inspira é a lamentar o gosto dos consultores de marketing do Partido Republicano, e o azar de o Partido Republicano ter um dia trans- formado Portugal no seu pátio das traseiras. Nações prósperas possuem bandeiras, digamos, bonitas, capazes de suscitar um sentimento de pertença e, dentro do possível, coesão. Ocorrem-me os Estados Unidos, o Japão, o Canadá, Israel, a Inglaterra, a Coreia do Sul e, esticando a corda, o Montenegro, lugares onde a máxima de Kennedy não é mera retórica. Perante a bandeira cá de casa, que sem surpresas gerou imitações no Bangladesh e no Burkina Faso, só apetece perguntar o que é que o nosso país pode fazer por nós. E responder de seguida: mudar a bandeira, pelas alminhas. (...)
Portanto, os nossos monárquicos acham que a coesão nacional se faz com uma bandeira bonita. Monárquicos design... ;)
ResponderEliminarConccordo. aquele escudo dos Braganças não tem pés nem cabeça. E devia estar inclinado.
ResponderEliminar"Perante a bandeira cá de casa, que sem surpresas gerou imitações no Bangladesh e no Burkina Faso, só apetece perguntar o que é que o nosso país pode fazer por nós. E responder de seguida: mudar a bandeira, pelas alminhas."
ResponderEliminar"monárquicos design" lol. Muito fashion. Se os nossos monárquicos querem saber porque é que nunca passarão de um grupo jantarista, a colocar-se em bicos de pés, é colocar os olhos neste texto do Alberto Gonçalves. A República nem precisa de se mexer, com este tipo de mentalidade dos nossos monárquicos.
ResponderEliminarDecidam lá qual é a bandeira que querem. A República já tem uma há cem anos. Vocês ainda não sabem bem qual é que querem. Escolham uma que tenha azul, que é uma cor gira, que dá com tudo.
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