segunda-feira, 24 de junho de 2013

Não vale a pena iludir o essencial, não

Não vale a pena iludir o essencial: no actual estado da arte, a esquerda em Portugal está tão bloqueada como a direita - e está longe de se afirmar como alternativa consistente ao status quo.” Este assomo de realismo pertence a Ana Sá Lopes no editorial de hoje do jornal i, que se entorna às tantas para a questão levantada na entrevista ao Eurodeputado Rui Tavares que defende a criação de novo partido à esquerda “expurgado dos complexos” que conseguisse alianças à esquerda num consequente “corte com a Troika” (leia-se a saída do Euro). Até pode vir a ser uma inevitabilidade, mas não se pode vender como boa a saída do euro cujas consequências são um inferno extremamente difícil de gerir em democracia - uma ideia que por isso mesmo tanto atrai as franjas necrófagas à direita e à esquerda. A solução deste imbróglio não é uma questão de pessoas ou de discurso, é um problema sério para a democracia. O sonho dourado de qualquer revolucionário, nacionalista, marxista ou trotskista.


 

1 comentário:

Quantos são? Quantos são?

Tenho cada vez menos paciência para o jornalismo (onde incluo o comentário, até porque está cada vez mais difícil separar notícia de opinião...