Vi a entrevista de Cavaco Silva e mais alguns comentários que se seguiram. Fico sempre espantado como é que os comentadores conseguem depreender tantas coisas de uma maçada de quase uma hora, em que 75% do tempo é gasto a explicar os limites cargo. O presidente NÃO pode isto, o presidente NÃO deve aquilo, NÃO está na competência do presidente fazer não sei quê, a Constituição NÃO prevê que o presidente intervenha, etc, etc. Com mais de 30 anos de presidentes eleitos em democracia ainda andamos a perder tempo com estes esclarecimentos. O resto da entrevista são prudências e banalidades, num momento em que o País cai todos os dias um pouco mais, sem vislumbrar dias melhores, com um horizonte de pobreza definido pelo PEC até 2013. Ou seja, Cavaco Silva, ao contrário do que aconteceu quando foi primeiro-ministro, aceita tranquilamente que, como presidente, vai deixar o País pior do que quando assumiu o cargo. É isto que se espera de um chefe de Estado? Mais uma vez pergunto: para que serve um presidente da República?
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
No centenário da "Revolução Nacional"
Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...
-
"Desencadeado a 28 de fevereiro por um ataque norte-americano e israelita ao Irão, o conflito alastrou-se a grande parte do Médio Orien...
-
Tem havido, recentemente, alguma discussão sobre a necessidade de transparência a propósito de Aguiar Branco, quer pelo que disse no 25 de ...
-
Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...
Subscrevo.
ResponderEliminarExcelente Duarte! Apoiado.
ResponderEliminarPara Gastar 17 milhões de euros!
ResponderEliminarAlguém conhece um motivo melhor?
Serve para isso mesmo!
ResponderEliminarPara apoiar quem lhe ofereceu a Cadeira Suprema da Cooperação!
Maria da Fonte
Um Presidente da República serve para a sua própria reeleição...
ResponderEliminarIsto chegou a um ponto que apenas a revolta social pode dar alguma espécie de frutos, porque a classe política mergulhou completamente na inanidade da reeleição enquanto s respectivas clientelas aguardam pacientemente!
Pois é, ao menos nas Monarquias os Reis deixam o país sempre melhor que estava quando chegaram ao trono.
ResponderEliminarCaso se recandidate, Fernando Nobre vai obriga-lo a explicar-se muito mais e a ser menos neutro. Nobre vem de fora e vai rasgar.
ResponderEliminarEntendo. Serve portanto para adensar a patetada a que todos os dias se assiste e que caminha para mais uma vitimização de Sócrates.
ResponderEliminarDefende o Duarte Calvão que as bombas se devem desarmar agitando-as.
Que esperavam de um teórico?
ResponderEliminarNaturalmente que o «Não pode fazer isto ou aquilo» sequer devia fazer parte do discurso. Devia ser um discurso pela positiva, de esperança, de motivação.
Chegou ao cargo que tem, pensa que é único no seu trajecto e que tudo o que diz é fonte de sabedoria. Mas: com os «remates» inteligerdas da tia cavaca, então ninguém pára o «casal maravilha».
Não perco tempo cm saloiada académica, que de tão inteligerda pôs o País na porcaria em que está, escondendo-se em alegados limites constitucionais. Aliás foram os economistas e gestores como ele que deixaram «isto» no estado em que está.
Na verdade, com tantos «inteligentes políticos neste País, como se tira dos seus palreios, e tantos advogadozecos «brilhantes» de coutada, que chamam «estúpido» «a isto e àquilo», que se movem alucinadamente em feiras de vaidades «interdevedoras», e que até fazem providências cautelares, eu só lanço uma pequena dica: ainda ninguém se lembrou de pôr uma providência cautelar contra a gestão pulhítica deste país, indiciada pelos sucessivos escândalos destes proliticos e porlíticos, que trouxeram o caos e a desconfiança e descontentamento generalizado aos cidadãos?! Aqui é preciso naturalmente atentar no significado «União», «Patriotismo», «Nação»...quem sabe um «scolari» dá uma ajuda e leva os portugueses a comprarem bandeiras e outros e a reunirem-se no Marquês de Pombal...
Adorava pegar num dos microfones da AR, sabem, aqueles que os ilustres deputerdas manuseiam, como se estivessem em palco ( e até que estão) e dizer o mais elegante, pausada e serenamente o seguinte: «Vão à MERDA e quedem-se por lá. O caminho já o conhecem, porque foram vocês que o construíram. Não precisam, por isso, de orientação»
Mas... é claro, quão deselegante a palavra, não é? Parece mal...só que quem não percebe abstencionismo, descontentamento, nem a merda que faz, quem sabe precisa de ser acordado com um outdoor nacional mandando a gestão pulhítica portuguesa à MERDA?
Puseram-nos nela, não foi? Acompanhem-nos, que gostamos de companhia.
Ainda formo uma associação e promovo a distribuição de toalhetes com perfume neutro para limpar o cheiro a rosa podre, laranja podre, louçanista ( não sei bem qual é o cheiro destes) e outros da «panela» do arco do poder.
Educadinha
CAVACO O PADRINHO DA MÁFIA
ResponderEliminarps. Educadinha, venha daí esse autdoor, vamos fazer uma vaquinha.
Entrevistas bestialmente entusiasmantes dá Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança.
ResponderEliminar
ResponderEliminarBem...bestial, bestial mesmo, e mais ainda quando enche a boca de bolo rei e lança gafanhotos para os jornalistas, só mesmo o grande Cavaco.
Lembro-me do dia em que ele foi eleito...Lá estava ele rodeado da família, filhos, genro,netinhos e tudo, compondo um cenário copiado dos americanos ( ou de outros) ....em jeito de família unida, a primeira família nacional do país.
Lá na aldeia devem todos ter lançado foguetes...aquilo sim... é um homem de sucesso, mesmo arquivando a resolução dos problemas no «não sei como resolver».
E a Tia cavaca, essa então, com a malinha ao ombro, como se estivesse na paragem do autocarro, e o seu «coûtume» haute couture de modista de bairro, encantada a olhar para o seu Aníbal. É o maior!
Fiquei emocionada; Mas mais emocionada fiquei quando vi a tia Cavaco a tentar fazer gracinhas com um chapéuzito de Macau e a meter-se com a câmara da TV ...há uns tempos atras...não sei se era a personalidade ministro. Aí eu pensei, que ela era completa, queria agradar à população. A sofisticação de tanta elegância e à - vontade «cavaquiano» já a levou junto de Sofia de Espanha, que sorriu condescendentemente com a postura «miúda» (de arraia, entenda-se) da la première dame portugaise...Noblesse oblige, évidémment.
Educadinha
Lamentavelmente, não tive tempo para ouvir ontem o sr. almirante.
ResponderEliminarEsta é a segunda vez que não o ouço, depois da primeira em que não o ouvi.
Deixe-me aproveitar o seu comentário para expor esta ideia que, a meu ver, marca a diferença.
ResponderEliminarSe a entrevista fosse feita a um Rei, enquanto Chefe de estado, nunca seria conduzida desta maneira - nem pelo entrevistador, nem pelo entrevistado.
É que subjacente a todo o «interrogatório» a que cavaco foi submetido, estava o objectivo de explorar, esmiuçar, as suas relações com o 1º Ministro.
Porquê?.
Muito simplesmente porque o PR vem da área do PSD, o 1ºM da do PS.
O que foi tentado até à exaustão, nesta entrevista, foi pôr a nu conflitos institucionais, preferências ou apadrinhamentos partidários, enfim, o escândalo ou o «caso» político.
Neste sentido, há que reconhecer que Cavaco se defendeu muito bem. Como? Agarrando-se ao preceituado constitucional. Se sai daí, amanhã quantos não lhe cairiam em cima, ou por esta ou por aquela razão.
É a República.
Em similar entrevista ao Rei, não havia espaço nas entrelinhas para o conflito Governo/Oposição. E, então, a entrevista decorreria inteiramente sobre temas de interesse nacional (em que eventuais criticas não seriam encaradas na lógica partidária). O Chefe de Estado (Rei) poderia à vontade dirigir-se à Nação - e comentar sem receios todos os problemas que afligem os nacionais.
Coisa que Cavaco só fez - e muito bem - quando frisou estar particularmente preocupado com o desemprego.
Mas é natural que o patriota Alegre surja por ai, um destes dias, dizendo que os números não são tudo. O que faz falta - repetindo-se o poeta - é a Cultura...
Para que serve? Estou aqui há uma boa meia hora a pôr todos os neurónios a funcionar, e só me sai esta resposta: para estar lá uns anos a gastar o nosso dinheiro, e depois juntar-se aos que o antecederam e, como eles, continuarem a gastar o nosso dinheiro.
ResponderEliminarAs sondagens que dessem o resultado inequívoco de derrota do PS em eleições e logo veríamos outro Cavaco. O povo quer um cordeiro e tem um cordeiro. E quer um aldrabão com boa figura no Governo e tem um aldrabão com boa figura no Governo.
ResponderEliminarSERVE PARA ISTO...
ResponderEliminarOrçamento do Estado do Reino de Portugal para 1910
Dotação da Família Real:
501 000$000
(Quinhentos e um milhões de reis - Quinhentos e um contos - Dois mil, quatrocentos e noventa e oito euros e noventa e oito cêntimos 2.498,98€)
Fonte: Ministério das Finanças da República Portuguesa
A dotação da família real pagava os salários da família, os salários de cerca de 250 pessoas da Corte, as visitas de Estado e a manutenção dos Palácios da Ajuda, das Necessidades, de Belém, do Palácio da Vila em Sintra e do Palácio Real de Mafra.
Nota: Os Palácios de Vila Viçosa, das Carrancas no Porto e o Castelo da Pena em Sintra eram propriedade privada da Família Bragança e suas despesas não eram cobertas pelo erário público.
Se estivéssemos hoje em Monarquia, o valor actual (2010) da dotação da Família Real e apenas no caso de fazermos a correspondência directa entre a situação de 1910 e a actual:
10.528.177,09 €
(Dez milhões, Quinhentos e Vinte e Oito mil, cento e Setenta e Sete Euros e Nove Cêntimos)
O Método de cálculo do valor actual foi realizado, usando os coeficientes de actualização oficiais, publicados na Portaria n.º 772/2009 de 21 de Julho - Ministério das Finanças e da Administração Pública.
Orçamento de Estado da República Portuguesa 2010
Despesas orçamentadas da Presidência da República:
17.464.000,00 €
(Dezassete milhões, quatrocentos e sessenta e quatro mil euros)
Fonte: Governo da República Portuguesa
As despesas são, salvo erro, relativas ao salário do Presidente, salários de todos os seus assessores e restante pessoal, visitas de Estado e a manutenção do palácio de Belém. Nebulosa, fica a questão dos ex-presidentes com os seus "gabinetes", respectivas frotas automóveis e staff.
Resumindo e concluindo: a República custa aos Portugueses de 2010, mais 68,88% que a Monarquia custava aos Portugueses de 1910.
O quê? Está dizer que o Sócrates tem boa figura?!
ResponderEliminarEducadinha
Eu acho que sim, Educadinha, mas não tenho autoridade na matéria - nem pretendo ter. E o meu juízo nisto não é seguro: olhando-me ao espelho não gosto do que vejo mas umas quantas mulheres na minha vida não são da mesma opinião.
ResponderEliminarEpá são uma cambada que roubalheiras
ResponderEliminar