sexta-feira, 12 de março de 2010

O português profundo

Já por diversas vezes reparei quando venho na bicha da auto-estrada do Estoril para Lisboa nos muitos condutores que, para ultrapassarem uns quantos automóveis, metem para dentro da bomba de gasolina de Carcavelos onde aceleram a fundo naqueles cerca de duzentos metros. Igual patranha é frequente ali ao lado na Marginal, por altura dos semáforos da Parede em direcção a Lisboa, onde os chicos espertos contornam o cruzamento, guinando em direcção ao parque de estacionamento da praia, para apanhar a estrada uns metros à frente no perigoso entroncamento.


São estes e muitos outros exemplos da arreigada grosseria indígena que me levam a descrer profundamente na maturidade dos portugueses em geral e no futuro de Portugal em particular. Afinal é desta cruel realidade sociológica que emergem os diversos poderes que passamos a vida a verberar. Afinal, mais do que termos aquilo que merecemos, somos aquilo que somos. Uns inabaláveis burgessos.


 

4 comentários:

  1. Pobre país que tais Fangios tem...

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  2. E ir tudo na faixa da esquerda a 100 enquanto a faixa do meio e da direita não tem ninguém ? ;>

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  3. Uma situação corrente quando há várias filas circulando mais ou menos à mesma velocidade (normalmente relativamente baixa) é haver uns cromos que mudam constantemente de fila, fazendo tangentes e metendo-se com desfaçatez à frente de quem circula na fila para que mudam, isto mal lhes parece que esta está a andar mais depressa.

    São de uma idiotice a toda a prova e ganham (quando ganham) uma meia dúzia de segundos.

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  4. Marquesa de Carabás12 de março de 2010 às 23:28

    Infelizmente cada vez se conduz pior.
    O civismo é nenhum.
    As pessoas esquecem-se que estão a por a vida dos outros e a sua própria em risco.
    Mas não é só em Portugal que isso se verifica.
    O stress e a pressão quotidiana sobre as pessoas e famílias penso que também são responsaveis por esta situação.
    Temos os melhores carros de sempre, computadores, máquinas para tudo mas infelizmente, cada vez temos menos, um bem essencial: tempo


    Cumprimentos,



    Marquesa de Carabás

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