(...) O problema, o problema... é que a família, e a sua cultura, dizem respeito a níveis infrapolíticos da existência social. Não pretendo fazer aqui nenhuma destituição do estatuto da família, ao caracterizá-la assim. Não há aqui réstea de ideia de que a família é um dado de natureza biológica, ou coisa parecida. Antes pelo contrário: a família é para ser sagrada, ou então... Não creio que exija grande perspicácia nas correlações verificar que a decadência da família e a decadência da observância religiosa andaram de mãos dadas neste Ocidente em queda. Quero apenas sublinhar que a ideia de que o político pode (re-)instituir aquilo que ele pressupõe, ou seja, um povo, cuja célula essencial é a família, parece-me uma ideia um pouco quimérica, muito moderna, demasiado moderna. Vã.
Jorge Costa - obrigatório ler tudo aqui
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