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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Regicídio

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“O significado da opção entre a monarquia e a república em 1910? Não era a opção entre monarquia e democracia. Nem a monarquia constitucional nem a república contaram com uma massa de cidadãos independentes, capazes de serem o árbitro da luta pelo poder. A diferença estava em que, na monarquia, havia um instrumento, que era o rei, para operar a alternância pacífica no governo entre os partidos, e que na república deixou de haver esse instrumento. Por isso, a Primeira República portuguesa, depois de 1910, foi um regime dominado por um partido – o Partido Democrático — que nunca saiu pacificamente do poder. Em 1913, aliás, para melhor controlar as eleições, o Partido Democrático restringiu o direito de voto da população, fazendo a percentagem de cidadãos com direito de voto descer de 75% para 30%. Em Portugal, o fim da monarquia constitucional representou assim, no princípio do século XX, um enorme recuo da democracia, não só no que diz ao número de eleitores, mas na possibilidade de alternância de partidos no governo por meios pacíficos. Pode-se dizer que a morte de D. Carlos abriu o caminho para o autoritarismo em Portugal.”


Rui Ramos, Observador (01/02/2018)

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Homanagem a Rei D. Carlos e ao Príncipe D. Luiz Filipe

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O assassinato do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luiz Filipe em 1908 foi um dos acontecimentos mais perturbadores e fracturantes na História de Portugal, cujas repercussões nos chegam até hoje e nos exigem a persistência de uma condigna homenagem anual pelas almas dos dois augustos mártires.


Participe na Missa de Sufrágio, junte-se à Família Real Portuguesa, logo ao final da tarde na Igreja de São Vicente de Fora.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Não esqueceremos!



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Este é o último retrato da Família Real antes do fatídico atentado, tirado a 27 de janeiro de 1908.


Logo mais, às 19:00hs na Igreja de São Vicente de Fora reza-se Missa de Sufrágio com a presença dos Duques de Bragança. Não falte!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Não esqueceremos

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O hediondo assassinato do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luiz Filipe em 1908 foi um evento por demais perturbador e fracturante na História de Portugal, cujas repercussões nos chegam até hoje e nos exigem a persistência de uma condigna homenagem anual pelas almas dos dois augustos mártires, desagravo que a Real Associação de Lisboa, de há muitos anos, promove a cada 1º de Fevereiro na Igreja de São Vicente de Fora, paredes meias com o Panteão da Dinastia de Bragança. A evocação em forma de Missa Solene terá lugar logo às 19.00hs e contará como habitualmente com a presença da Família Real Portuguesa.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A morte de D. Carlos abriu o caminho para o autoritarismo em Portugal

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(...) Em suma, D. Carlos não foi rei de um regime condenado, mas de um regime que, devido à história portuguesa no século XIX, dependia inteiramente da habilidade e da sorte do rei para levar a classe política a aceitar a disciplina e os compromissos necessários para tornar possível o governo constitucional. D. Carlos, que era realista e prudente, mostrou quase sempre habilidade, mas no fim faltou-lhe sorte. É muito provável que, não tivesse morrido em 1908, a monarquia tivesse durado, porque a sua queda se deve em parte à política da rainha viúva e de D. Manuel.


Finalmente, qual o significado da opção entre a monarquia e a república em 1910? Não era a opção entre monarquia e democracia. Nem a monarquia constitucional nem a república contaram com uma massa de cidadãos independentes, capazes de serem o árbitro da luta pelo poder. A diferença estava em que, na monarquia, havia um instrumento, que era o rei, para operar a alternância pacífica no governo entre os partidos, e que na república deixou de haver esse instrumento. Por isso, a Primeira República portuguesa, depois de 1910, foi um regime dominado por um partido – o Partido Democrático — que nunca saiu pacificamente do poder. Em 1913, aliás, para melhor controlar as eleições, o Partido Democrático restringiu o direito de voto da população, fazendo a percentagem de cidadãos com direito de voto descer de 75% para 30%.


Em Portugal, o fim da monarquia constitucional representou assim, no princípio do século XX, um enorme recuo da democracia, não só no que diz ao número de eleitores, mas na possibilidade de alternância de partidos no governo por meios pacíficos. Pode-se dizer que a morte de D. Carlos abriu o caminho para o autoritarismo em Portugal.


 


Rui Ramos  "D. Carlos e o Fim da Monarquia em Portugal" a ler na integra aqui

domingo, 28 de janeiro de 2018

Regicídio 110 anos

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Junte-se à Família Real Portuguesa no próximo dia 1 de Fevereiro
na Igreja de São Vicente de Fora às 19,00hs para uma homenagem
ao Rei Dom Carlos e ao Príncipe Dom Luiz Filipe
que há 110 anos tombaram tragicamente pela pátria.


 


O acto fundador da República consistiu em dois crimes de sangue impunemente perpetrados contra as pessoas dos mais altos representantes do Estado português.


Muito antes do fatal desenlace que mergulharia Portugal no caos, numa escusada série de violências, abusos e na total e reconhecida inépcia no exercício do governo deste país, os republicanos souberam aproveitar o regime de liberdades públicas existentes na nossa terra, liberdades essas garantidas pela Carta Constitucional e pela instituição que  superiormente representava o Estado: a Coroa


Se numa fase inicial desta República brutalmente implantada, os seus responsáveis prodigamente se vangloriaram do Regicídio, inadvertidamente também deram a conhecer ao mundo quem afinal eram os novos senhores do poder em Portugal. Os desastres que os acontecimentos de 1908 e 1910 despoletaram na nossa sociedade, foram por si suficientes para uma decidida e bastante oficial política de forçado esquecimento do acto primordial da fundação do regime de 5 de Outubro de 1910. O Regicídio foi deliberadamente apagado da memória, o seu Processo Legal escandalosamente desapareceu, mercê da intervenção dos detentores do poder ilegitimamente tomado pela força dos tiros da artilharia, assassinatos indiscriminados, repressão sindical e da imprensa. Durante quatro gerações, os donos das três Repúblicas ingloriamente tentaram apontar outros responsáveis por um acto do qual eles e apenas eles foram os beneficiários morais e materiais.


Com o assassinato do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe, os republicanos  desferiram o penúltimo golpe que despojaria Portugal da sua normal evolução para uma sociedade ainda mais livre e progressiva. Apesar dos rotineiros contratempos políticos propiciados por um regime fortemente parlamentar já bem enraizado, o nosso país beneficiou de décadas de progresso material e intelectual. Durante a Monarquia Constitucional, Portugal integrou-se plenamente naquilo a que à época era a Europa do liberalismo oitocentista. Os avanços materiais foram evidentes e sem paralelo na nossa história, o país modernizou as suas infraestruturas e integrou-se no comércio  mundial.  O período monárquico constitucional foi um alfobre de grandes nomes da nossa cultura e também garantiu a nossa futura presença em todo o mundo, participando Portugal na delimitação de esferas de influência que muitas décadas mais tarde dariam origem à Comunidade de Países de Língua Portuguesa.


O Rei D. Carlos foi um dos maiores entre os grandes da nossa História. Culto e aberto àquilo que a seu tempo eram as novidades da ciência e das artes, mereceu o respeito politico e pessoal dos seus contemporâneos estrangeiros, enquanto em Portugal enfrentava só e indefeso, as contingências impostas pelo próprio regime de liberdades que não o soube proteger de afrontas, esmagadoras calúnias  e na fase final do seu reinado, da conspiração subversiva que não apenas fez ilegalmente tombar o trono, como também irremediavelmente ditaria o catastrófico século XX que o povo português  resignadamente sofreu.


Quiseram os assassinos abater o monarca que por sinal, era um homem bom e generoso. Procurando eliminar toda a Família Real, julgavam poder obliterar oito séculos de uma história ininterrupta. Não o conseguiram e cento e cinco anos decorridos após o crime que de forma indelével enodoa o regime a que ainda hoje todos nos submetemos,  já se adivinha o total alijar da canga imposta pelo silêncio que viu na ignorância das gentes, a suprema garantia de um poder prepotente e sem peias.


O ajuste de contas chegará, já não existe qualquer dúvida. Não virá de um outro acto violento que imponha a vontade de uma minoria, pois esse acerto de contas com a História já começou. D. Carlos e os seus encontram-se hoje perfeitamente reabilitados. O estudo que propicia o conhecimento da verdade já não conhece obstáculos e são precisamente os mais jovens quem decidida e porfiadamente tem quebrado as grilhetas do preconceito, da mentira e da despudorada prepotência que tem humilhado e menorizado Portugal.


Uma vez mais, o Regicídio não foi esquecido. Jamais o será.


 


Nuno Castelo Branco

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Não esqueceremos!

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 Hoje dia 1 de Fevereiro pelas 19,00hs a Real Associação de Lisboa cumpre o seu dever de memória mandando celebrar Missa de Sufrágio pelas almas do Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luís Filipe.
O piedoso acto terá lugar na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, e será presidido por Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa. Finda a celebração, será feita a habitual romagem ao Panteão Real com a presença dos Duques de Bragança.

domingo, 24 de maio de 2015

Ainda a jhiad de José Alberto Carvalho

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 (...) E mesmo a exploração de crimes recentes é preferível à exaltação de crimes remotos, ou a José Alberto Carvalho, em directo do Museu dos Coches, a lembrar o regicídio ("uma data considerada funesta para os monárquicos"), a evocar com carinho a memória do Buíça e a constatar, com certo pasmo, que "mais de um século depois estes princípios republicanos ou de humanidade são ainda objecto de debate". Se os princípios eram a herança francesa do terror, é melhor não conhecer os fins. Já o fim do jornalismo, pelo andar da carruagem (ou do coche, caso apreciem trocadilhos), não deverá andar longe disto.



Alberto Gonçalves hoje no DN

domingo, 1 de fevereiro de 2015

1 de Fevereiro 1908 - 2015

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Não esqueceremos os mártires da nossa Pátria. Logo às 17h00m, Missa de Sufrágio por Alma de Sua Majestade El-Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe, na Igreja de São Vicente de Fora, Lisboa.


No resto do País.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Regicídio


 


Mais informações aqui


 


Foi num dia como o de hoje, mas de 1908, que o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe foram assassinados em pleno Terreiro do Paço, na presença da Rainha D. Amélia e do filho mais novo do casal, D. Manuel II, até à data o último Rei de Portugal.


A tragédia, que também vitimou um transeunte e dois regicidas, é um episódio inédito na história de Portugal. Alguns historiadores entendem que este crime precipitou o fim da monarquia e a implantação de um novo regime, dois anos e meio depois.


A primeira República foi também um tempo de grandes perturbações sociais: Sidónio Pais, o Presidente-Rei, foi morto em 1918, um ano depois da sua eleição presidencial. A instabilidade política e social só foi definitivamente ultrapassada com a instauração do Estado Novo, embora com a drástica supressão de alguns direitos políticos dos cidadãos.


É verdade que o 25 de Abril pôs termo, pacificamente, a esse regime autoritário, embora as vítimas do processo de descolonização não possam ser excluídas dessa contabilidade. Posteriormente, a aprendizagem da democracia, depois de ultrapassado o perigo de uma ditadura marxista, também não foi isenta de violentas tensões.


São conhecidos os nossos brandos costumes cristãos, mas na natureza de todos os povos há sementes de violência que, em qualquer momento, podem desabrochar. A recordação do holocausto é pedagógica para todos os homens de todos os tempos, sobretudo porque o horror dessa tirania ocorreu, por via democrática, no país mais desenvolvido da Europa.


A lembrança do regicídio e a memória dos mártires da pátria é necessária para a cultura da liberdade. Que o sangue inocente dos que tombaram por Portugal seja, para as gerações vindouras, uma séria advertência sobre os perigos do fundamentalismo e da intolerância e um chamamento para a construção da democracia e da paz.     


 


 Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada Hoje no Jornal i

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dizer presente!


 


Na próxima 3ª feira dia 1 de Fevereiro pelas 19h00, na Igreja de Nossa Senhora da Encarnação ao Chiado, será celebrada missa em memória do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe homenageando-se o seu sacrifício ao serviço da Pátria há 103 anos. A Real Associação de Lisboa apela à presença de todos neste tributo que contará com a presença da família Real. Um povo sem memória é um povo sem futuro.

A ignorância é tão atrevida...

É absolutamente espantoso André Ventura ter usado ontem, no debate da sua Moção de Censura, como “bom exemplo” a Revolução Puritana de Olive...