Mostrar mensagens com a etiqueta politica-psd. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta politica-psd. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A coragem de Manuela


Numa época de assumpção plena do relativismo dos valores fundadores da nossa sociedade, sempre em benefício do imediato interesse do mais forte, o casamento civil vem sendo progressivamente esvaziado dos seus frágeis fundamentos. Transformado num precário acto burocrático e muitas vezes pretexto para burlescos regabofes à moda de Las Vegas, decadentes  exibições de intemperança, a admissão de pares do mesmo sexo na mesma caldeirada será a prazo a machadada fatal na instituição. Assim se vai afirmando ao mundo o Ocidente, berço da civilização, hoje terra da opulência e da ganância, cada vez mais agrilhoada a um decadente hedonismo.  


Porque não acredito na inevitabilidade dum caminho para a História, porque não creio que o progresso tenha um sentido obrigatório, acho importante a assumpção do contraditório face ao progressivo pensamento único instalado nas nossas pseudo-elites. Assim, considero que Manuela Ferreira Leite foi corajosa ao afirmar claramente as suas reservas quanto ao casamento entre homossexuais. MFL exprime e reflecte uma opinião legítima que é partilhada por muitos portugueses ainda não subjugados à propaganda da moderna inquisição.

De resto, insisto que o respeito pelas pessoas e suas diferenças é antes de mais um acto concreto da relação. É uma aprendizagem de berço e não é legislável.

 

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ao (bom) gosto do nosso Duarte Calvão

Manuela Ferreira Leite não é uma personagem excepcional. Não "transmite energia", não traduz os clássicos, não tem ideias geniais. Ainda bem.

MFL foi convencidapor personalidades notáveis que na hora certa não a deixarão sozinha. Nessa altura poderá apresentar uma equipa governativa repleta de especialistas das mais variadas áreas. O que é preciso é um rosto decente sem ambições cósmicas; o que é preciso é trabalho de equipa e não um chefe iluminado entretido por uma cáfila de secretários obedientes.


 


Filipe Nunes Vicente no Mar Salgado

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Há vida para além do PSD

Já esgotei a minha paciência de cidadão responsável para a novela das “directas” social democratas, agora aguardo serenamente pelos capítulos finais. O Francisco Almeida Leite que me perdoe, mas no DN já só leio as gordas (e os subtítulos, não vá escapar-me algum acontecimento relevante). O nosso Pedro Correia que desfrute esta oportunidade dourada para exercer o seu ódio de estimação ao PSD, que eu já não quero mais saber. Fascina-me a disputa politica, mas a partir de um certo nível da sua orgânica, se as questiúnculas não envolvem directamente os meus afectos, passam a constituir apenas ruído de fundo. Se acontecer qualquer coisa mesmo importante, eu vou dar por isso, tenho a certeza.

Entretanto temos aí uma galopante crise na economia mundial, que deveria estar já a alterar a escala das nossas preocupações.

A ignorância é tão atrevida...

É absolutamente espantoso André Ventura ter usado ontem, no debate da sua Moção de Censura, como “bom exemplo” a Revolução Puritana de Olive...