Mostrar mensagens com a etiqueta política - psd. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta política - psd. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A talho de foice (em seara alheia)


 


O fenómeno da conflituosidade e anticorpos granjeados por Pedro Passos Coelho na sua a longa e fratricida batalha pela liderança laranja, atingiu hoje níveis verdadeiramente fracturantes dentro do partido. Em resultado disso estão definitivamente comprometidos os intentos desta candidatura, ou no caso contrário, se for eleito líder da oposição, suspeito que assistiremos a uma sangria de quadros e dirigentes jamais vista, que remeterão o PSD para um plano de menoridade política em favor do CDS ou de novos projectos reformadores que surjam à sua direita.


De resto, confrontado com a crise no capitalismo mundial e com uma estrutura económica cristalizada numa extrema dependência na despesa pública, Pedro Passos Coelho há muito deixou cair a bandeira do liberalismo e parece que vai cedendo à quimera dum bloco central como bóia de salvação, não do país que já deu tudo para esse peditório, mas dum discurso esvaziado de ideias. 


 

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Santana Lopes: o antídoto da esperança


Carregado de razão está Pacheco Pereira ao clamar contra a escolha no PSD de Pedro Santana Lopes para candidato à Camara Municipal de Lisboa. Com mais ou menos justiça, mais ou menos inabilidade, Santana Lopes foi a face visível dos mais patéticos momentos da política nacional dos últimos trinta anos. Tendencialmente apreciado pelo jornalismo estabelecido, suspeito que também o é secretamente pelos adversários à esquerda, na expectativa dum caminho fácil rumo aos seus objectivos.


Com a Câmara Municipal de Lisboa em profunda crise, da qual nenhum dos partidos tem as mãos limpas, as eleições que se avizinham apresentam-se como uma oportunidade clara para uma desforra à direita. Assim, sendo estas uma das mais importantes eleições do regime, as candidaturas à presidência da CML deveriam ser levadas a sério pelos partidos da oposição, com escolhas de primeira linha, descomprometidas e de cadastro limpo. Com  autoridade para reclamar uma vida nova na gestão da capital do país. Se é que isso ainda é possível.

A ignorância é tão atrevida...

É absolutamente espantoso André Ventura ter usado ontem, no debate da sua Moção de Censura, como “bom exemplo” a Revolução Puritana de Olive...