quarta-feira, 18 de março de 2026

Uma grande abertura, convenhamos...

Na semana passada, a esquerda queixou-se pela primeira vez de ver alguém sair, e não de entrar, no Aljube: parece-nos um progresso social relativamente unânime, que só o pessimismo dos tempos impede de celebrar; quase ao mesmo tempo, o mais magrittiano dos teatros lisboetas – que se chama do Bairro Alto, mas é no Rato – também mudou de director e as pateadas ecoaram pela internet fora.


Tudo isto é triste, sobretudo para quem perde o emprego ou vê interrompida uma ambição legítima para um espaço, mas é sobretudo deprimente. A depressão não vem de assistir a adultos, de joelhos a bater no queixo, sentados no cavalinho, a brigarem pela vez no carrossel das nomeações; vem, sobretudo, porque é só isto – já acabou. (...)


Continuar a ler a crónica de Carlos Maria Bobone  "A última comunista no Aljube" aqui

11 comentários:

  1. Parece-me ter lido que nos últimos anos, o referido Museu registou um  simpático número de visitantes, na ordem dos 270 mil.


    Mas logo a seguir lê-se que a referida Instituição promove activamente, visitas de grupos de Estudantes.


    Por outras palavras, há um Programa de Angariação de visitantes que presumo, não têm voto na matéria; os meninos vão e prontos !!


    A pergunta é; se queriam botar figura porque não pararam no número de visitantes, abstendo-se de explicar como o conseguiam ??

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  2. Essa rato , directora de museu, que afirmava desconhecer o "Arquipélago do Gulag"...
    Personagem sórdida, que só um "governo" de sordidez ainda maior promoveu a semelhante lugar...
    O "capo" dessa quadrilha faz agora não sei de quê algures pela "europa"...
    E os "amaricanos" é que são obtusos...
    Juromeenha

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  3. Comenta-se o post ou o excerto do artigo da Bobone? Comenta-se o artigo da Bobone ou o embevecimento do autor do post pela dita? Em tempos de guerra, a geografia das opiniões  ganha escala. 
    Espero que não caia nenhum míssil no Aljube, porque quiseram decapitar a Rato, nem no Teatro do Bairro Alto porque apontaram ao Rato. 

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  4. Isso é feito, creio eu, por quase todos os museus em Portugal. O Museu do Aljube é somente um de entre muitos museus que organiza visitas de escolas, dessa forma angariando ativamente visitantes.
    Se é para condenar o Museu do Aljube por fazer isso, então condene-se igualmente todos os outros museus que o fazem.

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  5. Também sobre o mesmo assunto:


    https://www.youtube.com/watch?v=EmKaPce568U 

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  6. Na verdade o Museu não foi criticado por angariar Visitantes, é inteiramente verdade que muitos o fazem, mas por referir o Número de visitantes como troféu e subliminarmente mérito próprio sem mais.





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  7. O "desconhecimento" é um estado de negação, que defende a consciência de uma verdade ou realidade capaz de desestabilizar ou destruir o seu equilíbrio.


    É uma defesa contra o abismo e o caos.


    Num certo sentido, ironia das coisas,  uma maneira burguesa de escapar aos factos

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  8. E de certa forma é mérito próprio. Significa que o Museu se pronoveu junto das escolas de forma adequada. Havendo em Lisboa dezenas de museus, se uma escola decide visitar o Museu do Aljube em vez de visitar outro qualquer, isso refletirá provavelmente algum mérito desse museu na sua divulgação e também no fornecimento de boas condições aos visitantes.

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  9. Para uma pessoa ser boa diretora do Museu do Aljube não necessita de saber sobre as prisões políticas que houve noutros países. Não é função do Museu do Aljube ensinar às pessoas que essa prisão era pior ou menos má do que as prisões que houve noutras ditaduras.
    Segundo ouço dizer, Rita Rato fez um excelente trabalho no Museu do Aljube, satisfazendo os objetivos que se propôs ou lhe propuseram. Isso é que interessa, acho eu. O conhecimento ou as opiniões que ela tenha sobre o GULAG, ou as opções políticas dela, são irrelevantes para avaliar se ela deve continuar à frente do Museu ou não.

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  10. As pessoas queixam-se de que os governos colocam os seus "boys" e "girls" em todos os lugares que podem mas depois, como se observa nesta discussão sobre Rita Rato, o que desejam é que se faça precisamente isso: que se coloque nos lugares que se possa as pessoas que têm as opiniões políticas que se prefere.
    Em vez de discutirem a qualidade do trabalho de Rita Rato como diretora do Museu do Aljube, discutem as opiniões políticas dela, precisamente porque acham que isso é que importa para saber se se deve renovar o contrato dela ou não.

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  11. Lá haver dezenas de Museus é bem capaz.


    Mas se o caro Balio colocar a si próprio a questão de porque a Escola ir ver a "Resistência" e não o Museu da Marinha, atenta a questão da importância relativa e aprendizagem potencial, em cada um logo verá que há mouro na costa.

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