Não conheço José Teixeira de lado nenhum a não ser do Facebook, onde verifiquei que temos proximidades várias, como a de não nos importarmos de ver o Notting Hill vezes sem conta.
E o interesse por Moçambique, também.
O texto de que transcrevo apenas um parágrafo vale todo ele a pena.
Quer pelo que diz, quer pela demonstração de que, aos poucos (e nem falo de revistas como a Crítica XXI), os intelectuais não alinhados com a vontade de salvar o mundo, mesmo que pela força, começam a ter direito de cidade.
contento-me com direito de aldeia
ResponderEliminarapesar de ter frequentado: Complutense, École Normal, La Sapienza
ResponderEliminarNo seu discurso, Chiziane identificou a palavra "catinga" como sendo uma das que necessita de ser erradicada da língua portuguesa, por alegadamente essa palavra ser racista.
Não sei se Chiziane estará consciente de que 90% dos portugueses de Portugal (eu sou um deles) não faz ideia do que signifique "catinga" e jamais ouviu essa palavra pronunciada, e leu-a quando muito uma ou duas vezes. A palavra "catinga" não precisa de ser erradicada: ela já foi erradicada.
É como a palavra "judiaria", que radicaria no antigo antissemitismo português, mas que atualmente pura e simplesmente já não existe - a não ser nos textos literários de alguns autores de séculos passados. Pois se a imensa maioria do povo português nem sabe o que é um judeu....
ResponderEliminar"apoiar o ensino em línguas nacionais, [...] combatendo o glotocídio"
Esta é uma ideia bonita, mas duvido que possa funcionar durante muito tempo. Na prática, as pessoas de um país africano típico (digamos, Moçambique ou Angola) teriam que aprender três línguas: a língua da sua região ou do seu povo, o português, e o inglês. O que é areia de mais para a camioneta da maioria das pessoas e para a generalidade dos sistemas de ensino. Mesmo em países europeus, o ensino de três línguas tem tendência a desaparecer ou a ser muito limitado.
Olha, eu sei... também sei o que é uma palhota. E ter um olho no burro e outro no cigano.
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ResponderEliminarO iluminado do Luís Lavoura não usa a palavra catinga e, portantos, elimine-se a dita por, talvez, cheirar mal.
Anoso também é palavra que muitos Luizes Lavoiras desconhecem o significado e nunca utilizaram, logo eutanasie-se a desgraçada.
O Luís Lavoura não é anoso, mas catinga é muitas vezes!
"Anoso"? Ou asnoso?
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ResponderEliminar"O tempora! O mores!"
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ResponderEliminarEu não falo por mim. Eu escrevi que a maioria das pessoas que aprende na escola três línguas fica a falar e compreender mal uma ou ambas as línguas estrangeiras que nominalmente aprendeu.
Temos que ter um sistema de ensino que se adapte à maioria das crianças, e não somente a uma minoria de crianças especialmente interessadas e trabalhadoras.
Temos também que ter em conta os recursos limitados de um país pobre. Ensinar três línguas exige muitos professores.
Exacto. O elogio da mediocridade.
ResponderEliminarAplicar a todas as disciplinas. Para quê tentar um ensino mais exigente...
Poucos sabem, mas eu consigo cerrar cabos
ResponderEliminarTermine-se a judiaria mas não deixem cair a cerra.
In a time of universal deceit telling the truth is an revolutionary act. George Orwell
ResponderEliminarParece que a disciplina de "cidadania" vai exigir (devido à lei que passou no parlamento dias antes do 25 de lulas) mais profs com mestrado em trans-multi-coiso e tal.
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