
Por acaso, nesse dia, a essa hora, não posso ir assistir, mas como o assunto me interessa, naturalmente fui procurar saber mais informação, nomeadamente sobre esta investigadora que falará sobre "Paisagens em ruínas e a monocultura do eucalipto".
Trata-se de uma investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, antropóloga, com trabalho que se relaciona com os seus "interesses de pesquisa Etnologia Indígena, os estudos ameríndios (principalmente Tupi), pessoa, parentesco e género, experiência vivida e suas historicidades", mas que também desde "2012 desenvolve pesquisa entre os Fataluku em Timor-Leste (região de Lautem), sobre reconfigurações das territorialidades e historicidade".
Resumindo, "A diversidade de formas de associação à terra e paisagem são os temas que cruzam as suas várias investigações, atualmente incorporando a crise climática como condição da contemporaneidade e a revitalização de paisagens arruinadas pela monocultura de ´árvores conectando modos indígenas de lidar com a terra no Brasil e em Timor-Leste com situações em Portugal".
Confesso que fiquei ainda mais desapontado por não poder ir assistir a esta "conferência de abertura do ano letivo do Departamento de Antropologia do @ISCTEIUL" porque tenho a absoluta certeza de que experiência dos Tupi e dos Fataluku trará perspectivas inovadoras e interessantes para a discussão da evolução da paisagem em Portugal e, especificamente, contribuirá, de forma sólida e informada, para a discussão sobre o eucalipto em Portugal.
Para evitar mal entendidos, informo eventuais leitores brasileiros deste blog que o título deste post não é sobre ginásios e outras actividades de lazer, é mesmo sobre o ecossistema académico em Portugal.
ResponderEliminarEspantoso: uma investigadora em ciências sociais a falar sobre a cultura do eucalipto.
A meter a foice em seara alheia...
Neste caso específico temo que seja a meter a motosserra em "floresta" alheia ou muito me engano ou o tema será
ResponderEliminar"os malvados dos eucaliptos e o êxodo rural provocado por tão perniciosas árvores"
(caro hps seria um serviço público colocar aqui um "link" para o texto dessa conferência/aula)
Ciências Sociais sao a matemática do sec xxi, a mãe de todas as ciências.
ResponderEliminarDecerto ir-se-á debruçar sobre a identidade de género do eucalipto e a fluidez não binária da Acácia.
Florestas equatoriais e tropicais com florestas mediterrânicas tem tudo a ver.
ResponderEliminarUma dica, temos mais floresta e matos hoje que no início do século XX
Agora comparem a população décadas 30,40 50,60 com as actuais das regiões onde se verificam mais incêndios.
Vejam quando e que se começa a verificar os grandes incêndios em Portugal
A culpa é dos eucaliptos!
Em vez de estudos se dessem verbas para a Judiciária acabava-se com a maioria dos fogos.
ResponderEliminarÉ o caso típico: se não te consegues explicar de forma simples é porque não percebeste do que estás a falar.
há sempre negócio por detrás da é-cu-logia.
ResponderEliminarhá 50 anos que procuram vender-me qualquer coisita. falsificam. ignoram. pensam que sou idiota e ignorante. quando vão já estou de regresso. sempre me interessei pela NATUREZA e pelo SER HUMANO
in oculum descansum est
Muitas pessoas têm a visão romântica de que se a PJ conseguisse identificar e deter todos os incendiários e se por acaso eles fossem todos condenados e presos, acabavam os incêndios. Mas é uma ilusão.
ResponderEliminarBasta ver que todos os homicidas vão para a cadeia e não é por isso que deixa de haver homicídios.
ResponderEliminarPois é, para levar uma vidita desafogada como a douta antropóloga, depois de uma contas, cheguei à conclusão que precisaria de gerir uma área de 32 ha (trinta e dois hectares) de eucaliptos malvados. Essa é que é essa!
Ai que saudades do tempo que chovia a potes, a cântaros ... Agora há para aí um rio atmosférico.
Parece-me claro que se concluirá que a não existência de
ResponderEliminarEheheheh, que decadência, temos hoje milhares e milhares de pessoas formadas nas mais diversas áreas e depois os "especialistas" num dado tema são os que nada têm que ver com a área em questão, é de rir. Eu como bioquímico que trabalha numa indústria química vai para mais de 10 anos seguidos devo ser o quê? Um grande entendido em literatura espanhola? Já um tradutor que sempre tenha estudado e traduzido obras em espanhol é, por sua vez, o entendido em síntese química a nível industrial. Enfim ao que se chegou!
ResponderEliminar
ResponderEliminarÉ sempre saudável um bocadinho de Latim.
ao
Da Academia do Rato e do ISCTE só saem luminárias com tapa olhos rendados em modo funil pró tacho
ResponderEliminar