"As restrições não se ficam por aqui. As regras para os restaurantes mantêm-se: devem encerrar às 23h00. Os adereços alusivos ao S. João estão proibidos, quer no interior, quer no exterior dos estabelecimentos, e a música está proibida a partir das 21 horas.
Também “as lojas de conveniência, incluindo as que se encontram instaladas nos postos de abastecimento de combustível, têm ordem para fechar às 19 horas”. O comunicado alerta que “estão proibidas as festas particulares”, o “consumo de bebidas alcoólicas na via pública” e “a venda ambulante de comida e bebidas”.
As principais artérias do concelho serão patrulhadas pela PSP, GNR e Polícia Municipal, “durante a noite e madrugada no sentido de evitar ajuntamentos”."
Note-se bem, estáo proibidos os adereços alusivos ao São João e estão proibidas as festas particulares.
Deixem-me usar um exemplo que não tem nenhuma relação directa com a epidemia, embora tenha muitos paralelismos.
Mais uma vez, uma notícia sobre "Um idoso morreu atingido pelas chamas numa queima nuns terrenos agrícolas, em Barcelos. A vítima teria entre 80 e 90 anos."
Todos os anos há vários casos destes.
Alguns existiriam sempre, mas o que dizem algumas das pessoas que mais estudam os fogos, a adopção de uma política proibicionista em relação ao fogo atira as queimadas para fora do controlo social, ou seja, em vez de serem actividades sociais, integradas socialmente e controladas socialmente, as queimadas passam a ser actividades individuais que se fazem pela calada.
E, quando correm mal, não há ninguém para dar uma mão.
A epidemia tem dado livre curso à veia proibicionista que tem o peso que tem em Portugal.
E que peso, a julgar pela tranquilidade a que se assiste quando alguém me proibe de decorar o meu restaurante ou pretende proibir uma festa feita de forma privada, em espaço privado e a que só vai quem quer.
Fecham-se praias à noite, usam-se os meios repressivos do Estado para aplicar regras não escrutinadas que violam direitos constitucionais e, mesmo assim, não se passa nada, vamos todos na carneirada.
Não só não se passa nada como se ouve muita gente a pedir mais.
ResponderEliminarE é isso que é arrepiante...
Susana V.
Instalado o medo através de propaganda bem planeada, acabam-se as oposições. E a propaganda continua para que não haja desviantes.
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