Tem sido muito interessante a abordagem matemática da epidemia, e é muito relevante que seja feita.
O que me parece é que há uma grandes desproporção entre o peso dessa abordagem e o peso de uma abordagem biológica do que é um surto viral, e como evolui ao longo do tempo.
Infelizmente o público exige que os políticos controlem a vida, e já, em vez de aceitarem que a natureza não existe para que a estudemos, nós é que insistimos em a estudar (devo a Jorge Palmeirim esta ideia que cito milhares de vezes), isto é, que nós não controlamos os processos biológicos, só os podemos influenciar.
Para os influenciar, no sentido que nos seja mais útil, é preciso estudar, estudar, estudar e, com sorte, compreendê-los parcialmente.
Quem, como eu, trabalha em conservação da natureza, fogos, invasoras, acho que terá tendência para desconfiar as soluções brutas, das balas de prata que resolverão os problemas de uma vez, e tende a preferir uma gestão adaptativa da natureza: ela não sabe mais que nós, mas pode, seguramente, mais que nós.
sábado, 14 de março de 2020
Repetição da ideia de humildade
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ResponderEliminarHenrique Pereira dos Santos,
o senhor tem que ser boa pessoa. Não santo, mas bom.
Escreve sobre a humildade como se esta fosse igual ao 'respirar'. E até é...
Com estima,
ao