quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Antes de começar a atirar pedras leia este artigo

"(...) Mas uma pessoa não é definida apenas pelos seus actos. A monstruosidade de abandonar o filho à morte não transforma automaticamente aquela mulher num monstro. A condenação do acto não nos impede de olhar com misericórdia para uma humanidade de tal maneira desfeita e ferida que é capaz de um dos actos mais anti-naturais do mundo.


 


José Seabra Duque no Observador

4 comentários:

  1. " a monstruosidade de abandonar o filho à morte não transforma automaticamente a aquela mulher num monstro"...
    - Não se percebe o que quer dizer...




    "...mas uma pessoa não é definida apenas pelos seus actos ..."
    - Pensava que sim, que ficava definida.

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  2. Pode ser um dos atos mais anti-naturais do mundo, mas sempre foi amplamente praticado na Europa. Na Idade Média, as mães colocavam os filhos numa roda anónima nos conventos de freiras; como em geral as freiras não dispunham de leite para lhes dar, mais de 90% dos bebés morriam. Na prática, abandonar um bebé numa roda era um eufemismo para abandoná-lo à morte.
    Noutras culturas fazem-se coisas similares. O infanticídio de nascituros é muito comum em muitas culturas. Sempre foi uma forma normal de controlo da natalidade.

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  3. manuela eanes não diria melhor

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