segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Fúnebres modernices

Hoje no cemitério do Alto de S. João estranhei como o cuidado da arquitectura do crematório não reflectir qualquer identificação religiosa não foi usado para evitar o mau gosto, da profusão de laicas tíbias e caveiras desdentadas exibidas em baixo relevo na cantaria.



PS.: Pode bem ser que seja uma veleidade, mas acho que não me vou habituar a esta nova forma de tratarmos dos nossos mortos, a cremação.

4 comentários:

  1. Os "nossos" mortos? Espero que não os colectivize, João Távora. Eu quero poder escolher a cremação.

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  2. Não, nova não é de toda. Basta pensar em Benares. Todavia é nova na nossa cultura, marcada pelo catolicismo e pelo entendimento feito da ressurreição.
    Eu por mim é meridiano que vou optar pela cremação. Por uma razão muito simples: quero que as minhas cinzas fiquem depositadas sobre o caixão da minha mãe.
    O cenário e os adornos são-me indiferentes. A esperança é outra.

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  3. Era uma das formas usadas pelos "nossos" antepassados gregos!

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