Todos os países europeus procuraram adaptar os regimes laborais. Portugal é o Antárctico sindicalista da política europeia: ficámos congelados em 1976. (...) A causa desta inércia é a narrativa dos “direitos adquiridos” (...) Para o lugar dos barões dos “direitos adquiridos”, os empresários poderiam contratar jovens. Poderiam se as leis laborais fossem justas. Na terra dos direitos adquiridos os mais jovens ficam com as migalhas dos recibos verdes. A condição de “falso recibo verde” é o preço que um jovem da minha geração tem a pagar para cobrir os “direitos adquiridos” dos mais velhos. Quando é que em Portugal alguém tem coragem para relacionar as leis laborais mais rígidas da Europa com o facto de Portugal para a condição de país mais pobre da Europa?
sábado, 12 de setembro de 2009
A ruína dos “direitos adquiridos"
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