Cais das Colunas no Terreiro do Paço fotografado por Ferreira da Cunha (1901-1970) daqui. Ao fim de dez intermináveis anos de pandemónio, prevê-se para Dezembro a restituição deste património aos lisboetas (Público)... aguardemos com paciência, pois então.
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Que maraviha de foto!
ResponderEliminarDisseram-me que as colunas desapareceram do armazém onde estavam guardadas, e que a Câmara mandou fazer umas iguais para pôr lá. Não sei se é verdade, mas já nada me espanta depois destes anos todos. E se é verdade, as verdadeiras devem estar a enfeitar o portão de alguém, que talvez nem saiba que tem em casa uma parte importante da história de um país.
ResponderEliminarSe Lisboa tem alma - e tem - esta é a verdadeira imagem da alma lisboeta. O rio, sempre o rio, uma certa névoa; uma luz prateada sobre o rio e sobre o cais. O céu, azul, também pode ser de chumbo, no levantar da tempestade. E o efémero são os barcos de outrora em busca de uma doca de abrigo. Talvez no cais do Terreiro doTrigo, talvez mais perto porque o tempo urge. Fica a nostalgia que fará sempre parte desta paisagem. Sempre, mesmo quando já não estivermos cá. Como nós, sempre à espera de algo que não sabemos bem o que é. À espera no cais. Talvez D. Sebastião, à falta de melhor. Esse, pelo menos, já não nos pode desiludir. Já lhe perdoámos os devaneios de um Rei-Criança.
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