sexta-feira, 3 de abril de 2026

Artemis, sinal de esperança

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Receio que o conflito no Irão não vá acabar exactamente ao gosto de qualquer democrata idealista, num consistente e duradouro projecto de paz para a região, mas não pelas razões comumente apontadas, a imprevisibilidade e desvario das comunicações de Donald Trump. Sim, em defesa das minhas virtudes, tenho a declarar que também sou dos que estranha que tal figurão tenha ascendido a presidente do mais poderoso país do Mundo. O problema é que Trump tem funcionado para a generalidade da opinião pública portuguesa como um foco de luz, que como acontece com as traças, atrai os olhares cegando-os para tudo o mais à volta. Talvez por influência do jornalismo de esquerda e da velha tradição terceiro-mundista dos “não alinhados”, muita gente ainda tem dificuldade de perceber que, apesar dos muitos e complexos problemas que enfrenta, os EUA continuam a ser a terra da liberdade e das oportunidades. Olhem só para os problemas que os sucessivos governos vêm enfrentando com a imigração…


Ora acontece que, como a maior parte dos meus leitores sabem, Trump não é um marinheiro bêbado ao leme dum navio desgarrado. O presidente dos EUA tem poderes limitados devido ao sistema de freios e contrapesos entre os poderes Executivo, Legislativo e Judicial. Além disso, a autonomia dos estados federados também restringe acções presidenciais, pois cada estado controla áreas como educação, saúde e impostos. Para implementar políticas nacionais, o presidente precisa negociar com o Congresso, com o Supremo Tribunal, com governadores e legisladores estaduais, que asseguram a descentralização do poder e o processo democrático.


Quanto à guerra e política internacional Donald Trump também se defronta com bastantes limites. A maior parte dos seus dichotes à entrada ou saída daquele esplêndido helicóptero verde, servem apenas para consumo mediático – um pouco à maneira de Marcelo que era mais inconsequente. Saibam que para decisões importantes na política externa norte americana é necessária aprovação do Congresso, responsável por tratados e sanções. Mais, apesar de ser comandante das Forças Armadas, o presidente depende do Pentágono e do Congresso para definir estratégias e orçamentos militares. Decisões militares são obrigatoriamente partilhadas com conselheiros e há fiscalização constante, de modo a evitarem-se poderes unilaterais.


Onde eu quero chegar é à conclusão de que os EUA, ainda são um país extraordinário. Quem assistiu na noite de um de Abril (até parecia mentira) à partida do foguetão Artemis II rumo à órbita lunar com quatro tripulantes a bordo, tem um sinal nesse sentido.


Senão vejamos: a missão Artemis II tem como objectivo testar a nave Orion no espaço profundo, levando quatro astronautas num voo pela órbita lunar para preparar a alunagem prevista para a missão Artemis IV. A Orion dispõe de um habitáculo mais espaçoso e tecnologias modernas, incluindo computadores mais rápidos e sistemas avançados de suporte de vida. O lançamento é efectuado pelo foguetão SLS, que permite a trajectória directa até à Lua. O projecto destaca-se também por envolver uma forte cooperação internacional, com especial relevo para os Estados Unidos, o Canadá e a ESA (Agência Espacial Europeia), além de empresas como a Lockheed Martin, Boeing, Northrop Grumman, Airbus e Aerojet Rocketdyne. Países como Portugal, o Brasil e o Reino Unido são signatários dos Acordos Artemis. Cada lançamento custa cerca de 4 mil milhões de dólares, enquanto o investimento total está estimado entre 90 e 100 mil milhões.


Quando em 2028, se tudo correr como previsto, a missão Artemis IV pousar na Lua, sendo ou não Donald Trump o presidente dos EUA, estarei em frente à TV a torcer pelo seu sucesso. O mesmo é dizer pelo sucesso desse grande país, terra de liberdade e oportunidades, onde ainda se privilegia a criatividade e empreendedorismo. Apesar de tantas sombras e nuvens negras, e do seu actual presidente.  


 

9 comentários:


  1. Você elogia 2 programas que foram criados pelo Presidente Trump mas passa o texto todo a pretender que existem apesar dele??
    Será uma pessoa sobre-influencada pelo jornalismo explica este paradoxo? ou no seu circulo social não se aceitam elogios ao Trump?




    On December 11, 2017, President Trump signed Space Policy Directive 1, calling for a U.S.-led program for a human return to the Moon, followed by missions to Mars and beyond. The policy calls for the NASA administrator to "lead an innovative and sustainable program of exploration with commercial and international partners to enable human expansion across the Solar System and to bring back to Earth new knowledge and opportunities".


    On May 5, 2020, Reuters published an exclusive report that the Donald Trump administration was drafting a new international agreement for mining on the Moon, which would draw from the 1967 Outer Space Treaty.[69][70] Ten days later, then-NASA Administrator Jim Bridenstine officially announced the Artemis Accords, a series of agreements with partner nations aimed at establishing a governing framework for exploring and mining the Moon.[71]


    Das respectivas wikis. Assinalar que na pagina portuguesa dos Acordos Artemis não há referencia a Trump. Também já constatei o mesmo em muitas "notícias".

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  2. Com 60 anos de atraso a Ártemis IV  finalmente partiu.


    Oxalá tudo corra conforme ao planeado e a missão seja um Sucesso.


    Acredito que acontecimentos como este, que normalmente desencadeiam ondas sucessivas de progresso técnico, façam mais pela Paz e bom relacionamento entre as Nações que mil promessas e discursos.


    A Humanidade está de Parabéns 












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  3. Ou já escreveu, o texto há 3 meses atrás, ou pediu a alguma "IA" para lho fazer...
    1- 100% da comunicação social Portuguesa é DIREITA. Por cada comentador, de esquerda, são 500, de direita. Por cada crónica, de um de esquerda, são 400000 de direita. Por cada perfil, de alguém de esquerda, 700000000000 promovem partidos de direita. Directores, é tudo ligado a Chega, PSD, CDS e IL, alguns são mesmo membros, de alguma distrital. 


    2 - A Artemis 3 não vai aterrar na Lua... até poderá fazer, idêntico, ao que a Orion está a fazer agora, com a diferença que levará o 3 estágio, com eles, para treinarem a adocagem (que vai ser necessária para o módulo de aterragem, para o Artemis 4), mesmo assim, a ideia é que vá até aos 55000km (órbita geoestacionária), ainda na órbita terrestre, passando lá 10 dias, a treinar, várias formas, de passarem, entre a Orion e o, futuro, módulo de aterragem. 

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  4. certamente que o grandioso autor deste poste também deve ser da opinião que o império falido está a ganhar a guerra no médio oriente.....

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  5. Deve ser por isso que o BE e o PCP são para os jornalistas "partidos á esquerda do PS" e não partidos de extrema esquerda.

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  6. Três comentários, Irão, China e Agenda espacial.


    Esquecendo a bomba nuclear, vamos supor que, com auxílios conhecidos da Rússia e da China, esta última por interposta Coreia do Norte que tem há dois anos um acordo com o Irão para desenvolver mísseis balísticos), este continuava paulatinamente a fabricar mísseis e drones, os últimos com componentes chineses, e a armazená-los debaixo do solo. Quando tivesse a quantidade julgada suficiente, a pretexto de ou por Israel, fechava Ormuz enquanto ou Houthis fechavam Bab-el-Mandeb. 
    As economias ocidentais colapsavam. Europa primeiro, sudeste asiático pouco depois mas também Austrália e Nova Zelândia; toda a América do Sul em seguida. Poderiam escapar a Rússia, sobretudo se tivesse conquistado a Ucrânia; a China que que tem reservas estratégicas para 4 meses, podia voltar ao carvão e não tem pejo em deixar à fome partes da população, se necessário; os EUA, sobretudo se já tivessem renegociado a NAFTA com México e Canadá.
    Neste quadro, considero provável que se usasse a bomba nuclear, possivelmente por iniciativa francesa ou franco-britânica-indiana ou, quem sabe, israelita ou paquistanesa com apoio da Arábia Saudita.


    A mais evidente vulnerabilidade da China é não ter petróleo que adquiria a preço de saldo na Venezuela e no Irão. Cerca de 14% das suas necessidades no Irão e bastante menos na Venezuela, mas era abaixo do preço de mercado.
    Acontece que Trump atacou o regime venezuelano e a seguir o iraniano e, embora não se fale muito nisso, recentemente aumentou os conselheiros militares na Nigéria de 200 para 300. A Nigéria é o  e detém uma das maiores reservas de gás natural do mundo.




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  7. Entretanto na Europa das ursulas e dos ursulos, dos sanchos e dos panças


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