quarta-feira, 25 de março de 2026

Acta non verba

Imaginemos que em vez de Donald Trump, de quem facilmente se diz que "a ausência de um plano é um modo de vida e a húbris não tem fundo - num comportamento nascísico com contornos patológico ... um presidente lunático", o presidente dos Estados Unidos era um anódino Tio Sam, o que nos obrigaria a olhar para a actuação geoestratégica do Estados Unidos de forma racional e normal, deixando de lado as explicações de psicologia barata que abundam a propósito de Trump.


Começo pela minha declaração de interesses: não percebo nada do assunto sobre o qual vou escrever, estou simplesmente a tentar ser racional ao olhar como boi para palácio numa matéria complexa, mas cuja importância reconheço.


Imaginemos que o Tio Sam olhava, certo ou erradamente, para a situação no mundo e via os Estados Unidos a perder o braço de ferro com a China.


Imaginemos ainda que, para tentar compreender o que permitia à China estar claramente a expandir a sua influência, o Tio Sam achava que havia um factor chave: o mais completo desprezo da China pelas regras de convivência das nações, do ponto de vista substancial, combinado com o mais rigoroso cumprimento formal dessas regras.


Ao contrário da Rússia, a China não invaderia terceiros, limitar-se-ia a esforçar-se por ganhar a corrida económica, ao mesmo tempo que explorava todas todas as oportunidades para potenciar vantagens estratégicas criadas por terceiros, como no caso da aplicação de sanções económicas aplicadas pelo Ocidente a países em que o Ocidente pretenderia, com essas sanções, criar constrangimentos que obrigassem os governos desse país a actuar de acordo com os padrões e interesses do Ocidente.


O Tio Sam verificava que sempre que o Ocidente pretendia criar um país pária através de sanções, a China, nunca concordando com as sanções, aproveitava para substituir o Ocidente como parceiro desses países, aproveitando o estado de necessidade desses países para obter recursos, em especial energéticos, como petróleo, com grandes descontos.


Verificava que era assim que a China obtinha petróleo barato na Venezuela, na Rússia e no Irão, potenciando a sua economia pela competitividade acrescida que resultava de ter acesso a recursos mais baratos que os seus competidores - em primeiro lugar, os Estados Unidos.


Olhando para isto, e verificando que esta situação era não só especialmente favorável à China, mas também que os países párias ficavam livres para adoptar políticas de desestabilização regional que favoreciam a China, o que poderia fazer o Tio Sam?


Uma hipótese, perigosa, imprevisível, mas potencialmente eficaz, era retirar, militarmente, a capacidade da China obter recursos e influência da fragilidade dos países pária, trazendo de volta esses países para a esfera de influência do Ocidente, isto é, retomando o seu lugar no mercado e impedindo a desestabilização regional permanente a que se dedicavam.


Acontece que o Tio Sam tinha visto as dificuldades dos Estados Unidos no Vietnam, no Afeganistão, no Iraque, quando a sua opção de tomar partido por uma das facções do combate político nesses países acabava por prejudicar os seus aliados, vistos internamente como meras marionetes dos americanos.


Talvez houvesse outra possibilidade antes não testada: alterar a relação de forças dentro dos regimes, sem grande preocupação com o resultado dessa alteração de forças ser especialmente favorável aos Estados Unidos, bastaria que a excessiva influência chinesa fosse limitada ao ponto da China deixar de ter vantagem relevante no acesso aos recursos, em especial energéticos, desses países.


Se olharmos para o assunto assim, esquecendo Trump e toda a sua pirotecnia retórica que, aparentemente, tem como objectivo controlar a surpresa e a agenda mediática, desviando as atenções da substância para a forma, a intervenção na Venezuela teve bastante êxito: o país continua como habitualmente, alguns presos políticos foram libertados, o regime, internamente, está bastante mais fragmentado, o petróleo deixou de ir a preço de saldo para a China e, de brinde, Cuba está à beira de mudar de regime (veremos se muda ou não, e de que forma, mas manifestamente está enfraquecido e a China não a quer socorrer porque não ganha nada com isso).


Se fizermos o mesmo exercício para a intervenção no Irão, evidentemente muito mais arriscada, mas beneficiando dos últimos anos em que Israel tem vindo a enfraquecer a influência maligna do Irão na região, ao ponto dos países árabes terem perdido a paciência com o regime iraniano, é possível admitir que o que se pretendia está ganho: a perda de acesso privilegiado da China ao petróleo iraniano (para já, pelo fecho do estreito de Ormuz, depois por voltar a trazer o Irão para os mercados padrão do petróleo), e a perda da capacidade do Irão apoiar, armar, treinar e financiar todos os grupos militares e para militares que foi criando na região, abrindo a possibilidade, por mais remota que seja, a possibilidade é hoje mais real que antes da intervenção, de aprofundar os acordos diplomáticos entre os países do Médio Oriente que permitam diminuir a instabilidade regional (que é secular e não vai desaparecer, pode é ter contornos mais geríveis).


Por mim, podem continuar a fazer análises sobre o perfil moral, psicológico de Trump e completamente encadeados com a sua retórica, do que tenho dúvidas é da utilidade desse exercício para compreender o mundo face à utilidade de olhar para o que faz Trump partindo do pressuposto de que é um vulgar político populista, com uma visão relativamente consistente e simples do mundo e com uma retórica deplorável, como é frequente em políticos populistas.

42 comentários:


  1. a perda de acesso privilegiado da China ao petróleo iraniano (para já, pelo fecho do estreito de Ormuz


    O estreito de Ormuz não está fechado para petroleiros que se dirigem para a China. Nem o estreito nem o oceano Índico, no qual os EUA se recusam a impedir esses petroleiros de seguir para o seu destino.

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  2. Talvez houvesse outra possibilidade antes não testada: alterar a relação de forças dentro dos regimes


    Isso é "regime change" numa versão suave. O regime político não é oficialmente modificado, mas "a relação de forças dentro" dele é alterada.



    A lei internacional proíbe os países de se atacarem uns aos outros com o fim de modificar os respetivos regimes políticos ou de "alterar a relação de forças" dentro deles.

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  3. o Tio Sam vai sempre ''à cara ao bicho'', ao contrário de um Portugal de estagnado a decadente com 50 de socialismos.
    quanto ao petróleo acabou-se o ''negócio da China''.

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  4. Se bem percebi,  ao menos lixa-se a China, embora o Ocidente também se lixe.           


    Claro que o pecado Chinês foi fazer pela vida sem se meter na vida de cada um (fez negócio, preocupando-se com o negócio e não com a natureza de Regimes alheios).


    Grande crime. 


    Raio de Chineses que não são metidiços como nós e se limitam a tratar da vida.


    Ainda por cima com sucesso !!

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  5. A China tem entrado em diversos países usando "soft power", um bom eufemismo para "comprar coisas". Basicamente, injecta dinheiro nas economias locais, quer construindo estruturas, quer comprando empresas.
    Curiosamente, o país que defende o comércio livre e a economia de mercado não concorda com a abordagem.

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  6. O estreito de Ormuz está "aberto" (por enquanto) para navios "amigos", o problema no fornecimento à China não está no transporte, mas sim na extracção. A logística de extracção e refinação está  a ser destruída.

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  7. Excelente análise. Irrefutável.
    O Mundo está a ficar bem melhor.

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  8. Está a esquecer-se que, a China, precisa de 800000000 milhões de barris, anualmente. Perderem 66% disso, vai gerar prejuízos, em 4000000 milhões, de dólares ($4 trillion usando o formato americano). Sabe como é que reduzem isso, certo? Já há empresas chinesas (principalmente de plásticos, para equipamentos electrónicos) que dispensaram dezenas, de milhares, de funcionários. Porque produzirem, obrigava a subidas de 5000%, no preço base, ao mesmo tempo que, a 1 de Julho, deste ano, a Europa (que compra 850000 milhões, de euros, anualmente) vai aplicar 3,69 euros, de comissão, por cada pacote, enviado da China, além do IVA (para encomendas, inferiores a 150 euros, acima disso, já pagam taxas aduaneiras e IVA).
    É neste campo que, o Trump, está a agir. Ao retirar, a Venezuela, anulou todas as ligações, chinesas, com o continente americano (Cuba só recebia chineses, por turismo, e convites... russos). Pondo o Irão, de volta aos mercados, regidos por normas e registos (quase 98%, das exportações, de petróleo, do Irão, ninguém sabe para onde vão ou quanto é pago), a China fica com único fornecedor, por baixo da mesa: Rússia. 
    Ora, a Ucrânia, tem atingido as principais refinarias, de gasolina (que a Rússia só produzia 5%, do seu consumo anual e continua a trocar, com as ex-colónias soviéticas... e a China), cortando a capacidade negocial, russa. E, os carregamentos de 100000 drones, mensalmente, do Irão, para a Rússia, pararam e devem demorar 1, a 8, anos, a voltarem a ter essa capacidade produtiva. 
    Se a Rússia abandonar, a Ucrânia, até ao final do Verão, poderá reconstruir-se, com a ajuda, dos chineses. Para lá disso, os próprios chineses terão de decidir se não valerá, a pena, invadir, o leste, da Rússia e ocupar, os campos petrolíferos, mais produtivos. A Rússia está 100% focada, na Ucrânia, confiando, nos chineses... 

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  9. A China usou a arma dos 1000 milhões, de cidadãos (não viu os novos programas de 80000 - 400000 euros, dados a cada família, pelo 3 filho?), para produzir a preços 99,9% inferiores, ao resto do mundo. 
    Olhe para o negócio, louco, que fizeram, com a EDP: Compraram 21,35%, da EDP, por 2700 milhões (afinal foram 2200 milhões, porque receberam 500 milhões, devolvidos, pelo governo, por ser investimento estrangeiro). Em 2015, receberam 2300 milhões, em dividendos. Já viu o negócio? Foi feito, em mercado livre, em 2011-2012, com a melhor proposta... por quem pagava, mais, de imediato. 
    A empresa, que possui essa participação, perdeu 630000 milhões, de dólares, em 2024... anda a despachar 3000000 milhões, de dólares, em propriedades e participações financeiras, fora da China. A EDP não é parte disso. (Cá venderam BCP, Fidelidade e pequenas parcelas, avaliadas em 1000 a 1200 milhões, de euros.) 
    Com o apertar, das taxas aduaneiras, a China vai vendo descer, as margens, de lucro. Um tablet chinês, é produzido por 4 euros. Venderem por 60, são 35 euros, de lucro líquido. Mesmo com 10 euros, de comissões, ainda dará 25 euros... a não ser que o custo de produção suba. É aí que estão a ser atingidos. 

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  10. o autor do poste se calhar até percebe alguma coisa sobre o(s) assunto(s) que aborda, mas certamente não está a ser racional (nem a tentar). o que vem escrito no poste é contorcionismo puro.

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  11. Bom. Quem vai á Guerra dá e leva, sendo que no fim fazem-se as contas e ganha o que ficar melhor que o adversário, ainda que tenha levado mais e dado menos.


    O saldo final é que dita quem ganhou a quem.

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  12. Podia refutar ao invés de aludir  ao contorcionismo, seja lá isso o que for

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  13. Mais uma vez assertivo 
    Os USA fartaram-se da ameaça chinesa à sua hegemonia diplomática e económica, e estão a tratar do assunto. De caminho, menos uns ditadores no mundo.
    Faltou dizer, mas acrescento, até porque deve pensar o mesmo, que a obrigação moral e política dos aliados europeus era de auxiliar a intervenção americana.

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  14. São atingidos aí mas como a América paga Juros por lhe comprarem Dívida Pública vai ver que no "deve e haver" os Chinocas ainda saiem a ganhar.


    Mafarricos

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  15. Eu também não tenho pretensões de ser um perito em geo-política. Mas o princípio de Ocam é sempre de aplicar: a explicação mais simples será mais provável. 


    Este governo americano pode ser composto por génios da política, ou o mais provável, por malta que está a usar o ego do Trump para levar a água ao seu moinho. O Trump é apenas o voto de desempate entre diferentes fações da corte americana, essa é a minha forma de ver. 


    No caso do Irão, e da China, ou os EUA estão dispostos (em inglês funciona melhor, comitted) a uma estratégia  ou desistem ao primeiro percalço. Eu aposto mais na segunda, tendo em conta que têem eleições á porta.

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  16. Caro Cela.e.sela


    Permita-me fazer notar que o Socialismo tem tanto a vêr com a decadência de Portugal, como o formato da frigideira com a cor dos espinafres.



    Portugal já está decadente desde o fim dos descobrimentos (ou achamentos, na  versão tonta), e isso não mexeu com a essência da coisa. 


    Depois o paízeco apanhou com aquela coisa nefasta, de seu nome; Sebastião de Carvalho e Melo e ficou irremediávelmente beato e analfabeto


    Logo começou a chegar o Ouro do Brazil e as sucessivas Revoluções Industriais e como era de esperar Portugal Continuou tão bronco  decadente, fatalista e triste como sempre. Mais até se me permite.


    No curtíssimo período de Salazar a coisa pareceu encarreirar, mas logo uma revolução desnecessária, entornou o caldo e a interminável massa a chegar da Europa pôs o resto dos pregos no caixão.


    O histórico recomenda não mexer, fazer de morto, olhar para o lado, etc.


    Porque se há coisa, aliás das poucas, que em Portugal se pode ter como certa, é que a Emenda será sempre Pior que o Soneto 

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  17. O governo americano ameaçou anexar a Gronelândia (sem qq motivo para isso), disse da UE o que Maomé não disse do toucinho e acha que somos todos uns tónhós. E era nossa obrigação moral ajudá-lo ? 


    Eu recomendo ir ler sobre a "Grande Guerra do Norte" (https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Guerra_do_Norte). A Suécia era o maior poder local (tal como os EUA hoje são), limpou facilmente as pequenas potências até que pôs os olhos no grande inimigo: a Rússia. 


    O resultado: A Rússia ganhou e passou a ter a importância que ainda tem hoje.

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  18. Tal como a maioria do que escrevo, também é escusado.
    O que me espanta não é que alguém escreva coisas escusadas, o que me espanta é que alguém perca tempo a ler coisas escusadas.

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  19. Va la que ninguém apelidou de americanista, imperialista ou zionista, como há uns que mandam logo o chavão do estatista, socialista a quem discorda....

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  20. a revolução dos cravas acabou com a indústria ( CUF, SETENAVE; LISNAVE, SOREFAME, SIDERURGIA ...) e levou à 1ª BANCARROTA.
    de facto a ''rua da Emenda é pior que o sinete''.
    não vivo do passado. 

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  21. O que está a afectar importantes áreas da economia chinesa é a crise demográfica. A China, prudentemente, tem reservas de petróleo para 4 meses, sendo completamente impossível que a falta de petróleo iraniano e venezuelano já estivesse a causar despedimentos.
    E como perder 66%? O petróleo iraniano exportado para a China eram 80% da produção iraniana mas apenas entre 13 e 14% das compras chinesas e o venezuelano muito menos.
    Reforçando o que HPS escreveu, China e Índia já negociaram com a Rússia o aumento das compras de petróleo. E a preço superior ao anterior, embora ainda abaixo do preço de mercado.

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  22. Parabéns pelo bom senso, mesmo sem conhecimento especializado. Permita-me que acrescente outra hipótese.
    O Irão, entregue si mesmo e com apoio russo e chinês, este último através da Coreia do Norte que já tem um acordo de desenvolvimento de mísseis com o Irão, prosseguia calmamente o fabrico de drones e de mísseis. Quando entendesse que tinha as reservas necessárias, com um qualquer pretexto de ou com Israel, fechava Ormuz, deixava os Houthis fechar o Mar Vermelho em Bab-el-Mandeb e destruía significativa parte das instalações de produção de petróleo e de gás nos países do Golfo.
    Pura simplesmente a economia mundial colapsava, A Europa quase imediatamente, O Sudeste asiático, Japão, Coreia do Sul e Singapura mas também Austrália e Nova Zelândia pouco depois. Na América do Sul, os principais países também, com o Brasil à cabeça. Só os EUA poderiam resistir durante mais tempo sem convulsões internas, sobretudo se tivessem já renegociado o NAFTA com o México e Canadá.
    Não são os putativos mísseis iranianos com alcance de 4mil km o perigo real. O paradigma da guerra mudou totalmente (a Rússia só percebeu tarde demais) e hoje ganham-se guerras destruindo a economia e não eliminando os exércitos adversários.
    No quadro que avancei, arriscaria prever que o uso da bomba nuclear seria altamente provável. E por iniciativa ocidental.

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  23. As circunstâncias são profundamente diferentes. Em 1708/1709 a Rússia tinha uma população entre 10 e 15 milhões, a Suécia uma população de 1,5 milhões.
    A Rússia estava protegida pela sua pobreza e pelas distâncias. Um exército suficientemente poderoso para ameaçar a Rússia, não encontrava recursos para se sustentar. Por isso os suecos, tiveram de se desviar do caminho para S. Petersburgo para Sul e, já exaustos sobretudo no seu principal valor "a melhor cavalaria do mundo" acabaram batidos.
    Hoje a Rússia tem 143,4 milhões de habitantes com uma taxa de envelhecimento quase tão elevada como a portuguesa e diminuída por elevados índices de alcoolismo e outras dependências. Se a Rússia não conseguir anexar a Ucrânia, em pouco mais de 10 anos nem terá soldados suficientes para guarnecer as suas fronteiras.

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  24. PAZ NO PLANETA 
    <=>
    FOR COLOCADO UM TRAVÃO NA IMPRESSORA QUE IMPRIME DINHEIRO FALSO ATÉ AO INFINITO

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  25. Um caso clássico de "faz o que digo e não o que eu faço."

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  26. Essa é uma das coisas mais extraordinárias do momento actual;


    Os USA passaram décadas a pregar a Concorrência o Comércio Livre e a  Democracia.


    Mas se alguém, uma Democracia fora do Círculo Restrito dos amigos, aparece no Mercado apresentando produto concorrencial a preço favorável, então é a Conspiração, são as Forças do Mal e o Império do Caos.


    E se fizessem um intervalo para se acalmarem e ganhar algum juízo ??!!!!

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  27. Sim, a história não se repete. Mas os pontos de partida são muito semelhantes, incluíndo a vontade da China & friends de sacrificarem a população (tal como a Rússia) face ao inimigo. Já o governo americano tem que responder perante os seus eleitores (um handicap que o rei sueco não tinha).


    Quanto à Rússsia, é deixá-la retornar à irrelevância que tinha.

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  28. A China preparava-se para ir pôr na ordem a exploração de petróleo na Madurolandia. Os Americanos sentiram o perigo, por isso trata de depôr o presidente eterno, e colocar lá alguém mais amistoso. Os liberais bateram palmas. Deve ser o mercado a funcionar.
    (sim, sei que o Maduro é ditador. Mas também não vejo uma força delta a ir apanhar o principe saudita, que também leva uns crimes no bornal)

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  29. O Mercado, a Livre Concorrência e já agora a Democracia tem dessas coisas 

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  30. Ameaça Chinesa ?


    A China sempre deixou claro, que só está interessada em fazer Comércio com toda a gente, não quer ser modelo de ninguém nem Potência hegemónica, nem meter-se na vida seja de quem for.


    Se os outros têm macacos no sótão e consciência pesada a culpa é dos Chineses ??

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  31. Caríssimo 


    A Rússia não anexou a Ucrânia pela simples razão de não ter nisso qualquer interesse.

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  32. Irrelevante a Rússia  ??

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  33. Até ao século XVIII, sim.

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  34. Tendo em conta que nos últimos 80 anos o partido no poder perdeu as intercalares em precisamente 80% das vezes não estou bem a ver a que propósito alguém se vai preocupar por aí além com o primeiro percalço de que fala.

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  35. Têm toda a razão. Há uns anos atrás, lia o “Diabo” para tentar perceber o pensamento da direita saudosista, como diria o PCP. Agora, o assunto ganha contornos diferentes: vislumbrar os mecanismos com que se procura manipular opiniões. Porquê é para quê. 

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  36. Bom, se as eleições intercalares não são relevantes e estão provavelmente perdidas, porque é que os republicanos se dão ao trabalho de participar ? 


    Ou se a administração americana não quer saber do que é que pensam os eleitores, porque é demitiram o Gregory Bovino ?

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