Não me cabe a mim falar em nome da Montis, se as eleições de meio de Dezembro correrem bem (só há uma lista...) farei parte de um conselho consultivo que dará opiniões, nada mais que opiniões, mas cabe à direcção da Montis falar pela associação e pelos sócios (acrescento pelos sócios porque a Montis tem tido uma atitude pouco vulgar entre o movimento associativo ambientla, ao recusar-se a veicular opiniões de política por saber que os sócios têm todos opiniões diferentes e o que os une é a ideia de gerir terrenos em concreto, não é subscreverem opiniões uns dos outros sobre o que se deve fazer nos terrenos de terceiros ou com o dinheiro dos contribuintes).
Em qualquer caso, para além de lembrar que a Montis está a contratar, este post recente parece-me que merece alguma atenção, até porque dá origem à habitual reacção de alguns contra o uso do fogo como instrumento de gestão (felizmente, são cada vez menos e menos influentes, espero que alguma dessa evolução tenha sido influenciada pela prática da Montis, mesmo que marginalmente).
Desde a sua criação que a Montis usa o fogo - um processo ecológico fundamental - como instrumento de gestão, menos do que eu gostaria, mais do que seria admitido por terceiros na altura em que fez o seu primeiro fogo controlado, sendo hoje facilmente verificável o efeito do modelo de uso do fogo no baldio de Carvalhais (noutros sítios tem sido mais complicado o uso do fogo, mas espero que lá se chegue um dia, quando houver recursos para isso e se considerar uma boa opção de gestão).
Está agora aprazado um novo fogo, pelas previsões meteorológicas não será tão cedo, diria eu, com características e objectivos diferentes, de menor dimensão, numa área diferente do baldio de Carvalhais.
O que me interessa realçar é que hoje, se todas as acções de conservação parassem nesses cem hectares, ainda demoraria uns anos e uns fogos descontrolados de Verão a voltar tudo ao mesmo, se é que voltaria (começa a haver bosquetes que provavelmente resistiriam a fogos de elevada intensidade de Verão, para além do facto dos efeitos dos fogos controlados já realizados se prolongarem um bocado no tempo, introduzindo diversidade que limitaria o efeito de razoira que os fogos intensos de Verão provocam nas áreas por onde passam, uniformizando paisagens e formações vegetais.
Insisto e vou continuar a insistir, vão ler os posts para que fiz ligações e digam lá se 25 euros por ano não é muitíssimo barato para todo este efeito.
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