A propósito das guerras no Médio Oriente (são muitas e variadas) fala-se muito, e de forma muito indignada, sobre o direito internacional.
Eu, como qualquer pessoa radicalmente moderada, é a favor do direito internacional e da sua aplicação.
Mas convém ter em atenção dois pormenores.
O direito e a aplicação da lei não são a justiça, nem levam forçosamente à justiça, são duas coisas muito diferentes.
Por outro lado, pretender moldar a realidade em função do direito, em vez de se fazer um esforço de interpretar o direito a partir da realidade, é uma coisa muito pouco útil.

Este boneco é a ponte da Ajuda, rebentada durante a Guerra da Restauração, e ligava Elvas a Olivença.
Continua tão destruída como desde os meados do século XVII porque Portugal, e o direito internacional, não reconhecem esta fronteira (ainda hoje, os mapas militares portugueses interrompem o desenho da fronteira entre Portugal e Espanha neste troço).
Quantos dos radicais da aplicação do direito internacional estão mesmo disponíveis para armar um exército para Portugal ir garantir a aplicação do direito internacional (indiscutível, neste caso) a Olivença?
Já há uma nova, "ao lado" .
ResponderEliminarDá jeito para o começo da temporada (tauromáquica) em Olivença...
Juromenha
Tem toda a razão.
ResponderEliminarO Direito Internacional é uma falácia usada para manter a ideia de um sistema de justiça global. A Lei internacional é a que sempre foi, a do mais forte.
Concordo
ResponderEliminarO Direito Internacional serve para os vencedores punirem os vencidos, não o contrário
ResponderEliminarWoke is not yet dead
https://www.youtube.com/watch?v=_iTWS2AIeok
Em relação à fronteira de Elvas-Olivença, é curioso notar como o Estado português não reconhece a fronteira de jure (não está assinalada nos mapas oficiais) mas a reconhece de facto (durante o COVID a circulação nessa ponte foi cortada, como sucedeu nos restantes pontos de passagem de fronteira).
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ResponderEliminarNova ordem fiscal : a Onu quer cobrar impostos globais?
Canal ZugaTV
https://youtu.be/lRsphTqfLQs?si=rolAJ9HAByQsqSux
vai haver uma flotilha pelo Guadiana.
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ResponderEliminarConcordo
Realidade vs Ideologia utópica.
ResponderEliminarVá dizer isso à União Europeia, que continua a exigir uma "paz justa" para a Ucrânia.
Nesse caso, o mais forte é a Rússia, e prontos.
O Direito Internacional, por enquanto, pouco mais é que uma triste piada.
ResponderEliminarA ONU e a Corte Internacional, sem força e sem dinheiro, pouco mais podem fazer que discursos.
E depois tem a velha questão de uns serem mais iguais que outros.
Mesmo assim, por pouco que seja é melhor que nada
ResponderEliminarOs EUA andam a afundar barcos à revelia do Direito Internacional, vai alguém preso? O TPI agiu aquando da invasão ilegal do Iraque? Ah espera, esses (e outros) nem a instituição reconhecem, quanto mais submeterem-se a ela.
Mesmo após a WWII, foram julgados crimes de guerra... mas só de um lado. Dá para ver o padrão.