"Está tudo bem e nem há qualquer problema em conseguir uma habitação seja em que regime for, porque 85% das transações são feitas por familias (já agora quantas em valor absoluto), o crédito à habitação vai de vento em popa, constroem-se mais casas, MAS, os preços continuam a subir e a procura mantém-se estável e elevada, quando logicamente devia reduzir nem que fosse poucochinho porque algumas das casas contruídas deviam ter satisfeito parte da procura.
Mas não, a procura continua no universo dos baixos salários que impede aceder ao universo da oferta dos preços elevados e em crescendo.
Toda a Europa já se apercebeu desta situação exceto o HPS e mais algumas sumidades da IL.
Nem sempre uma mentira por ser muitas vezes dita, passa a verdade."
Não é a qualidade do comentário, que é fraquinha, que me interessa, mas sim o facto de comentários deste tipo serem muito frequentes e, por isso, valer a pena insistir na desmontagem de algumas tretas, em especial a treta habitual de distorcer os argumentos dos outros, para se conseguir argumentar.
Vou usar a técnica da fiambreira, cortando fatia a fatia.
"Está tudo bem e nem há qualquer problema em conseguir uma habitação seja em que regime for".
Ninguém diz que não há qualquer problema, há divergências sobre que problemas existem (eu tenho insistido que o problema central é o do acesso à primeira habitação, para além do problema que existe deste tempos imemoriais que é o facto de uma casa ser cara, por isso haver dificuldade dos mais pobres a esse bem, tanto maior quanto o mercado de cedência a troco de renda ou serviços for mais escasso), mas há um acordo bastante transversal de que há dificuldade em encontrar casas a baixo, ou mesmo moderado, custo.
Usar este tipo de distorções dos argumentos dos outros é uma confissão de incapacidade de argumentação racional.
"porque 85% das transações são feitas por familias (já agora quantas em valor absoluto)".
De novo a mesma técnica da distorção (a referência aos 85% das transações respondia ao argumento de João Paulo Batalha de que a construção não significava oferta porque era tudo para entesourar) e outro truque retórico que consiste em fazer perguntas para as quais se sabe, ou pode saber, a resposta. Os dados que uso são de fácil acesso ("Entre abril e junho de 2025, transacionaram-se 42 889 habitações, o que representa uma taxa de variação homóloga de 15,5% e um aumento de 3,7% face ao trimestre anterior. No trimestre de referência, o valor das habitações transacionadas atingiu 10,3 mil milhões de euros, mais 30,4% que em idêntico período de 2024. No 2.º trimestre de 2025, as aquisições de habitações pelo setor institucional das Famílias perfizeram 37 699 unidades (87,9% do total), somando 8,9 mil milhões de euros (87,0% do total). Neste período, os compradores com um domicílio fiscal fora do Território Nacional adquiriram 2 107 alojamentos (4,9% do total), o que representa uma redução homóloga de 14,5%"), o que demonstra que a pergunta não pretende convocar informação para a discussão, mas levantar dúvidas quanto à validade dos argumentos do adversário.
Esta técnica de levantar dúvidas quanto à informação através de perguntas retóricas que podem fragilizar as bases objectivas de uma discussão racional é uma evidente confissão de incapacidade de argumentar de forma útil e racional.
"o crédito à habitação vai de vento em popa, constroem-se mais casas, MAS, os preços continuam a subir e a procura mantém-se estável e elevada".
Este tipo de frases que misturam informação objectiva (a que está antes do MAS), a que se segue uma frase com meias verdades, antecedida de uma adversativa, é outra técnica retórica muito usada por quem tem dificuldade em deixar que os factos influenciem as suas ideias. O argumento que se pretende contestar, mais uma vez, respondia ao argumento de João Paulo Batalha de que a construção não aumenta a oferta de casas porque é tudo para entesourar (ninguém percebe esta ideia de que os investidores vão correr riscos para o mercado imobiliário em vez de comprar lingotes de ouro, porque partem do princípio de que estando a aumentar a construção fora do mercado, isso faz com que a expectativa de valorização futura no momento em que as casas entram no mercado seja forte e segura). Que os preços continuam a subir é um facto, que a procura seja estável não está demonstrado em lado nenhum, que é elevada face à oferta é outro facto (basta ler o que citei do relatório do INE, com os preços a subir mais que a oferta, indiciando que o aumento da procura é maior que o aumento da oferta) e, portanto, o MAS que caracteriza este argumento não faz sentido nenhum, não há nenhuma justificação para uma forma adversarial entre factos consensuais.
O que se pretende, com esta técnica retórica, é sugerir que os adversários estão a omitir informação que contraria o seu argumento, esta forma de distorcer o ponto de vista dos outros é a confissão de que não há muitos argumentos racionais que permitam à discussão evoluir de forma útil.
"quando logicamente devia reduzir nem que fosse poucochinho porque algumas das casas contruídas deviam ter satisfeito parte da procura".
Bingo!, era aqui que se pretendia chegar, quando esta conclusão não tem a menor base empírica ou teórica. Para que os preços baixem ou, pelo menos, não subam ao mesmo ritmo, é preciso que a dimensão da nova oferta seja próxima ou maior que a nova procura. O que o sistema de preços está a dizer é que não é isso que se passa, o que se passa é que o aumento da oferta tem sido lento, e o aumento da procura tem sido mais rápido, estando a maioria dos investidores convencidos de que essa tendência tem condições para se manter algum tempo. O que acontece é que há um conjunto de pessoas que acham que a construção de casas não deveria aumentar, por razões que não têm qualquer relação com a teoria económica, e que são perfeitamente legítimas, e portanto entretêm-se neste jogo argumentativo da treta, procurando justificar os efeitos reais dessa opção política legítima: o aumento da dificuldade dos mais pobres acederem a uma habitação (é um clássico, os mais pobres é que pagam as favas da imposição a todos da virtude das classes dominantes).
Pretender que uma opção política legítima, mas desastrosa, tem efeitos diferentes daqueles que a realidade demonstra, através destas chiquelinas argumentativas, é característico de quem está mais preocupado com a sinalização da sua virtude que com a resolução dos problemas dos outros, em especial, dos mais pobres e frágeis.
"Mas não, a procura continua no universo dos baixos salários que impede aceder ao universo da oferta dos preços elevados e em crescendo".
O corolário clássico deste contorcionismo argumentativo acaba em novelos lógicos sem qualquer interesse: a procura está no universo dos baixos salários, mas os promotores imobiliários preferem só construir para o universo dos altos rendimentos onde, aparentemente, o distinto comentador acha que não está a procura (a frase não se entende muito bem, tem ali uma junção de palavras que se pretendem usar, "baixos salários" e "preços elevados e em crescendo", mas a ligação entre essas palavras parece carecer de qualquer lógica, portanto é possível que a minha interpretação, que me pareceu ser a única que poderia justificar a frase, não seja a interpretação mais razoável da frase).
ResponderEliminarExactamente
Essa é a "crise" de que tanto falam, a nível europeu. A classe média não tem qualquer problema a aceder ao mercado da habitação, quer em compra quer em arrendamento.
ResponderEliminartenho insistido que o problema central é o do acesso à primeira habitação
É verdade que tem insistido, e ao fazê-lo negligencia o facto de que muitas pessoas ou famílias não querem "primeira habitação" nenhuma porque não querem comprar casa, aquilo que querem é arrendar uma casa.
Para quem vive numa casa arrendada não se trata de essa ser a primeira ou a n-ésima habitação na qual vive, o que se trata é de poder pagar a renda todos os meses, para o que é necessário que o senhorio não decida subi-la brutalmente.
Errado, o problema das famílias é que não existe outra casa ao lado para a arrendar, e não existe porque o controlo administrativo das rendas mata o mercado de arrendamento.
ResponderEliminarEm cheio.
ResponderEliminarCumprimentos.
Que é "o controlo administrativo das rendas" ?
ResponderEliminarCitando o post que comenta sem ter lido, aparentemente: "
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ResponderEliminarÉ verdade que <i>o controlo administrativo das rendas mata o mercado de arrendamento</i>.
Porém, esse não é o (principal) problema atual. O (principal) problema atual é que a alta dos preços da habitação faz com que as rendas tendam a ser inuportavelmente altas.
Tipo: um médico viseense arranja facilmente trabalho num hospital em Lisboa, mas o salário que recebe não lhe chega para arrendar uma casa em Lisboa, pelo que não pode aceitar esse trabalho. Consequêmcia: o hospital em Lisboa fica sem médico.
Este problema da alta dos preços da habitação, que é transversal aos mercados da compra e do arrendamento (o que mostra que o mercado está a funcionar razoavelmente), impede que as pessoas se possam movimentar normalmente dentro do país, aceitando trabalho onde este existe (por exemplo, o médico viseense aceitar trabalho em Lisboa). Impede também que muitos estrangeiros venham trabalhar para Portugal.
Este é, em minha opinião, o principal problema da habitação em Portugal, e não o "acesso à primeira habitação".
Uma economia pujante e dinâmica requer a existência de casas para arrendar a preços suportáveis, para que qualquer pessoa, nacional ou estrangeira, se possa instalar a qualquer momento seja onde fôr no país onde encontra trabalho.
sucintamente, o problema pode ser descrito deste modo: o mercado da habitação não é um mercado de concorrência perfeita. A financeirização e o turismo de massas explicam-no - entram neste mercado players com carteiras mais recheadas
ResponderEliminarO problema é o Estado e o Socialismo.
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ResponderEliminaro mercado da habitação não é um mercado de concorrência perfeita
Errado. No mercado da habitação a concorrência opera de forma razoável. Os preços são deveras transparentes e os preços do arrendamento estão mais ou menos em linha com os preços da compra.
O problema não é a concorrência operar de forma deficiente, o problema é haver pouca oferta e haver grande desigualdade entre os poderes financeiros das diversas procuras, ou seja, grande desigualdade económica.
ResponderEliminarPonto 1: imobiliário em Portugal é há muito visto pelas famílias como investimento, não só para possível revenda (como fizeram universitários, ou pais de), mas também como património para os descendentes.
O arrendamento, se calhar pelas alturas dos créditos bonificados, começou a ser visto como gastar (queimar) dinheiro, pois nunca se tiraria dali qualquer proveito financeiro. Provavelmente tal não se aplica a arrendamento de curto prazo, como um deslocado temporário ou um professor, mas quem se quer estabelecer num sítio normalmente opta pela compra.
Lisboa sempre (salvo seja) foi cara para arrendar, a não ser que quisesse um pardieiro ou um local menos "recomendável", para tipologias baixas. Um T2 ou T3 era acessível na viragem do século a quem tivesse 2 salários, já um T0 ou T1 nem pensar. A diferença é que ainda se arranjava qualquer coisinha nos arrabaldes, hoje não será assim.
Passe os devaneios, na Europa dificilmente um jovem com um sallário médio consegue suportar um arrendamento, de modo a sair de casa dos papás. Sendo que segundo a banca e peritos, 30/40% seria a taxa de esforço aceitável. Portanto, é fácil calcular quantos fogos são acessíveis no mercado de arrendamento.
Como o dito médico também arranja trabalho facilmente no hospital de Viseu, e como não há diferenciação salarial nos hospitais públicos, fica em Viseu, numa casa que os pais arrendaram há cinquenta anos e que tem a renda congelada enquanto um dos pais for vivo.
ResponderEliminarNunca lhe ocorreu perguntar por que razão um construtor mais esperto não resolve construir para a gama baixa do mercado?
ResponderEliminarSe bem compreendi; o problema é o Zé Pagante ter escassez de money para pagar.
ResponderEliminarO Governo Britânico, iniciou um ambicioso programa de Habitação Social, no pós guerra.
ResponderEliminarAo que parece prepara-se agora, para lançar outro.
Como as coisas em Portugal andam um bocado destrambelhadas, tanto dando que a causa seja esta ou aquela, o Governo Português devia pensar seriamente num Programa Nacional de Habitação Social.
Além de pensar devia pôr a coisa em prática e já.
O Governo que a tal se acometer ganhará as eleições dos 20 anos seguintes.
Foi isso que Alberto João Jardim fez na Madeira, honra lhe seja feita, e o povo Madeirense nunca o deixou sair.
deviam construir casas do tipo URSS: com cozinhas e latrinas comuns e porteiro informador do KGB
ResponderEliminar«não me riso ter com posso!»
ResponderEliminarExcelente argumento.
ResponderEliminarDe Anónimo a 29.10.2025 às 11:12 ficou desarmado
Agora virá uma qualquer retórica socialista como contraditório
ResponderEliminarAinda bem que percebeu
No fundo, quem está bem está bem, quem não está estivesse.
O Zé tem é que se fazer à vida e arranjar modo de pagar uma casa, um seguro de saúde, e tudo o mais a que diz ter direito.
outro prego na concorrência do mercado imobiliário
ResponderEliminarhttps://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/grau-zero-208019
ResponderEliminarErrado.
Eu nos últimos tempos, por motivos desafortunados, tenho tido muito contacto com médicas e enfermeiras. Ainda recentemente falei com uma enfermeira viseense, atualmente a trabalhar (num hospital público) em Lisboa. Ela disse-me que foi para ela extremamente fácil arranjar esse emprego: basicamente, foi chamada para entrevista uma semana após candidatar-se. Mais me disse que gostaria de encontrar trabalho na terra dela, ou seja, em Viseu, mas que lá é impossível: há uma fila de vários anos para enfermeiras conseguirem arranjar emprego em Viseu.
Isto acontece com vários empregos em Portugal: há sérias assimetrias regionais, com excesso de trabalhadores nuns sítios e escassez enorme deles noutros sítios.
Uma das razões porque isto acontece, e permanece, é devido à falta de casas para arrendar a preços acessíveis: as pessoas a mais que estão disponíveis num sítio não conseguem arranjar casa para arrendar noutro sítio onde haja falta de pessoas.
É por isso que é vital, para Portugal, conseguir por a funcionar o mercado de arrendamento. Muito mais vital do que por a funcionar o mercado da compra-e-venda.
ResponderEliminarSe há 1.5 milhões de imigrantes ,
Aumento de 4x em 7 anos ou seja mais 1,2 milhões de pessoas
onde dormem?
Esta discussão não tem nada que ver com habitação. È um pino da esquerda para atacar os direitos de propriedade.
ResponderEliminarPara si os 1.2 milhões de novos imigrantes nos últimos 7 dormem debaixo da ponte...
há quem deseje 'delenda Carthago' de Catão.
ResponderEliminarem 29.10 Chega só realizou 250 entrevistas televisivas.
Não é comparável, sejamos sérios.
ResponderEliminaronde se fala de algumas distorções na fiscalidade sobre imóveis https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/grau-zero-208019
ResponderEliminarclaro que os imigrantes pesam, mas esses desgraçados não têm poder de compra, por isso vivem como sardinha em lata
mais peso tem o turista do alojamento local, esse sim, "rouba" habitação à classe média
E se acha que o Estado é mau, imagine viver sem ele
Exacto. Vamos abolir o Estado e volta á Idade Média
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ResponderEliminardeviam construir casas do tipo URSS: com cozinhas e latrinas comuns
Há uns anos passei dois meses na Suíça com um filho meu em condições parecidas: numa casa de hóspedes (privada) com cozinha e sala de estar comum mas quarto de banho privativo.
Só lá estive dois meses mas, teoricamente, poderia lá ter passado muito mais tempo. A proprietária da casa não se importaria.
O facto é que não se estava lá mal. Para uma pessoa sozinha ou um casal sem filhos e com poucas posses, basta.
Seria uma solução a considerar.
Se a procura se manteve e a oferta aumentou e o preço continua a subir só se pode tirar uma conclusão: o preço teria aumentado ainda mais caso a oferta não tivesse aumentado. Tudo o resto são lirismos.
ResponderEliminarO Estado foi inventado muito antes da Idade Média, que aliás foi um período de grande inovação e prosperidade na Europa.
ResponderEliminarEm qualquer caso, são os países onde o Estado tem mais limitações os que estão mais longe da Idade Média.
claro, como o caso fabulous dos EUA
ResponderEliminarA minha ou sua opinião sobre os EUA é irrelevante, já a opinião dos desesperados que dão tudo para migrar, não é irrelevante.
ResponderEliminarA Suíça, Canadá e EUA são os maiores destinos de migração em função da população (os EUA são o maior, em termos absolutos, claro), o que quer dizer que os desesperados da terra têm mais esperança nesses três países que nos países em que o peso do Estado é maior.
ResponderEliminarFico ,logo a perceber que voce não contacta com imigrantes para escrever uma coisa dessas.
num parque de Lisboa há quem durma nas árvores.
ResponderEliminarPode encontrar casas baratas, eu estava a ler o seu post e fui ao Idealista e aqui mesmo no Porto, um T3 por 90 mil euros.
ResponderEliminarhttps://www.idealista.pt/imovel/34544091/
É um anuncio, mas há muitos mais, as pessoas não querem uma casa usada e feia, deve ser isso.
Seja como for, a oferta é baixissima, só construindo em barda, mas pergunto, será que é isso que querem os politicos e os lobbies? Não é por nada mas sem oferta há quem esteja a ganhar bem, com mais oferta até os fundos imobiliários fogem daqui.
O BE já acabou. Já mudou par o Livre?
ResponderEliminarComo assim?
ResponderEliminar1.7 milhoes de migrantes em 7 anos num país de 10 milhões, é um número impressionante. Por essa ordem de ideias, Portugal é um paraíso.
Acresce que a moda do chamado Turismo Local, é na verdade uma espécie de praga que rebentou com o outro Turismo, o que pagava bem, gerava empregos e proporcionava a verdadeira formação de profissionais.
ResponderEliminarProfissionais e não "faz de conta" para gente fina de pechisbeque
Canadá é um estado socialista
ResponderEliminarConcordo
ResponderEliminarEsta gente quer é subsídios e regulações.
Papá estado. Dá pão, saúde e educação.
Férias pagas, licenças do parto, da amamentação, desempregos, tudo e um par de botas, que limitam o desenvolvimento nacional. Felizmente a maré está a mudar
Deixe lá 😁 o imobiliário é inafundável, indestrutível, resiste e está para durar, tornou-se uma espécie de psicose, uma mania e um maná.
ResponderEliminarComeçou com o Cavaquismo e infelizmente ficou quando aquilo foi.
Uma das vítimas foi o Turismo, que costuma fugir a sete pés de certos ambientes e foi substituído por uma espécie de zurrapa com o mesmo nome, mas que obviamente, nada tem a ver.
Acredite. O melhor é dar-lhes o caminho todo
Ora há Estados bons, no sentido da procura do melhor para o bem geral, e Estados maus porque são o inverso.
ResponderEliminarO mais das vezes uma choldra de grunhos nada interessados em melhorar. Cabe aqui referir que nuns casos há razões culturais e históricas que ajudam a explicar, noutros é mais difícil perceber.
Portugal até é dos bonzinhos
Olha que comentáio "inteligente".
ResponderEliminarEntão e se o avô ou tio lhe tivessem deixado uma mansão, ainda melhor.
A estupidez não tem limites.
ResponderEliminarSe houvesse um fluxo constante e se esses que entraram ainda estiverem em Portugal cinco anos depois de terem entrado, sim, seria um bom indício de que Portugal era um paraíso, no sentido em que garantia a esperança de um futuro melhor.
ResponderEliminarAcontece que esse fluxo excepcional, do qual não sabemos quantos cá ainda estão, resultou de uma oportunidade relativamente simples de chegar aos países mais liberais da Europa, e quando falei da Suíça, Canadá ou EUA não falei de anomalias migratórias, mas fluxos constantes e sólidos.