Há pequenas medidas que podem ter pequenos efeitos, mas que criam mudanças substanciais.
É o caso desta medida tomada por este governo, e que eu defendo desde há muito tempo, o aumento da consignação do IRS de 0,5% para 1%.
De resto, gosto tanto desta medida que já em Maio lhe fiz referência (uma referência quase isolada, ninguém ligou nenhuma ao assunto).
Volto a insistir nisto porque acho que mudar, nem que seja só este bocadinho, a possibilidade das pessoas comuns financiarem instituições em vez do Estado, permite que instituições com poucas ou más relações com o Estado, mas algum enraízamento social, se libertem um bocadinho mais do espartilho da dependência do Estado, uma doença profunda que afecta o país e as suas instituições.
ResponderEliminarPor outro lado:
Ao permitir que as pessoas doem o seu IRS a instituições, está-se a fortalecer preferencialmente as instituições que mais apelam às pessoas que mais IRS pagam - e não necessariamente àquelas instituições que mehor trabalho fazem.
Suponhamos por exemplo uma instituição de apoio aos idosos em Cascais, e uma outra de apoio aos idosos em Castanheira de Pera. Qual vai receber mais IRS das pessoas? A de Cascais, evidentemente, pois que é mais bem conhecida por mais pessoas ricas. Mas se calhar a instituição de Castanheira de Pera faz um trabalho tão bom ou melhor que a de Cascais...
Eu acho bem melhor que ficarem as duas a ver navios porque o dinheiro foi para a TAP, para a CP ou para a RTP (para já não falar de outros destinos menos recomendáveis, como o sobrinho do Isaltino, para evitar estar sempre a falar de Sócrates)
ResponderEliminarAs pessoas estão mais que habilitadas a saber o que fazer com o seu dinheiro.
ResponderEliminarJá se olhassem de perto o que tais beneméritos fazem provavelmente apanhavam um susto. Transparência então é tanta como uma manta de Monsaraz.
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ResponderEliminaruma forma alternativa de descentralizar
apoio
Desculpe a observação, mas só lhe faltam mesmo as penas ...
ResponderEliminarAdoro essa medida. E uso-a sempre. Vou variando na instituição: um ano é regional, no ano a seguir escolho outra do resto do país. No ano 2023 foi a Montis a escolhida. Este ano tenho várias instituições candidatas, mas ainda não decidi.
ResponderEliminarCatarina Silva
Então? Agora apodera-se dos slogans da esquerda radical?
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ResponderEliminarO que é preciso mesmo é acabar com a censura e com a estupidificação em massa da sociedade.