quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Não gosto desta desonestidade

Políticos, comentadores e jornalistas (perdoem-me o pleonasmo), volta não volta resolvem malhar em Luís Motenegro por causa da suposta responsabilidade política que tem ao ter criado expectativas excessivas em relação ao sector da saúde, já que prometeu resolver os problemas em dois meses, o que, dizem eles, não aconteceu nem poderia acontecer.


Vamos esquecer esta ideia peregrina de que a questão é haver expectativas excessivas e não a substância dos problemas no sector e concentremo-nos no que realmente disse Montenegro em campanha:


"A saúde precisa de alterações estruturais que demoram mais tempo a implementar e a produzir efeitos, mas este plano de emergência tem uma meta: até final de 2025, acabar com listas de espera que excedem o tempo máximo garantido e dar uma resposta de medicina familiar a todos os utentes de Portugal".


Montenegro prometeu um plano de emergência em 60 dias, e cumpriu (se o plano é bom ou mau, se contribui para resolver a substância dos problemas ou é uma cortina de fumo, não sei).


Não só não se comprometeu a resolver os problemas do sector da saúde em 60 dias, como explicitamente disse que o plano que seria feito nos tais 60 dias, tinha (como tem) metas muito para lá dos 60 dias.


O próprio plano estabelece um calendário com medidas urgentes com o objectivo de produzirem resultados em três meses (portanto, até ao fim de Agosto deste ano, essas podem ser verificadas já), medidas prioritárias com o objectivo de produzir resultados até ao fim deste ano (essas podem ir sendo verificadas, e devem ser avaliadas globalmente no fim de 2024) e estruturantes, com resultados a perder de vista.


Insistir, como têm insistido políticos, comentadores e jornalistas na afirmação, completamente falsa, de que Montenegro, em campanha eleitoral, prometeu resolver tudo em sessenta dias, é pura desonestidade (e eles sabem muito bem, políticos e comentadores, enfim, já é de esperar que ajam assim, exactamente porque sabem que os jornalistas também agem assim, por razões que não compreendo).


 

22 comentários:

  1. A desonestidade parece que se tornou o Toyota desta década e já me é insuportável.  
    Ouvir os canais noticiosos, os seus apresentadores e muitíssimos dos seus comentadores passaram a fazer-me sentir não só desinformada como objecto das suas vontades de manipular, ocultando, dizendo meias verdades, "guiando" políticamente os factos e por aí fora. 
    Deixei de ser freguês.
    Preciso de distância das aldrabices, dos louvores às "habilidades" e aos "habilidosos" políticos. Ditos políticos porque Política é outra coisa

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  2. Independentemente de tudo o resto...Montenegro afirmou explicitamente que daria um médico de família a cada português em 60 dias. Isto foi o que eu vi e ouvi. Dos outros problemas não me interessa falar. O SNS sofre de vários problemas que obviamente não se podem resolver em 2 meses 

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  3. Essa é a nova narrativa para explicar o inexplicável...mas não vale a pena continuar no diz que disse..

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  4. Deixe-me ver se entendo: eu faço afirmações comprováveis em qualquer sítio, incluindo nos documentos relevantes para o assunto, vossa senhoria faz uma afirmação aparentemente falsa que não fundamenta em coisa nenhuma e ainda me acusa de estar a inventar narrativas novas?

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  5. Nem com a lenga lenga de recorrer aos privados que os outros puseram lado de lado por questões ideológicas, a situação no SNS tem melhorado, pelo contrário, estava mal, pior continua.
    Pela minha parte parte ao fim de 8 meses de governo, continuo sem médico atribuído.
    Em resumo, com os anteriores não tive, com estes duvido que venha a ter algo mais do que bazófia.

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  6. A promessa do fim da austeridade deixou um rasto de ilusão que teve um breve lapso na pandemia.  
    O resgate e as medidas tomadas na altura ficaram esquecidas com  as falsas promessas do 

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  7. Então, conclui-se que estava melhor com os anteriores. Pelo menos são os que lhe pagam avençazita... 

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  8. O post é sobre o facto de se dizer que foi dito uma coisa quando foi dito outra, não é sobre a qualidade e resultados das políticas deste ou daquele governo

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  9. Ah! Afinal o plano de emergência em 60 dias era só o documento em papel.
    E era preciso tanto tempo para fazer aquilo?
    Realmente, 200 páginas deve ter dado uma trabalheira, sempre são mais de três páginas por dia.

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  10. qualquer plano é só um documento em papel, mas o post não é sobre isso, mas sobre o facto de se dizer que Montenegro disse uma coisa, quando disse outra

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  11. Já que poe as coisas assim, deduzo que são os atuais que lhe pagam avençazita.

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  12. O que colocou no seu post foi o que LM disse uma ou mais vezes em campanha, tendo dito outras diferentes sobre o mesmo assunto em campanha.
    Você apenas escolheu o que pretende defender.
    A não ser assim todos os que acham que LM foi mais ambicioso a prometer estão todos errados, e você é que está certo.
    E quanto à CS não tem de se queixar, o alarido pelo caso do INEM tem sido menor do que por outros casos nos anteriores governos. E claro a CS está ao serviço da esquerda.
    E a prestimosa colaboração do PR também tem sido muito mais recatada do que nos governos anteriores.
    Enfim, desonestidades.

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  13. Subscrito. Não há grandes dúvidas

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  14. Pois, é sempre assim. A língua portuguesa é muito traiçoeira, principalmente quando o que se diz leva a várias interpretações. Montenegro é useiro e vezeiro nesse tipo de linguagem, necessita sempre que alguém venha explicar aquilo que disse alguns dias atrás. 
    Já lhe passou pela cabeça, por acaso, que aquilo que ele diz é mesmo com a intenção de baralhar porque sabe que é difícil de fazer?
    Não façam das pessoas parvas, falem de forma denotativa e não conotativa se querem ser ser levados a sério. 

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  15. Esqueceu-se de demonstrar o que é que ele disse de diferente, e quando, eu não escolhi coisa nenhuma, citei o que encontrei.
    Se encontra outras coisas, demonstre.

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  16. O post é sobre Montenegro ter dito uma coisa, e dizerem que disse outra.

    Ou demonstra que ele disse o que dizem que diz, ou não vale a pena desviar a conversa.

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  17. Já reparou que é o único a defender categoricamente uma posição dúbia?
    Se o Montenegro tivesse falado de uma forma clara não teria havido tanta confusão. 
    Já vi que você é dos poucos que ainda acredita no pai natal.

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  18. Mostre-me onde ele disse que resolvia os problemas em 60 dias e a discussão acaba imediatamente.
    Agora andar às voltas a tentar justificar que ele disse o que ninguém consegue demonstrar que disse, não me parece muito útil.

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