Uma enfermeira que conheci nos anos noventa em Coimbra, num sitio de sofrimento, disse-me algo que nunca mais esqueci: é preciso respeitar profundamente os padecimentos de cada pessoa, pois a sua dor é sempre a maior e a mais insuportável de todas, porque é ela e mais ninguém que a sente na pele, com a lente da sua sensibilidade e fragilidades, circunstanciais ou não.
Este exemplo, ao contrário do que parece, serve para perceber a importância do olhar exterior para a pessoa condicionada e suas circunstâncias. E os equívocos que uma perspectiva individualista da questão encerra, mais ainda quando pode ser causa duma decisão irreversível. Muito menos delegá-la ao Estado.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
I rest my case
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ResponderEliminarNos atuais projetos sobre a eutanásia ninguém quer delegar a decisão no Estado.
Delegar a decisão seria exigir que a pessoa ficasse a sofrer por mais tempo contra a sua vontade expressa, ameaçando com o Estado os que a ajudarem.
Declarar que os outros não podem tomar uma atitude sore as suas vidas porque nos é desagradável a nós e chamar o Estado para impor a nossa vontade, não é exatamente um modelo de tolerância.
https://www.dgs.pt/programa-de-prevencao-e-controlo-de-infecoes-e-de-resistencia-aos-antimicrobianos/destaques/recomendacao-prevencao-da-transmissao-de-enterobacteriaceas-resistentes-aos-carbapenemos-em-hospitais-de-cuidados-de-agudos-pdf.aspx (https://www.dgs.pt/programa-de-prevencao-e-controlo-de-infecoes-e-de-resistencia-aos-antimicrobianos/destaques/recomendacao-prevencao-da-transmissao-de-enterobacteriaceas-resistentes-aos-carbapenemos-em-hospitais-de-cuidados-de-agudos-pdf.aspx)
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