terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Uma garrafa de Cave Real, Bruto natural...

… que era o que havia cá em casa para comemorar logo ao jantar.


É tão raro ter razão em relação ao futuro que acho que desta vez mereço.


Há uns anos, o então presidente do Instituto de Conservação da Natureza, João Menezes, que foi um excelente presidente talvez por não ter grande ligação ao assunto mas saber ouvir, apareceu com ideias para comunicarmos a política de conservação da natureza usando o urso.


Eu, como todos os técnicos de conservação, dissemos-lhe que era uma ideia absurda, não havia ursos há demasiado tempo em Portugal e não se fazia a menor ideia de quando haveria de novo.


Depois disso, estudei mais o assunto e a evolução dos sistemas naturais e concluí que João Menezes tinha razão, começando a falar (e a escrever) na entrada de ursos em Portugal, num prazo de dez a vinte anos.


Desde então tenho ouvido muitos comentários trocistas, incrédulos, agressivos, enfim, os mais variados, sempre que repetia a ideia de que a existência de ursos em Portugal (animais divagantes, não populações estabilizados) poderia ser realidade num prazo de dez a vinte anos.


Foi hoje que me disseram que foram detectados ursos divagantes em Portugal, as pegadas foram fotografadas e confirmadas por especialistas espanhóis.


Enganei-me sim, mas foi só porque a natureza reagiu mais rapidamente do que pensei.

6 comentários:

  1. Onde é que foram detetados os ursos em Portugal? Montesinho? Barroso? Malcata?

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  2. Iam uma vez dois amigos a passear por uma floresta quando deram de caras com um urso. Imediatamente desatam a fugir. O urso corre atrás deles e abeira-se cada vez mais. Vendo que não tinham hipóteses de escapar, diz um dos amigos ao outro, "Pá, não vale a pena continuarmos a correr, porque o urso é mais rápido do que nós." Responde o outro, ofegante: "Eu não preciso de ser mais rápido que o urso, basta-me ser mais rápido do que tu."

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  3. está redonda ou bicudamente enganado
    URSSOS não faltam no rectângulo. 
    principalmente na política

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  4. Montesinho ou Gêres? Já houve relatos de observações perto em ambos estes lados.

    "A parte boa do despovoamento do território". Será que vamos conseguir conviver com eles? Aprendemos com os erros do passado?

    Uma coisa é conviver com uma águia imperial, uma cabra montesa, outra é um predador de topo mesmo que a sua dieta passe por ser essencialmente vegetariana. Já estou a imaginar a primeira vez que um apicultor der de caras com um urso nas imediações de uma colmeia.

    Honestamente a nossa flora autóctone actual provavelmente está muito longe de conseguir assegurar a sobrevivência do urso.

    Aquilo está tão atribulado em Espanha, que até os ursos já querem sair de lá. O problema é que cá não está muito melhor.

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  5. E pior é que eles não se ficam por ir às colmeias.
    No Yellowstone invadem os parques de estacionamento dos automóveis e lançam-se contra os vidros traseiros, que partem para roubar comida de dentro dos automóveis.
    No Canadá abrem as portas de casas para lá ir buscar comida.
    São animais muito inteligentes (tal como todos os mamíferos) e têm umas patas muito habilidosas.

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  6. Há ursos que chegam a atravessar as paredes das casas para ir aos frigoríficos sacar comida, até com smartfones...
    Já se vê isto na mata da zona das Conchas...

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