"É preciso ensinar às crianças o que foi o 25 de Abril. É urgente. É uma questão de cultura democrática. Está em causa... o 25 de Abril."
(…) Convenhamos que é difícil deixar ao sistema nacional de educação essa função. E isto porque o 25 de Abril ainda é uma questão de educação. Política, é certo, mas não está suficientemente frio para ser um facto histórico. É uma opinião. E cada um tem a sua, que até pode ser diferente da que tem a professora dos seus filhos.
Por isso é que chegados a esta época do ano, sinto alguma angústia quando os deixo na escola. Assim, sozinhos. Sem que eu possa exercer o democrático direito ao contraditório. Socorro!
Inês Teotónio Pereira no Jornal i
Depois de num dia de Outubro, a minha filha de oito anos ter chegado da escola cheia de confusões na cabeça, e eu lhe ter explicado pacientemente que Liberdade Igualdade e Fraternidade era um lema da sanguinária revolução francesa e não uma consequência da instauração república portuguesa, que a igualdade do cidadão perante a lei era uma conquista da constituição de 1826, quando em Portugal se funda o sufrágio popular que se manteve indirecto e se viu mais restrito após a república, que a liberdade de imprensa e de manifestação só foi profundamente ameaçada após o 5 de Outubro; foi a vez de ontem me ver na contingência lhe explicar as virtudes dos primeiros anos do Estado Novo e que a primavera e as calças de ganga já existiam antes da revolução dos cravos. Esclareci-a sobre o 25 de Abril, e suas consequências imediatas: tomada de poder da esquerda radical e descolonização desastrosa. E que nesses tempos muita gente inocente teve que viver “às escondidas”. Por fim expliquei-lhe que a Liberdade prevaleceu apesar dos revolucionários. E que a Liberdade é o nosso mais precioso bem, e que nem sempre está onde parece ser mais evidente.
Caro amigo e a Constituição de 1822, também era democrática, e assegurava a igualdade de todos os cidadãos!
ResponderEliminarA "sanguinária" Revolução Francesa! Como sabe a Revolução Francesa começou por rpetender instaurar uma monarquia constitucional, não fosse a influência nefasta de Maria Antonieta e Luís XVI teria sido um rei constitucional apoiado pelo seu povo, ele no fundo foi um pobre diabo levado para uma conspiração anti-patriótica que lhe custou a vida e fez a monarquia francesa perder os seus apoiantes, entre eles Robespierre, com as consequências que se sabem...
Quanto ao 25 do A tem razão, se podesse a semana que começa amanha era de clausura, é a silly weak nacional até ao 1 de maio, felizmente até o Estado já não liga ao 1 de Maio...
Coitada da miúda, João. Deve estar a pensar ..."o meu pai endoidou!"
ResponderEliminarEntão isso faz-se? Baralhar assim as criancinhas, contando a verdade?! Incrível...
já lhe explicou o tarrafal?
ResponderEliminar"A História é escrita pelos vencedores".
ResponderEliminarÉ um lugar comum.Um facto que aceitamos.
Ocasionalmente reagimos e tentamos repôr a verdade, mas nunca vamos até à origem. Até porque a origem está tão distante, que já nem a vemos.
O 25 de Abril, foi apenas mais um passo, no longo "Apagão" a que Portugal tem vindo a ser submetido, e que culminou com a perda da Soberania, com a assinatura do Tratado de Lisboa.
Um "Apagão", fundamental para que Establishment, imponha definitivamente a sua versão perversa da História Universal.
Lech Kaczynski, o Presidente Polaco, Católico, morreu depois de ter reduzido a moeda polaca o Zloty, a fim de tornar as exportações mais competitivas.
Ía homenagear os Polacos mortos, no 70º Aniversário do Massacre de Katyn.
Morreu em Smolensk, tão perto da Floresta de Katyn.
Os Polacos massacrados durante a 2ª Guerra, já podem ser de novo esquecidos.
Os Portugueses, massacrados ao longo de toda a sua História, nunca tiveram um Presidente, que os Homenageasse.
Permaneceram sempre esquecidos!
Maria da Fonte