terça-feira, 9 de março de 2010

Muito lá de casa

 


 


Foi tão condescendente quanto carinhosos o veredicto que o meu filho pequenote sentenciou ontem a mãe (logo ontem): “tu não és o meu pai!”. Este fenómeno de idolatria, acontece tanto para meu deleite quanto para mal dos meus pecados: o miúdo nutre por mim uma profunda admiração, assim uma espécie de complexo d’ Édipo ao contrário, que sei bem um dia se vai virar contra mim. Mas por agora tudo o que eu faça ou não faça, significa para ele sempre pouco menos do que um acto heróico. Também sei quanto ele detesta o meu trabalho, os meus livros sem figuras, os meus discos de música “chata” e em especial o computador portátil que é afinal maior ameaça às nossas brincadeiras. Uma irresistível canseira a gozar enquanto dura.

4 comentários:

  1. João, tenho a certeza de que essa «idolatria» não vai virar-se contra si. Apenas, com o crescimento do seu filhote, vai tender a manifestar-se de uma forma mais contida e discreta… para compensação da mãe. ;-D

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  2. É mais que isso Luísa: ele vai ter que ajustar as expectativas à realidade... só isso! :-)

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  3. Caro João de Távora, já viu se fosse advogado, nem tinha a possibilidade de passar com ele o fim-de-semana.
    Tenho uma ideia para um post, quem é o legítimo rei de Portugal (a Maria da Fonte, também deve apoiar a ideia), por mim digo que é o descendente directo de D. Jorge de Lancastre, único filho de el-Rei D. Jopão II, pelo menos aquele que D. José I de Bragança não assassinou barbaramente...

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  4. Caro Rés

    E se por um acaso do destino, fosse médico, nem o Natal passavam juntos.

    A questão da sucessão de Dom Jorge de Lencastre, já foi falada, por aí.
    Mas desconheço, se alguém chegou a alguma conclusão.

    À perseguição de D. José, escaparam dois personagens misteriosos:

    Um suposto criado do 8º Duque de Aveiro, que teria deformado o rosto queimando-o com vitríolo, e fugido para Londres.
    E Frei Lourenço, que fundou no Brasil o Convento do Caraça, na Serra do Espinheiro, em Minas Gerais.

    Curiosamente, Frei Lourenço era um homem muito rico, e quando faleceu, em 1818, deixou toda a sua fortuna ao Rei D. João VI, que terá atribuido uma mesada ao suposto filho do 8º Duque de Aveiro, D. Martinho Mascarenhas, que fora libertado da prisão após a morte de D. José.

    Aliás com Frei Lourenço, partiram para o Brasil, vários dos acusados no Processo dos Távoras, que tinham conseguido fugir.

    O que terá sido muito útil a Dom João VI, quando teve também ele que partir para o Brasil, na altura em que a Máfia francesa, invadiu Portugal.

    A Zona do Caraça, é agora uma reserva Ecológica, onde ainda existe o Lobo-Guará.

    O Lobo-Guará, que Darwin encontrou quando chegou ás Falkland, e que apesar das suas laureadas Teorias, nunca percebeu como ali chegara.

    Pois é Rés!
    Darwin não percebeu! Nem poderia.

    Este Processo dos Távoras, é assim uma espécie de fotocópia do Processo do Duque de Viseu, Dom Diogo de Lencastre.

    E o Lobo-Guará, é como o Cão de Água, Bo Obama!

    Que mentes mais complicadas!
    E que trabalheira nos dão agora, para deslindar tudo.

    Se o Caro João Távora, tiver paciência para fazer o post, presinto que iremos ter uns tempos animados.

    Maria da Fonte

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