terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Prova de Fogo de Sócrates


o amigo 


 


Nem a surpreendentemente notória "impreparação e falta de pesquisa" de Miguel Sousa Tavares para a entrevista de ontem livraram José Sócrates de dar um triste espectáculo, fazer uma confrangedora figura, imerso em justificações e evasivas, entremeadas em arremessos de arrogância. O que me foi dado observar ontem foi um primeiro ministro abatido e acossado: no fundo todos sabemos que um "animal feroz" rosna até à morte. 


Mas o que me pareceu espantoso em Sócrates, foi a persistente defesa do seu amigo Rui Pedro Soares, a roçar a loucura ou suicídio político, atitude de quem já por aqui anda por muito pouco: essa obstinação fica-lhe bem, apesar de malsã. Se nenhuma escuta ou "amigo" lhe passar a perna, suspeito que o executivo “aguente” até às presidenciais. Em governo "de gestão".


 


Foto DN

2 comentários:

  1. Segundo o Correio da Manhã de hoje23 de fevereiro de 2010 às 10:47

    "Rui P. Soares mete cunha por Figo
    Ex-administrador da Portugal Telecom pediu para resolver a questão do futebolista. Em causa estão 400 mil euros referentes à utilização de imagem".

    (resto da notícia não acessível online)

    Isto anda tudo ligado, lá isso anda.

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  2. Sócrates defendeu R. P. Soares ou defendeu-se a si mesmo?

    Na 1ª hipótese, sendo verdade, reconheça-se um mérito cada vez mais raro, sobretudo em política - o da fidelidade.

    PPessoalmente, inclino-me mais para a 2ª hipótese. assim não esteja a incorrer em injustiça.

    R. P. Soares, encurtando comentários, expressa no facies e nos actos o genuino politico partidário português. Está tudo no retrato: o gosto dúvidoso, a ambição, o chico-espertismo, o telemóvel que é o Colt 21 do farwest politiquês e a bochecha, denunciando esse tremendo habito consistente em aproveitar os almoços para conspirar e politicar.
    (Como se vê - ao que sei o jovem Soares apenas soma 32 primaveras - a vida não lhe corre mal e os ditos almoços sucedem-se e decerto em bons restaurantes, com vistas de cimo de torre para a capital.

    Nada isto era importante - seria até divertido - se não fossem pessoas como estas que realmente conformam os destinos de Portugal.

    Sócrates quando era pequenino era assim.

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