Neste post, eu escrevia: "A história económica do impacto do 25 de Abril no país, e em especial os efeitos da destruição de capital promovida activamente pelo PC, pela extrema esquerda, pelo MFA posterior a Setembro de 1974 e por grande parte do Partido Socialista, está por fazer, o que é pena".
Era só ignorância minha, Nuno Palma fez uma referência a este artigo, cuja leitura aconselho (há uma parte mais técnica lá para o meio que é academicamente relevante, mas não é essencial para as conclusões).

Este gráfico é do artigo, mas a informação que tem é mais ou menos conhecida (nas redacções dos jornais é particularmente desconhecida, mas todos sabemos como é difícil entrar informação nas redacções dos jornais, hoje em dia).
Mais interessante, muito mais interessante, é o esforço para destrinçar o que são problemas decorrentes do contexto geral provocado pelo choque petrolífero de 1973, e acontecimentos globais dessa altura, do que são os efeitos do 25 de Abril, muito resumidos nesta citação: "The effects were felt in the short-term, but also in the long-term, thanks to capital flight and a labor shock. Both affected the factor mix of the economy negatively, putting it on a lower growth path than what would have happened without the revolution and the instability that followed. The socioeconomic events associated with the revolution were also responsible for a more severe current account crisis than the one that would have resulted from the impact merely of the international crisis, something that made the recovery more difficult. A dilemma for the country’ policymakers was created, as they had to decide between two opposing objectives: returning to growth or rebalancing the economy externally. This means that the economy's external constraint posed limits to its performance: attempts at kickstarting growth brought external imbalance; attempts at correcting such imbalance slowed down growth. This policy trade-off plagued the Portuguese economy for a full decade".
Esperar que um artigo académico deste tipo (não confundir com opiniões avulso ou com defesa acéfalas deste ou daquele regime) tenha algum efeito nas redacções dos jornais ou na programação das celebrações dos 50 anos do 25 de Abril é, seguramente, sinal de desfasamento em relação à realidade.
inclui os fundos da UE?
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ResponderEliminarPois, é precisamente isto que interessa demonstrar que tenha existido. Ou seja, que a revolução afetou negativamente a economia do país e a balança de pagamentos. Destrinçar os efeitos da revolução dos efeitos da instabilidade internacional (primeiro os choques petrolíferos de 1973 e 1979, depois o aumento brutal das taxas de juro durante a década de 80) não deve ser fácil. Não sei como isso foi feito por Palma (mas acredito que tenha sido bem feito).
ResponderEliminarOs fundos da UE foram somente a partir de 1985.
Já agora, também por volta dessa altura o preço do petróleo desceu muito, como resultado da entrada em produção de campos no Alasca e no Mar do Norte.
Precisamente a partir de 1986 Portugal voltou a convergir com os países mais ricos.
O artigo não é de Nuno Palma e o post tem uma ligação para o artigo, que é de acesso livre e tem a explicação que pretende
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ResponderEliminarO gráfico compara o desempenho económico de Portugal com o de uma data de outros países muito diferentes, como a Suíça, os EUA e a Nova Zelândia.
Seria interessante, por outro lado, comparar o desempenho económico de Portugal com o de outros países, como por exemplo Marrocos, o Paquistão, o Brasil, a Grécia, o México, a Turquia.
Não há razão para que nos comparemos sempre com os países mais ricos, e nunca com os mais pobres.
Se calhar, se fizéssemos a comparação com estes últimos, chegaríamos à conclusão de que o desempenho português não foi assim tão mau.
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ResponderEliminarÉ preciso ter lata para apresentar um gráfico que demonstra o contrário do que o autor do post diz e sempre defendeu. Em português. Em inglês, é diferente. Há também umas versões em chinês.
ResponderEliminarFiquei curioso, em que é o gráfico diz o contrário do que eu sempre defendi?
ResponderEliminarpretendo saber quanto Portugal cresceu sem receber fundos europeus.
ResponderEliminartambém tinha melhor vida com o dinheiro dos outros
Camarada Anónimo, pode comparar com o Burkina Faso. Vai ficar todo inchado com o extraordinário progresso português no último quartel do séc XX.
ResponderEliminarE é preciso ser burro para fazer um comentário destes ...
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