terça-feira, 5 de maio de 2026

Convergências

Convergência Longa.jpg

O boneco que me mandaram ontem é sobre convergência entre Portugal e a Europa dos quinze, desde 1820.

Não, não fomos sempre um país pobre, há alturas em que ficamos pobres (em relação padrão que se escolher, convém escolher um padrão que sirva para alguma coisa, neste caso a Europa dos 15, no post anterior um conjunto de países cujos critérios de escolha estão explícitos no artigo de onde vem o gráfico) e há alturas em que nos aproximamos dos mais ricos.

A discussão que interessa é a que nos ajude a perceber o que nos fez andar num sentido ou noutro, em cada momento.

Discussões que não interessam são as que martelam a realidade para caber nos nossos preconceitos.

21 comentários:


  1. convém escolher um padrão que sirva para alguma coisa


    Pois, mas então, tudo depende da coisa para a qual se quer que sirva.


    Se, por exemplo, se quer mostrar que Portugal devia ser tão rico como os países mais ricos, então escolhe-se esses países mais ricos como padrão.


    Se, pelo contrário, se pretende mostrar que Portugal está muito melhor do que alguns países mais pobres, então escolhe-se esses outros países como padrão.


    Obtém-se assim uma ciência relativa, dependente dos padrões pelos quais se opta.

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  2. Deve ter razão, eu é que não percebi nada, provavelmente por não ter estudos para tanta sofisticação.

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  3. Isso de rico e pobre tem que se lhe diga.


    Pessoalmente considero que viver em Portugal torna-me mais rico que todos os que pagam para cá vir


    A Holanda parece ser o país mais rico da Europa, mas gaita, são macambúzios e sombrios que é de fugir.


    Os Noruegueses então; uma vez vi dois casais de velhotes que estando juntos, não disseram uma palavra em duas horas.


    Se calhar somos pobres


    Mas não há nada que pague um pargo frito como manda a Santa Madre Igreja, com Salada de Alface e um Tinto Alentejano Seco, a preceito.


    Concordo que eles são bons em comida deslavada; até camarões eles conseguem tornar insonsos.


    Com os mesmos camarões os Portugueses inventaram essa Obra de Arte que é a"Açorda de Mariscos"


    Pobres ??


























    Admitindo

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  4. 1820 é a seguir ás Invasões Francesas, julgo que o país e boa parte da Europa estava destruída pelas guerras Napoleonicas, acho estranho no entanto o gráfico que na 1GM e 2GM o país tenha atingido o fundo quando não foi tão afectado como a Europa Central e de Leste.

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  5. depois de 1995 a dívida pública duplicou

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  6. Não sei se já leu, mas se não leu permita-me que lhe aconselhe o livro do Dr Nuno Palma " As causas do atraso português".
    Perceberá muito do que hoje se passa e de como aqui chegámos e nos mantemos.

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  7. O gráfico compara Portugal com a Europa dos 15, a Europa de Leste não faz parte da Europa dos 15

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  8. A realidade é que Portugal é um dos países mais ricos do mundo. Em cerca de 200 países, Portugal está para aí no lugar 25 na classificação. Aprendi isto em posts de Pedro Arroja, um economista liberal bem conhecido.
    Mas os portugueses têm a mania de que são pobres porque, em vez de olharem para os 175 países mais pobres que eles, somente olham para os 24 mais ricos que eles.

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  9. convém escolher um padrão que sirva para alguma coisa
    Peço desculpa por o meu comentário ser marginal e visar escolhas.
    No Domingo passado Paulo Portas criticou as propostas de Ventura de reduzir a idade da reforma e deportar imigrantes. Os seus argumentos foram o aumento da despesa da Segurança Social (reformas) a diminuição da receita (deportações) e a inutilidade num quadro de desemprego baixo. Tanto quanto me apercebi, tem a concordância geral publicada.
    Ninguém duvida do aumento de despesa com as reformas mas se o desemprego geral é baixo o desemprego jovem é elevado ou muito elevado (dependendo de diferentes critérios) e, por esse prisma, a medida é virtuosa. Não sei quantificar mas é significativo que o factor positivo seja ignorado.
    Deportações diminuem a receita se o deportado estiver a descontar. Mas o aumento brutal da imigração deve-se ao agrupamento familiar e hoje há um quadro (não sei quantificar) de homem a trabalhar, mulher doméstica e filhos menores ou seja, a diminuição da receita na S.S. (ordenado mínimo) seria compensada pela diminuição da despesa no SNS, no universo escolar (necessidades especiais, apoio alimentar e de transportes) e diminuiria a pressão na crise da habitação, também com elevada despesa municipais. Também não vi este factor positivo avaliado nem me recordo de o ver mencionado nas críticas.
    Mas isto é o que esperar deste governo e será avaliado por jovens assessores, competentes em Excel na óptica do utilizador. Contudo há outras maneiras de avaliar.
    A reforma antecipada permitiria aos reformados escolhas que mais tarde, nem que seja por hipertrofia prostática benigna se não doença prolongada, já não terão. E conhecem-se casos, ao que parece, cada vez mais, de empregados profundamente infelizes e com problemas psicológicos de saúde mental. Os casos opostos, dos que receiam deixar de trabalhar por não saberem o que fazer ou por não quererem passar mais tempo com a mulher, resolviam-se com a reforma não ser obrigatória mas facultativa.
    Já a abertura de empregos a jovens, seria desejável a rodos os títulos, menos oportunidade de pequenos delitos ou drogas, por nada ter que fazer e até uma possível melhoria da demografia doente que temos.
    Já nas deportações, outro tipo de considerações podiam fazer-se. Haveria que evitar deportar imigrantes ligados à construção civil (já tenho dúvidas na restauração) e, para referir um exemplo drástico, de frutos vermelhos como luxo ocasional, hoje tenho-os baratos nos supermercados, sou quase obrigado a consumi-los em refrigerantes ou gelados e até mos impingem em cereais para o pequeno-almoço. Pergunto se isso compensa os problemas de coesão nacional (vejo a imigração como uma substância que, na dose certa é medicamento que cura mas na dose excessiva é veneno que mata) e na oportunidade que abre a redes de tráfico humano e empresários sem escrúpulos, como é patente nos vários casos divulgados de estufas no Alentejo.
    Só que isto são escolhas que não existem pois não cabem numa célula do Excel.

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  10. Escolher entre sentido pátrio, de pertença, de comunidade ou..."mercearia"...
    Juromenha

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  11. A essas quedas, 1ª e 2ª GM, seguem-se subidas claras. Notar sobretudo a de ~1948, à qual se segue uma outra queda forte. Nesses momentos de subida, será menos uma valorização absoluta de Portugal e mais uma desvalorização dos países, a recompor-se da devastação das guerras.
    Camões já sabia que «fraco rei faz fraca a forte gente». Em linguagem futebolística, o país precisa de uma «chicotada psicológica». E saltar do sofá.

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  12. o desemprego jovem é elevado ou muito elevado (dependendo de diferentes critérios) e, por esse prisma, a [deportação de imigrantes] é virtuosa


    Misturar o desemprego jovem com os imigrantes é totalmente enganador. Os jovens portugueses estão desempregados, não porque não haja oferta de empregos, mas sim porque eles não estão interessados em (nem qualificados para) desempenhar os empregos que há disponíveis. Os jovens portugueses desempregados não estão interessados em trabalhar na agricultura, na construção civil, ou nas cozinhas de restaurantes. Não é por haver imigrantes disponíveis para preencher essas ofertas de trabalho que os jovens portugueses estão desempregados.


    a oportunidade que abre a redes de tráfico humano e empresários sem escrúpulos


    O tráfico humano deve-se precisamente a o Estado impedir a imigração, não devido a haver pessoas maldosas que exploram os imigrantes. Se a imigração fosse livre, não haveria qualquer necessidade de traficantes. A culpa do tráfico humano é inteiramente do Estado e das suas estúpidas leis restritivas da imigração.

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  13. Portugal não acerta é com o "Treinador"

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  14. Nas últimas décadas Portugal investiu forte na Educação e  Formação


    Isso permite-nos exportar uma enorme massa de jovens altamente qualificados, sendo por isso que os outros países nos invejam


    Sabenças

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  15. exatamente, Portugal não é pobre nem subdesenvolvido, basta comparar com o vizinho do lado.... e os States conseguiram uma grande vitória no médio oriente

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  16. Anónimo 06:05 às 17:00 




    Tendo a concordar consigo.


    Além disso parece-me que a imigração deveria ser livre condicionada apenas a ter ou não emprego fora do Estado e sector Público 

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  17. Muito bem escrito, é factual, conheço a realidade do meu distrito em termos de mercado de trabalho e as empresas estão-se a marimbar para a formação querem é espremer em turnos desumanos e pagar o minímo e depois esperam que venham outros, só que esses outros já não estão cá, foram-se embora fazer quase o mesmo lá fora pelo triplo do ordenado e menor custo de vida.
    Mesmo em profissões altamente qualificadas como engenharias e afins as empresas abusam e de que maneira por isso não arranajm ninguém entre os que cá ficaram que preferem fazer outras coisas que lhe trazem mais ou menos o mesmo rendimento.
    E sim os imigrantes estão e vão cada vez mais a dar despesa á segurança social seja em compressão dos serviços publicos (educação, saúde, segurança) levados até ao limite seja porque muitos sabem "navegar" bem nas lacunas do sistema.
    Infelizmente a visão de curto prazo dos politicos levou a isto e mais uma vez vamos pagar caro.
    P.S. - para mim agricultura são batatas, cebolas, couves, maçãs, peras não coisas exóticas que requrem recursos intensivos que só servem para uns poucos e para escravizar muitos.

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  18. Um elemento em países com uma importante parte do PIB ligado á agricultura o clima pode ser um factor significativo.

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  19. A subida pre 2 guerra pode ter que ver com um efeito mais pesado da Grande Depressão nos outros países.


    Na 1 guerra quiçá as nossas exportações tinham um impacto significativo no rendimento, mas estou a especular. 
    Também não sei até que ponto a produção militar, basicamente as industrias dos grandes da europa dedicaram-se a gigantesca produção militar conta para o aumento do pib.


    Outro elemento de controlo para distorções pode ser o aumento da divida.

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