quinta-feira, 2 de abril de 2026

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João Miguel Tavares no Público de hoje:


“A divulgação do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) é sempre um momento duplamente interessante.


É interessante, por um lado, porque nos permite ter uma ideia geral do estado de segurança do país.


E é interessante, por outro lado, para verificarmos como é noticiado esse estado de segurança. (…)


Partes do conteúdo do RASI foram destacados na primeira página do PÚBLICO, do Diário de Notícias, do Jornal de Notícias e do Correio da Manhã, e em três destes quatro jornais foram mesmo manchete.


Manchete do DN: “RASI 2025. Homicídios aumentam 10%”.


Manchete do JN: “Onze vítimas de violação por semana no ano passado”.


O CM optou por um pequeno título em rodapé de página: “Violações atingem o máximo dos últimos dez anos”. 


Já a manchete do PÚBLICO foi esta: “Aumentou a presença de portugueses em grupos neonazis online.” (…)


“A edição online do PÚBLICO começou por apresentar notícias semelhantes às dos outros jornais.(…)


Imagino que ao reescrever a notícia para a edição em papel, o jornal tenha optado por apresentar nova informação (…).


Infelizmente, há vários problemas com essa opção. (…)


Se temos números concretos para as violações ou para o aumento exponencial de crimes relacionados com a imigração ilegal (mais 251%), em relação à prevenção do terrorismo e dos fenómenos radicais, o RASI apenas regista aumentos (sem quantificar) na actividade da extrema-direita online ou nas “acções ilícitas de carácter antissemita”.


É pouco para tão grande manchete, quando havia números concretos, e muito mais relevantes, para sublinhar no relatório.


Não estou aqui para substituir o Provedor dos Leitores.


Faço apenas questão de insistir numa tecla que me parece fundamental em tempos de trincheiras e de extremismos políticos: as divisões entre esquerda e direita devem vir depois dos factos, e não antes deles. 


E o jornalismo tem hoje uma obrigação acrescida de equilíbrio noticioso, que não deve, em momento algum, descurar.”

7 comentários:

  1. O sr Tavares(o João Miguel, não o outro)habilita-se a ser corrido do pasquim de esquerda (não oficial). Já quanto ao conteúdo que faz referência ao extremismo de direita é mais do mesmo, ou seja da mesma cartilha dos últimos anos, no rádio(especialmente a TSF e antena1)a mesma coisa,fazem o alarido habitual contra uma parte da realidade (que nem sequer é a mais perigosa, a não ser na fantasia/narrativa dos vários actores empossados a favor da cartilha esquerdista pró globalista e pró multi-coiso e tal) e ignorando o resto de forma aviltante. Daqui por algum tempo vamos ver desmentidos desta narrativa(tal como aconteceu após o Rasi do ano passado) inclusive por oficiais que sabem bem o que se passa na realidade do país, mas entretanto já foi feita a mistificação habitual nas capas dos jornais, nas Tvs e nas rádios para continuar a mesma desinformação de massas, mas a desinformação do "bem" e do "progresso igualitário" pois claro. 

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  2. E faltou uma parte fundamental. 
    Que a pior profissão não vai questionar:  A muita informação que não vem no relatório.

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  3. Descrédito absoluto de "jornais" e televisões...
    JornaLIXO, nunca mais bem dito...
    Juromenha

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  4. O jornalismo quase desapareceu, restam poucos dignos desse nome... Quanto a moços de fretes e activistas disfarçados de jornalistas, estamos bem, servidos...

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  5. Ao mesmo tempo que enchem a boca com ela...não é?

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  6. Melhorar o estado geral da segurança do país depende essencialmente da implementação, rápida e em força, de reformas estruturais, a começar, repito, a vcomeçar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais.

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